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OBSERVAÇÕES GMMMATICAES
SOBRE
A língua bunda ou angolense
COllEmO DE OBSERVAÇÕES GRAMMATICAES
Q , ,1] SOBRE
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A língua bunda ou angolense
DICCIONARIO ABREMADO
DA
língua congueza
POR 0<rv-L//C
Fr. bernardo MARIA DE CANNECATTIM
CAPUCHINHO ITALIANO DA PROVIXCIA DE PALEllMo
MISSIONÁRIO APOSTÓLICO
EX-PREFEITO DAS MISSÕES DE ANGOLA E CONGu
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B
SCrEklOR DO HOSPÍCIO DOS MISSIONÁRIOS CAPUCIUNHOS ITALIANOS DE LISBOA
SEGUNDA EDIÇÃO
LISBOA
IMPRENSA NACIONAL
MDCCCLIX
SENHOR
lendo ha muitos annos passado a exercitar no reino de
Angola o ministério apostólico, uma longa e triste experiên-
cia me certificou que a ignorância da lingua bunda ou ango-
lense era um obstáculo perpetuo, não só aos progressos do
christianismo n'aquella vasta região, mas também aos interes-
ses politicos do Estado. Estes ponderosos motivos me convi-
daram a trabalhar seriamente, assim por adquirir o conheci-
mento d'esta Kngua, como para o franquear ao publico, que
carecia de todo o soccorro para a sua intelhgencia. Com este
designio compuz um Diccionario do idioma bundo, e alem
d'isso uma GoUecção de Observações Grammaticaes, que ser-
vissem de guia no estudo d'esta lingua quasi inteiramente
desconhecida. E esta a obra que eu respeitosamente ponho
nas Reaes Mãos de Vossa Alteza, como um tributo devido ao
Augusto e generoso bemfeitor da minha Seráfica religião Ga-
puchinha, que na elevação e grandeza do Throno jamais des-
preza a humilde oíferta de um vassallo fiel e grato.
Deus guarde a Real Pessoa de Vossa Alteza como estes
Reinos necessitam, e lhe pede
SENHOR
De Vossa Alteza Real
O mais submisso e obediente servo
Fr. Bernardo Maria de Cannecattim
Capuchinho Italiano.
AO LEITOR.
A. língua commum de ura paiz, em que deve annunciar-se o
Evangelho ao povo que o habita, é manifestamente de absoluta ne-
cessidade ao exercício e progresso do Christianismo entre aquelle
povo. Mas se alem d'isto se ha de fazer uso da mesma língua no
manejo dos negócios politicos, na administração da justiça, e até nas
deliberações e emprezas militares, então o conhecimento d'estc idioma
vem a ser de summa utilidade ao Estado.
Todos estes motivos concorrem na língua bunda, demonstrando
que ella não só é útil, mas até necessária; porque n'esta língua se
ha de precisamente communicar a doutrina evangélica aos habilan-
tes do vastíssimo paiz em que ella se falia, assim como também deve
intervir no seu governo civil e militar, mostrando a rasão e a ex-
periência que o uso dos interpretes (pretos brutos e venaes) é ín-
sufficiente para satisfazer a estes importantíssimos objectos.
No prologo do Diccionario d'esta língua, que dei á estampa, ex-
puz com individuação a sua utilidade cora respeito aos ponderados
objectos. Poréra, o conhecimento do reino de Angola e o zelo do
bem publico me suscitam novamente algumas reflexões tocantes ás
vantagens temporaes da dita lingua.
Sendo esta entendida, e facilitada em consequência a conversa-
ção com os negros, que utilíssimos descobrimentos se não fariam de
plantas e raízes medicinaes, de madeiras preciosas, de importantis-
siraos raíneraes, de uma variedade immensa e desconhecida de aní-
maes; em uma palavra, de productos raros e apreciáveis em todos
os três reinos da natureza?
1»
VI
D'estes conhecimentos uns sSo cauta e religiosamente escondi-
dos pelos negros, temendo serem inquietados e perseguidos em suas
habitações, e outros só poderiam adquirir-se por 'homens hábeis e
capazes de indagarem a natureza, os quaes para o acerto e felici-
dade de suas jornadas, exames e observações dependeriam sempre
da informação e conversação dos negros.
Como a agricultura em Angola é toda feita pelos negros, nunca
pôde dirigi-los nem disciplina-los bem nas úteis praticas da lavoura
aquelle que ignora a lingua; porque este exercicio pede frequente
communicação entre quem manda e quem obedece.
Esta descobre o génio, a inclinação e disposição dos ânimos,
sonda os costumes, e concilia a affeição, o que tudo manifestamente
conduz para os progressos da agricultura, que em Angola se acha
em um deplorável abatimento e desamparo, sendo o ponderado mo-
tivo uma das origens d'este mal que interrompe o primeiro e mais
solido manancial das riquezas do Estado.
Não seria pequeno o augmento e beneficio da lavoura em An-
gola, se se trabalhasse por amansar e domesticar alguns animaes
silvestres, que poderiam optimamente servir no uso da mesma la-
voura, como são as empacáças, as empalancas, os sefos, etc, to-
dos castas de bois bravos, e de muita força para puxar carros e
romper terras, sendo notório que d'estes animaes ha uma grande
abundância, mesmo junto da cidade de Loauda, e de que até se po-
deriam fornecer os açougues.
Os soberanos d'esta monarchia, sempre attentos á felicidade dos
seus povos, tèem muitas vezes mandado a Angola homens instruídos
para examinarem o estado d'aquella conquista, e se providenciar no
seu melhoramento; porém estes indagadores reconheceram pela pró-
pria experiência o obstáculo que a ignorância da lingua oíferecia aos
progressos e'6ns de seus trabalhos, e ás sabias vistas do Governo
que ali os enviara, prestando-lhes avultados estipêndios.
Assim mesmo aquellas noticias, que a fadiga de muitos annos e
de muitos homens tinham descoberto, e que franqueadas ao publico
deviam subministrar útil ensino em beneficio das artes, das scien-
cias, da agricultura e do commercio, quiz a desgraça que umas
morressem no seio de seus descobridores, e outras sendo deposita-
das nos archivos de Angola viessem a servir de pasto á devoradora
traça do paiz chamada salalé, insecto a cujas ruinas apenas esca-
pam os marmórea e os bronzes.
Sendo o conhecimento da lingua bunda recommendavel por tan-
tos motivos, não posso comtudo deixar de principalmente insistir oa
VII
necessidade que os parochos de Angola lêem da sua intelligencia,
tanto para satisfazerem ao seu ministério pastoral na administração
dos Sacramentos e inslrucção religiosa, como pela particular con-
fiança que os pretos fazeni dos ecclesiasticos communicando-lhes os
seus segredos, com preferencia aos que o não sào.
Tendo pois em vista o interesse publico da Religião e do Es-
tado não me poupei a trabalho algum pari. facilitar a intelligencia
da lingua bunda, compondo um Diccionario d'ell3, e as presentes
Observações grammaticaes, que aindaque não contenham umagram-
matica perfeita e igual á de qualquer das linguas cultas, comtudo
será sempre de um grandissimo auxilio era penetrar a obscuridade
de um idioma desconhecido.
Igualmente servirá este meu trabalho do excitar aqnelles que
adquirirem um profundo conhecimento daJingua bunda a darem ao
publico.uma Grammatica completa d'ella, emendando os erros d'es-
tas Observações, e reduzindo-as a um methodo mais exacto e re-
gular, não me sendo possivel faze-lo eu, não só pela rasão de es-
trangeiro, mas também porque os auctores de quaesquer primeiras
obras, aindaque muito hábeis e diligentes, raras vezes as chegam á
sua perfeição, não cabendo de ordinário nas forças de um homem
descobrir e aperfeiçoar.
Conhecendo a necessidade da lingua bunda têem vários auctores
dado n'ella á luz diíFerentes opúsculos cora o fim de prestarera soc-
corro aos ecclesiasticos que se empregassem nas Missões de Angola,
O primeiro foi o Padre Fr. António do Couto, da Companhia de Je-
sus, o qual reduziu a methodo mais claro e compendioso o Cathecis-
mo posthumodo Padre Fr. Francisco Pacconio, da mesma Companhia.
Foi impresso pela primeira vez no anno de 1643 em Lisboa,
por Domingos Lopes Rosa. Em 1661 foi estampado com acrescen-
tamento da terceira columna em lingua latina; e em 178i se im-
primiu na Regia Officina de Lisboa, por ordem da Augustissima
Rainha D. Maria I, que Deus guarde, debaixo do mesmo titulo :==
Gentilis Angola in fídei Mysleriis erudilus.
N'elíc verteu o auctor da lingua portugueza na bunda varias
cousas pertencentes á doutrina christã, fazendo igualmente algumas
explicações da mesma doutrina em dialogo. No principio e fim da
segunda e terceira edição se encontrara algumas regras grammati-
caes, que se achara no Cathecismo da primeira edição, e só o que
ha de mais nas sobreditas edições são umas regras brevissimas, e
sem nenhum exem})lo, das quaes algumas não estão era uso, o que
faz presumir que na lingua bunda tera havido alguma variedade.
VIII
Não só isto, mas os muitos e gravissimos defeitos, de que está
cheio o referido opúsculo foram motivo para d'elle me não servir nas
minhas Observações, gniando-me unicamente a pratica e experiên-
cia de vinte e um annos, que tanto tempo habitei entre osabundos
do reino de Angola, merecendo as ditas Observações com justa ra-
são o nome de primeira obra grammatical da lingua bunda.
Para que eu justifique a censura que faço do mencionado Ca-
thecismo, e juntamente acautele os leitores no seu uso, passo a
declarar individualmente os seus defeitos. O primeiro é que a co-
lumna da lingua bunda em muitas partes é lacónica com excesso. O
auctor d'ella, que supponho haver sido algum sujeito natural de
Angola, podia-se ter explicado melhor, mettendo n'esta columna todos
os artigos, particulas, advérbios e palavras, que estão expressadas
nas outras duas columnas portugueza e latina, porque d'este modo
seria intelligivel aos ecclesiasticos europeus.
Segundo: em varias partes a dita columna bunda usa de redun-
dância e inúteis circumloquios, tanto no meio, como particular-
mente no fim de alguns paragraphos, onde se acham cinco, seis e
mais palavras que se não exprimem nas outras duas columnas; e
aindaque os referidos termos pareça juntarem-se para maior clare-
za, servem ao contrario para confusão e embaraço.
Terceiro; o auctor não executa na pratica aquellas limitadissi-
mas regras de grammatica que aponta no principio e fim do opús-
culo, especialmente nas iniciaes dos verbos, como não terão deixado
de observar os intelligentes da lingua bunda.
Quarto: as palavras compostas se deviam dividir com riscas in-
termédias para facilitar aos estrangeiros a sua intelligencia, o que
se não observou na columna bunda.
Quinto: o auctor aponta a letra u como pronome inicial da
segunda pessoa do singular dos verbos, o que seria assim no tempo
em que elle escreveu; porém presentemente o pronome inicial da
dita segunda pessoa é a qu. Diz o mesmo auctor, que a syllaba
mu é o pronome inicial da segunda e terceira pessoa do plural,
quando presentemente o pronome inicial da dita segunda pessoa do
plural é a syllaba nu, e o da terceira pessoa do plural é a letra a,
havendo uma grande differença em dizer; v. g., a-bánca, fazem, que
é o que deve ser, e mu-bánca, que parece mais depressa uma voz
de nome, do que do verbo.
Sexto: com grave embaraço dos europeus se encontram no Ca-
thecismo uma multidão de palavras excluídas do uso moderno, ou
seja porque os abundos lhes têem insensivelmente substituído outras
IX
■ também abundas, ou porque têem adoptado palavras portuguezas,
bundizando-as, e esquecendo pouco a pouco os verdadeiros e anti-
gos termos da lingua bunda, que se lêem no Cathecismo, de que
apenas alguns velhos conservam a memoria.
Sétimo: aos sobreditos defeitos acrescem os erros da estampa,
que sem duvida n'estas ultimas impressões são numerosos, A respeito
(i'isto acho a primeira mais correcta e exacta; porém nas duas se
encontram palavras diversas unidas umas com as outras, represen-
tando um só termo, outras partidas e separadas, sendo comtudo
uma única palavra, e até se vêem umas mesmas palavras não só di-
vididas, mas com virgulas pelo meio d'ellas. Finalmente encontram-
se pontos e virgulas fora dos seus legares; e na ultima impressão,
excepto o titulo do primeiro dialogo, todos os mais estão errados.
O cumulo pois de tantos e tão grosseiros erros, imperfeições e
defeitos essenciaes tem sido a causa de que o Cathecismo até ao pre-
sente labore em uma obscuridade impenetrável, e por isso, em vez
de auxilio e utilidade, serve ao contrario de um gravissimo emba-
raço não só aos europeus, mas até aos mesmos ecclesiasticos natu-
raes de Angola.
Não deixa comtudo assim mesmo de encerrar alguma cousa boa
o dito Cathecismo. As columnas portugueza e latina são exactas: e
a mesma columna bunda tem de bom o comprehender muitos ter-
mos expressivos, ali conservados como em deposito ha tantos annos,
'e que dispensavam os abundes de mendigarem das linguas estran-
geiras os termos que conservam na própria, e que por desmazelo
têem deixado em esquecimento e desuso.
Do que 6ca dito se concluo, que para o Cathecismo poder ser-
vir de utilidade é necessário, que se lhe emendem os defeitos, os
erros da estampa, e se dêem a conhecer os termos abundos desusa-
dos. Para mostrar estes se fez o Supplemento ás Observações Gram-
maticaes, no qual a maior parte dos termos são tirados do Cathecis-
mo; e aindaque estes deveriam inserir-se no Diccionario, como sy-
nonymos antiquados, não foi possivel praticar então este trabalho, e
apenas no fim do mesmo Diccionario se metteram alguns dos refe-
ridos termos.
E porém de advertir, que assim estes termos desusados do Ca-
thecismo, como outros, que por incúria dos naturaes ficam sepulta-
dos no cabos do esquecimento, fazem uma sensivel falta na lingua
bunda. E fique em perpetua lembrança, que devem com mais cui-
dado vigiar sobre a conservação e riqueza do idioma, não só para se
não perderem os termos abundos presentemente usados, mas dili-
genciando descobrir outros, perguntando aos abundos que do sertão vem
a Loanda, os quaes faliam melhor e com mais pureza a lingua; e con-
seguindo-se a abundância de termos, se exprimirão as idéas enérgica e
concisamente, sem dependência de fastidiosos e confusos circumloquios.
"Depois de termos dado uma ligeira idéa da utilidade e necessi-
dade da lingua bunda, e que o Cathecisrao estampado é insufficien-
te para desempenhar os seus importantes fins, seria opportuno fazer
menção da etymologia da palavra bundo e bunda; porém aindaque
aqui diremos alguma cousa a este respeito, comtudo dilatar- nos-he-
mos mais na observação, em que se trata da etymologia das pala-
vras abundas, onde se mostrará também a rasão porque no singular
se pronuncia e escreve esta palavra com uma letra de menos, dizen-
do-se bundo e bunda, e no plural com uma letra de mais, e porque
esta letra se ha de pôr no principio, e não no fim da palavra, for-
mando a-bundo e a-bunda.
Não se deve omittir n'este Prologo a noticia da origem d'esta lin-
gua, como também da relação e affinidade, que ella tem com outras
linguas suas convisinhas ou distantes, e a extensão do território em que
se falia, satisfazendo do modo possivel á curiosidade dos leitores sobre
estes objectos, em que se entretém a indagação de muitos litteratos.
Quanto á origem da lingua bunda, ella pôde considerar-se a res-
peito do tempo em que principiou, ou do logar em que nasceu: a
respeito do te npo parece impossivel subir-se até ao seu principio,
pois nem existem individues tão antigos, nem ha monumentos que
nos guiem a uma remota antiguidade.
Pelo que respeita ao logar, aindaque é de presumir que a lin-
gua bunda teve o seu berço em um dos logares onde agora existe e
se falia, comtudo é quasi impossivel saber-se o logar próprio e par-
ticular ond'e principiara.
Segundo a situação dos logares principaes que ella occupa e as
potencias mais poderosas que os dominam, parece que a lingua bun-
da nasceu em Cassánci ou nas mesmas terras do Ginga, e que de-
pois de ter crescido em proporcionada longitude e latitude nos refe-
ridos logares, e nos dos Libolos e Giácas ou Giágas, se viesse depois
estendendo pelos dislrictos que hoje chamam de Ambaca, GoUungo,
JcoUo e Bengo, e chegasse em fim a Loanda, correndo o longo ter-
reno que principia ao sul do rio Lu[funi e acaba ao sul do rio Cuan-
çat d'oi)de a pouca distancia principia a Quisama, que vem a ser o
reino que os geographos chamam de Malamào '.
' Víja se Bliiíeau no seu Vocabulário, na palavra Angola, e outros geo
XI
Á vista do que a lingua bunda occupa nas praias do mar uma
pequena extensão de quarenta a cincoenta léguas, que representa
conno um caminho, que ella tem da sua casa até as margens do mar,
nas quaes por isso é de presumir que ella não nascera, raas que
ali viera a ter assento com os povos victoriosos que a fallavam;
sendo d'estas mesmas victorias que provavelmente teria a sua ori-
gem o chamarem-se estes povos de Angola abundos, e o reino
Abonde ' ou antes mais propriamente Bonde, ou Nbonde, e a lin-
gua d'estes povos bunda, por ser fallada por estes povos abundes.
Pois estas palavras de bundo e abundo, tanto na lingua do Congo
como na de Angola, não significam outra cousa mais, que batedor
e batedores, isto é, vencedor e vencedores; d'onde alíusivamente
podemos dizer, que estes povos se chamam abundos, a sua lingua
bunda, e o reino Bonde. Comtudo o nome próprio do reino é
Dongo, como diremos mais abaixo.
Ao contrario os habitantes do Congo, que se julgam serem os
povos batidos ou vencidos, continuaram a chamarera-se com o mes-
mo nome de muchi-congo, e acha-congo, isto é, conguez e con-
guezes, que vale o mesmo na lingua do Congo, que regulador e re-
guladores. Porém os abundos ás ditas palavras trocaram-lhes o si-
gnificado, e no sentido d'estes querem dizer devedor e devedores;
e estas palavras Ngána Muchino rid Congo, que no sentido dos
conguezes significara o senhor rei da regra, no sentido dos abundos
exprimem: o senhor rei da divida, ou o senhor rei devedor.
D'aqui se deve inferir, que os adjectivos bondo, bonda e bon-
de, são apropriados aos angolenses, ao seu reino e lingua, com
allusão ás victorias que estes povos antigamente alcançaram. Porém
o nome próprio do reino de Angola é Dongo, que foi um termo
bem adequado, em rasão da sua figura desproporcionadamente com-
prida. Porquanto na lingua bunda esta palavra dongo nada mais
significa do que uma casta de embarcação, a que chamam canoa,
que é toda construida de um só pau; quando esta é pequena dão-
Ibe o nome de longo, e quando grande, dongo; porém por maior
grandeza e largura que tenha a canoa chamada dongo, sempre é
uma embarcação desproporcionada, que ao mais tem sete palmos de
largo, e de comprido oitenta e noventa; e sendo mui similhante á
figura do reino de Angola, lhe deram os antigos o nome Dongo,
que parece bem apropriado.
jrraphos, que situam o dito reino de Matamão entre o rio Cuança e o rio
Lunga,
' Veja se o referido Bluteau.
XII
Mas, reconquistada porção d'este reino por um sova, vassallo
do rei do Congo, chamado Angola, a erigiu em reino, dando-lhe
o seu nome de Angola (ou seja Dongo-Angola) que ficou conservan-
do até ao presente. A outra parte principiou a chamar-se o reino
de Matamba, ou Dongo-Maíamba, até que entrou a governar este
reino a famosa rainha D. Anna de Sousa, chamada no idioma
do paiz Ginga-aména^ e desde então também se começou a chamar
o reino da Ginga até ao dia de hoje, e os povos se appellidam os
gingas ^ Conclue-se pois que a lingua bunda teve o seu nascimento
no sertão do reino de Angola, em algum logar dos dominios dos
reinos apontados de Cassánci, Matamba, Giáca, Libólu, que julgo
seriam todos no seu principio de um mesmo senhor; e que em fim
a mesma lingua se principiaria a chamar bunda, por allusâo ás
victorias alcançadas pela gente que a fallava.
Depois de termos fallado da origem da lingua bunda, passemos
agora a mostrar a grande affinidade que ella tem com outras linguas
suas visinhas. No prologo do Diccionario se disse de passagem que
a lingua bunda tem relação ou affinidade com as linguas dos maliún-
gos, e com a lingua mócho-congueza. A primeira não é lingua ma-
rítima; a parte mais visinha ao mar é onde esta nação se limita com o
reino de Angola, nas terras do Démbo-Cacúllu-Cahénda, vassallo de
Sua MagestadeFidelissima, cousa de sessenta léguas distante do mar.
A situação d'esta nação éao norte de Angola, e vae acompanhan-
do ao leste as fronteiras, até passar a Missão de Gahenda; d'ali volta
para o rumo do norte, confinando ao leste, primeiro com os povos de
Giáca, e mais para o norte com os povos de Cassánci e Milúas. Da
parte d'oeste também confina, primeiro com o reino de Angola, até
ao presidio de Encógi, e d'ali continua fazendo limites com as cabe-
ceiras do reino do Congo. O chefe d'esla nação dos mafiúngos sup-
pomos ser o mesmo rei de Cacongo, que é um reino situcrdo ao les-
te do reino de Congo *, aindaque Dapper, na sua Descripção da Afri-
ca, situa Cacongo á borda do mar no reino de Loango; porém será
outro Cacongo, ou é o mesmo principado de Cabinda, vassallo do
rei de Loango.
A palavra Cacongo significa pequena regra, ou o reino da pe-
quena regra; e esta mesma palavra mostra a grande affinidade que
esta lingua tem com as duas linguas visinhas, isto é, com a lingua
' Veja se Bluteau no seu Vocabulário, na palavra Angola. O Anno His-
tórico, Diário PotlDguez, tum. iii pag 368. Dapper na sua Descripção da
Africa, Baixa Elhiopia.
2 Veja-se Biuteau ua palavra Congo.
XIII
do Congo, e com a lingua bunda; pois a dita palavra é um termo
diminutivo de ambos os idiomas: no do Congo quer dizer pequena
regra, e em bundo, pequena divida: em portuguez é o mesmo que
pequeno Congo.
Não descubro documento algum para comprovar a affinidade que
esta lingua maliúnga, ou seja congueza, tem com a lingua bunda, e
somente posso affirmar, que estando eu entre ás terras dos mah'ún-
gos fazendo missão, observei que os meus interpretes fallavam na
lingua bunda, e elles na maliúnga ou cacongueza, e mutuamente se
entendiam, referindo-rae tudo quanto se dizia, e eu queria saber. Ca-
congo da parte do norte faz limite com o rio Zaire, e da parte do
sul com o sertão de Angola, como fica dito.
Em segundo logar a lingua bunda tem grande affinidade com a
do Congo, e tanto que ambas parecem ser filhas de uma mesma
mãe. Em demonstração d'isto c publica utilidade trabalhei um pe-
queno Diccionario da lingua congueza com o dialecto que se falia
no principado do Sonho e seus contornos, sem embargo de ser o
dito principado um logar tão distante de todos os paizes onde se
falia a lingua bunda.
Este resumido Diccionario se divide em quatro columnas, a pri-
meira portugueza, a segunda latina, a terceira congueza, e a quar-
ta comprehende as palavras bundas que são idênticas ou quasi
idênticas com as da lingua congueza, offerecendo á vista como este
idioma é legitimo irmão do do Congo; objecto que igualmente es-
pero fazer ver em uma pequena demonstração separada, que se jun-
tará no fim do mesmo Diccionario, chegando-me a tempo as noticias
que solicito; sendo o referido Diccionario um monumento mui apre-
ciável não só para servir a uma curiosa erudição, mas porque, con-
duzindo para a intelligeneia da lingua bunda, vem a encerrar as pon-
deradas utilidades d'esta.
A lingua congueza se dilata muito pelas margens do mar. Ella
principia ao norte do rio Liiffúni, que é situado com pouca diíferen-
ça a seis graus e meio de latitude meridional, vae correndo ao norte
até ao rio Zaire, e ao norte d'este rio se estende por toda a costa do
reino de Loango até ao Cabo de Santa Catharina, e pelo interior do
reino até a linha equinocial. Que no reino de Loango se falle também
a lingua mócho-congueza, m'o affirmaram sujeitos fidedignos, que
se acharam na expedição de Cabinda no anno de 1784; onde os me-
lhores interpretes do exercito portuguez eram aquelles pretos de An-
gola que sabiam fallar alguma cousa na dita lingua u\ócho -congueza.
Cabinda é um principado do dominio do reino de Loango, no
XIV
meio dos principados de Goi-congo e Malemba, ao norte do rio
Zaire, a três graus de latitude meridional com pouca differença. O
reino do Congo ao norte confina com o rio Zaire, e com o reino
de Loango, e ambos estes reinos sào da mesma nação môcho-con-
gueza: na parte mais superior também o Congo se limita com o
reino de Ansico ou Macócu; ao sul parte com o reino de Angola;
ao leste com o de Cacongo, ou a nação dos mah'úngos, e ao oeste
com o Oceano.
Havendo fallado da affinidade que tem a lingua bunda com as
duas sobreditas linguas maKúnga e mócho-congueza, nem por isso
entendemos excluir as outras duas nações limitrophes com ella, uma
dentro do sertão, parte ao leste e parte ao norte de Cassánci, que é
a nação dos milúas, e a outra a nação benguela, que se limita com
a lingua bunda ao sul de Malamba, e ao sul de Angola até as mar-
gens do mar.
Quanto á nação dos milúas, os feirantes portuguezes que vera
da feira de íJasíánc'^, representara esta nação como mui grande, pe-
la avultada quantidade de escravatura e cera que traz á dita feira,
que cada anno se augmenta. Presumo que esta nação tem maior
extensão para o norte, acompanhando as fronteiras do reino de Ca-
congo, não para o leste, isto é, para a contracosta de Angola; por-
que a estender-se por esta parte, alguns escravos, que os braiicos
compram na sobredita feira, e que saem das partes mais remotas
dos milúas, dariam alguma noticia de ter visto ou ouvido dizer al-
guma cousa da dita contracosta. Porém nada dizem a este respeito,
noticiando somente que nas suas terras ha varias lagoas e rios cau-
dalosos, e entre estes um em que navegam grandes barcos, não só
da sua nação, mas de outras visinhas, que sobem pelo mesmo rio.
Ora, alguns d'estes escravos saem de logares tão distantes, que
para chegarem a Ca^sanci gastam mais de dobrado tempo do que
empregam de Cassanci a Loanda. Por isso esta nação dos milúas
corre muito ao norte pelo interior da Africa, o que faz suppor que
estes milúas são vassallos do rei Ansico, que é o mesmo que cha-
mam Muáni-Macócu, ou de algum dos reis vassallos d'elle, visto ser
tão poderoso, que é reputado um dos maiores soberanos da Africa,
contando dez reis vassallos '. A cidade principal, onde faz residência
o rei Muáni-Macócu, chama-se Monsól, situada debaixo da linha
equinocial na distancia de algumas trezentas léguas da costa.
A palavra Muáni-Macócu, que é o nome do rei Ansico, quer
' Veja-se Blute^iU, n» palavra Macócu, e oolros geographos.
XV
dizer o gallo dos reis, ou senhor eterno. As palavras côco^ côco^
necóco e mocócu, como lambem estas lúa, mulúa e milúa, sào
todos termos da lingiia bunda. D'onde se pôde inferir, que esta tem
algum parentesco com a lingua dos milúas, os quaes aprendem a
lingua bunda com maior facilidade do que qualquer outra lingua,
de tal modo que chegando os escravos milúas a Loanda todos fal-
iam a lingua bunda, signal evidente da muita correlação que estas
linguas lêem entre si.
Finalmente a outra nação, que confina com a lingua bunda pe-
la parte do sul, é o reino que os geographos e Bluteau, debaixo da
palavra Angola^ chamam Matamão, que comprehende os lihólos e
os quisámas; os primeiros faliam em a lingua bunda, e os segun-
dos em a lingua benguela. Esta se estende muito, tanto pelo sertão
dentro, como pelas prains do mar; e principia, como dissemos, do
reino de Quisáma, ou de Malamão, até o rio Lúnga, d 'aqui corre
ao sul até Benguela, e de líi avança-se por uma longa distancia até
a Cafraria. A lingua benguela é differente da lingua bunda, sendo
esta mui difGcil de aprender aos individuos d'aquella nação; comtudo
a mesma lingua benguela tem muitos termos abundos, e por conse-
quência não deixam estes dois idiomas de ter alguma affinidade en-
tre si. A palavra benguela, na lingua bunda, quer dizer defensa.
Tendo feito ver do melhor modo que me foi possivel a origem
e affinidade que a lingua bunda tem com outras linguas suas con-
visinhas, resta ainda a mostrar a sua extensão. N^ prologo do Dic-
cionario fizemos individual menção dos logares particulares onde
existe e se falia a lingua bunda, aqui tocaremos somente os logares
principaes da sua extensão.
O primeiro reino em que se falia a lingua bunda é Artgola. O
nome próprio d'esle reino é Dongo, aindaque se chame também
Bonde, como acima dissemos; mas agora é geralmente conhecido
com o nome de Angola. A sua capital é a cidade de Loanda, que
se denomina S. Paulo da Assumpção; deram-lhe os porluguezes es-
te nome, primeiro por se terem apossado d'este logar no dia do glo-
rioso Apostolo S. Paulo, e segundo por a terem restaurado no dia
da Santissima Assumpção de Maria Virgem; a mesma palavra Loan-
da, escripta com a syllaha inicial, lu, como a pronunciara os natu-
raes, isto é, Luanda, quer dizer tributo; porque n'estas praias se
pescava o zimbo, que é uma casta de marisco ou búzio de que pa-
gavam tributo ao rei do Congo '. Esta cidade é situada a oito graus
* Veja se a segunda parle da Historia de S. Dooaiogos do padre Fr. Luiz
de Sousa. Liv. vi, ao principio da pag. 249.
XVI
de latitude meridional. Angola ao norte, e visinho das costas, conGna
primeiro com o reino do Cungo, depois com os mafiúngos, e em ul-
timo logar com os povos de Giáca; ao sul limila-se com o reino de
Matamão, isto é, com a Quisáma, e com os potentados do LibôlUt
ao leste com o reino de Matamba, ou do Ginga; ao oeste com o
Oceano.
O segundo reino onde se falia esta lingua é o Libólu, que pa-
rece ser parte do sobredito reino de Malamão, ou do reino que
Bluteau chama de Malemba '. Este reino ao leste faz limites cora a
lagoa de Zembra; ao oeste com a Quisáma, ou Matamão; ao norte
primeiramente com o reino de Angola, e depois com o de Ma-
tamba ou da Ginga ató a sobredita lago» de Zembra; ao sul com
a nação benguela.
Em terceiro logar, a lingua bunda se falia por todos os povos
dos giácas ou giágas. Esles vivem independentes e neutraes. Quando
a rainha Ginga os pretende mandar, recusam obedecer-lhe fazendo-
Ihe entender, que s5o vassallos d© Muani-Púl, isto é, de Sua
Magestade Fidelissima; e quando se lhe enviam ordens pelo gover-
nador de Angola, ou pelo capitâo-raór de Ambaca, então dizem que
são vassallos da rainha Ginga, illudindo assim o império de uma e ou-
tra potencia, e vivendo independentes.
Giáca confronta ao norte com a nação dos maKúngos, e ter-
ras do potentado Cassánci; ao sul com o reino de Angola, e com
a jurisdicção do presidio das Pedras de Cambambe; ao leste com
o reino da rainha Ginga; ao oeste torna a confinar com o reino
de Angola, e imraediatamente com a Missão de Ca/tenda, e juriâ-
dicção do presidio de Ambaca.
Em quarto logar, falla-se a lingua bunda com toda a pureza em
todo o reino de Matamba, presentemente chamado o reino da Ginga,
ou do Ginga. Este reino era unido com o de Angola, e todos os
nomes d'este se tem dado igualmente áquelle, como são Dongo,
Bonde; porém, depois que ficou dividido, principiaram a chamar-
Ihe Matamba, tomando a denominação do logar onde o rei fixou a
sua residência, e conservou este nome até que entrou no governo
d'este reino a famosa rainha D. Anna de Sousa, chamada na
lingua bunda Ginga-Âména, e desde aquelle tempo é commura-
mente appciiidado o reino da Ginga ou do Ginga, e os vassallos
os gingas.
O auctordo Anno Histórico, Diário Portuguez, tom. iiipag.368,
-Veja-sc no sen Vocabulário, na palavra Malemba.
XVII
descreve as brilhantes façanhas d'esta rainha, e succede que até
agora lodos os negros tanto de Matamba, como os mesraos de An-
gola, ainda respeitem e guardem as quigillas, ou mandamentos
que ella estabeleceu, e as superstições que ensinou; mas infelizmente
estes povos bárbaros, seguindo os seus erros, não a acompanhara do
mesmo modo na conversão e penitencia que fez nos últimos annos
da sua vida. O dito reino da Ginga confronta ao leste com a la-
goa de Zembra; ao oeste com o reino de Angola e os povos de
Giáca; ao norte com o reino de Cassánci; ao sul cora o reino
de Maiamão, ou de Malemba, isto é, com o Libólu.
Ultimamente falla-se a lingua bunda em todo o dominio do po-
tentado Cassánci. Este reino ao norte confina com o reino de (7a-
congo e dos milúas; ao sul com o reino de Matamba ou da
Ginga, e com a lagoa Zembra; ao oeste com os povos de Giáca
e maliungos; ao leste com os milúas.
Na banca principal d'este reino é que os feirantes brancos de
Loanda param todos com as suas fazendas, tratando ali o seu negocio
da escravatura, sem que lhes seja permittido chegarem ás raias para
pôr si mesmos negociarem com a nação dos milúas, segundo a vi-
gorosa disposição do potentado.
E tanto é, que nem consente que os milúas passem das fron-
teiras, mas todos hão de parar ali e accenderem de noite pharoes, para
dar signal que está gente de commercio. Então os súbditos do dito
potentado Cassánci recebem a fazenda dos negociantes de Loanda,
e a conduzem ás fronteiras para negocio; e voltando fazem os seus
pagamentos aos respectivos feirantes donos das fazendas. O soberano
d'este reino chama-se Muáni-Cassánci; a banca onde reside, Cas-
sánci: porém o reino uns chamam-lhe Cassánci, e outros Ngan-
ghéla. A palavra Cassánci quer áher pequena gallinha.
É notável na lingua bunda, que, aquillo que na maior parte dos
idiomas se distingue pelas terminações, ella o dá a conhecer, não
por estas, mas sim pelas letras ou syllabas iniciaes, como succede
no singular e plural dos nomes, e nas diíFerentes vozes e inflexões
dos verbos. N'este particular se assimilha a lingua bunda primei-
ramente com a lingua hebraica, chamada a lingua santa: é verdade
que n'este idioma também governam as terminações, mas sobretudo
dá um grande valor ás letras iniciaes, tanto assim, que tendo cinco
conjugações, e um só verbo auxiliar, distinguem-se as conjugações
por uma letra inicial, que juntando-se ao verbo serve de nota ca-
racteristica.
Por esta rasão é que os hebreus são mais austeros e cscrupu-
XVIII
losos a respeito das primeiras letras das palavras, do que das finaes,
como declara o erudito Cónego Regrante D. João da Encarnação,
na sua Grammatica da Lingua Hebraica, parte iii, cap. iii, § 1.°
num. 2 prope finem. Eodem inluitu (diz elle) aspiciunt Hebrm ul-
timam in qualibet diclione literam ; qiiamquam legis islius tam ri-
gidi non sint custodes circa literam ultimam, qvnm circa primam.
D'onde se segue que a lingua bunda, quanto ao valor das letras ini-
ciaes, tem similbança com a lingua santa.
Porém ainda muito mais se assimilha com a lingua bunda, na
exposta particularidade com a lingua geral das costas do Brazil,
que chamam a lingua tupinamba. Este idioma também se regula
muito pelas iniciaes das palavras, distinguindo por ella as pessoas
dos verbos: é porém de advertir que as ditas iniciaes na lingua he-
braica são chamadas pontos, na lingua bunda pronomes dos verbos,
e na lingua do Brazil pessoas e articules dos verbos '.
Comtudo nos nomes é muito dissimilhante da lingua bunda,
não tendo os nomes da lingua do Crazil, nem números nem casos
distinctos, á excepção do vocativo, que algumas vezes muda a ul-
tima letra. O plural é indicado pela matéria de que se trata, ou acres-
centando-lhc alguns nomes que significam multidão, como todos,
tantos, quantos, muitos, etc. -. Ao contrario a lingua bunda tem
regularidade e abundância mui comparável ás linguas cultas da Eu-
ropa. Ainda poderão haver outros idiomas em que se descubra affi-
nidade com a lingua bunda; mas esta indagação dependeria de um
longo trabalho, que me é necessário empregar em outros objectos.
Tenho brevemente exposto do modo que pude a origem, affini-
dade, extensão, similhança e utilidade da lingua bunda, e se para
a intelligencia d'esta o publico achar algum auxilio tanto nas pre-
sentes Observações, como no Diccionario, eu conseguirei o fim dos
meus ardentes desejos; e o mesmo publico, percebendo o cansado e
útil fructo das minhas fadigas, não deixará de ser benigno em des-
culpar os meus defeitos.
Vale.
i Vfja se a Grammatica da Lingua do Brazil do Reverendíssimo Padre
José de Anchieta, da Companhia de Jesus. cap. vii, pag. 20 e 21 .
^ O citado auclor, cap iv, pag. 9 e 10.
íí:f=J^.-<
PROEMIO
DAS
OBSERVAÇÕES GRAMMATICAES
DA
língua bunda. loo-wJ^M/vuW
losloque a grammalica conste de quatro partes, que são: orthogra-
phia, prosódia, etyraologia e syntaxe, comtudo o auctor não se propõe
mais do que dar ao publico algumas observações que n'esta mesma lingua
tem feito, cingindo-se o mais que lhe é possível áquella mesma ordem que
os grammalicos sempre adoptaram, não ficando desobrigados os angolen-
ses de fazerem, como elle mesmo espera, uma mais exacta e completa
gramraatica, visto haver entre elles sujeitos capazes de similhante empreza.
PRIMEIRA ORSERVAÇÃO.
Tratam commummente os grammaticos da etymologia, para que se
conheça a diversidad.e que ha entre as letras, syllabas e palavras de que
se compõe o alphabeto d'aquella mesma lingua de que tratam.
' O alphabeto da lingua bunda consta das mesmas letras de que consta
o da lingua portugueza: todas eilas se pronunciam da mesma forma que
em portuguez, excepto o a, e, o, u todas as vezes que forem feridos das le-
tras ff e li\ e sobre estes houver algum apostrophe ou signal, que então
se pronunciam differentemente que em portuguez, isto é, gutturalmente;
v.g., Mug^áltu, a mulher, A^'áltu, as mulheres, IFúta, a espingarda, d'onde
se collige que todas as vezes que as syllabas (fá, g'é, g'ó, g'ú ou liá, h'é,
h'ó, h'ú, se encontrarem notadas com o sobredito apostrophe se pronun-
ciam differentemente que em portuguez; igualmente a letra i todas as ve-
zes que for ferida da letra /*', e sobre este houver o tal apostrophe, posto-
que se não pronuncie gutturalmente, comtudo tem uma pronuncia diffe-
rente da portugueza, e é a que chamam nazal; v-. g. ; Ihlii, que tem? por
cujo motivo para se evitarem os muitos erros que nascem da má pronun-
ciação das syllabas, deve-se ter todo o cuidado no fá, g'é, g'ó, g'ú, no
h'á, h'é, lió, h'ú, e no i'h, h'i, que com o sobredito apostrophe ou outro
í^V
2 GBAMMATICA
qualquer signal, tem uma muito diíferente pronuncia do que quando o
não tem.
Ha duas syllabas entre os ífliundos, que têem uma pronuncia equivoca,
porque umas vezes se pronuíiciam como em portuguez, outras como em
Italiano; para nos sabermos pois determinar devemos fixamente assentar,
aue o apostrophe ou signal posto sobre varias letras do alphabeto dos ábun- >v
os é que mostra a verdadeira pronuncia de varias syllabas, e faz com
que a palavra sempre se conserve na sua própria natureza; por cujo mo-
tivo todas as vezes que as duas syllabas c'i e chi não tiverem sobre a letra
CO tal apostrophe devem-se pronunciar como em portuguez; pelo contra-
rio todas as vezes que se encontrarem com o sobredito apostrophe se pro-
y/. nunciarão como em italiano; v. g., QuicúccH, quanto? Chiámi, meu. N'este
mesmo logar deve-se fazer menção da syllaba ([ui, que sendo marcada
com apostrophe, vale o mesmo que a sobredita syllaba clii, ese deve pro-
nunciar da mesma maneira, porém se escreve com differentes letras por
ser assim necessário; v. g., Q'uiátul, pouco.
Os abundos confundem no principio da palavra a letra r com a letra
d, e esta com a letra r, por isto umas vezes parece que dizem Biála, o ho-
mem, outras Diála; porém a sua verdadeira pronunciação é Riála, mas
não se deve carregar muito a lingua sobre a letra r, ou a syllaba ri, como
se faz no portuguez: a pronuncia deve ser mais branda, o que se deve ob-
servar em todas as palavras que principiam com a syllaba ri, como são
todos os nomes da quarta declinação na voz do singular. Â mesma confu-
\ são fazem os albundos em pronunciar o artigo do genitivo; outros parece
que dizem Riá', outros Diá, quando a sua pronuncia deve ser branda sim,
mas tal que sempre soe Riá; v. g., Riá Petéro, de Pedro; para se obvia-
rem pois os muitos erros que possam resultar da má pronunciação das pa-
lavras, deve-se attender ao melhor som que fizerem ao ouvido as palavras
pronunciadas pelos naturaes do mesmo reino de Angola.
f^^^ Ha entre os albundos um particular uso relativo ás palavras que come-
çam por consoante, consiste este em fazerem soar no acto da pronuncia da
palavra um «antes da letra por que a palavra coflieça, como; v. g., ^búri,
o carneiro, Ngómbi, o boi, J^íç/úma o inimigo; porém apesar d'esteuso Ião
frequente, comtudo não é praticado em iodas as palavras que começam
o-^ por consoante, porque muitas vezes acontece entre os aibundos pronuncia-
rem muitas sem que sôe o tal n, como; v. g., Zámbi, Deus, Zámbaf, ele- (9/
fante, etc, que não admittem n antes da letra inicial, por isso que não soa
na pronuncia. Da mesma maneira na palavra Bundo que significa o an-
golano, e angolana raras vezes, e alguns tão somente por aíTectação fazem
soar na pronunciação a letra n, dizendo Nbúndo, quau lo a sua verdadeira
inicial deve ser, ou o mesmo b, e dizer Bundo, ou deve ser a inicial mu,
e dizer Mubúndu, pela rasão que a inicial do plural é a letra o, e é nome
que pertence á primeira declinação. Mubúndo, o angolense, (éúndo, os va-^
angolenses.
A etymologia da palavra Bundo ou Búndfí deduz-se do verbo Cubúnda,/ (^
bater, este verbo significa igualmente o mesmo tanto na lingua bund?;
como na do Congo, e por isso julgo ser este nome Bundo próprio dos po-
vos de Angola, por terem em outros tempos batido algumas nações visi-
nhas, e ficarem talvez por este motivo intitulando-se dbundos, batedores, i,^^
isto c, vencedores.
DA língua BUNDA. O
As diversas linhas postas no meio das palavras abundas se põem para /
que os principiantes conheçam a difFerença que ha entre os nomes sini- '
pies e compostos; asaddições que umas vezes se lhe ajuntam, outras se ti-
ram para distinccão das vozes differentes dos casos, números e pessoas;
V. g., Ca-móna,'o filho pequeno. Mona é o nome simples, que signi-
fica filho; ca, antes do nome iMóna é signal de que elle é diminutivo:
d'onde para em bundo se dizer filho diz-se Mona, e para se dizer o filho
pequeno diz-se Camóna.
SEGUNDA OBSERVAÇÃO.
DOARTIGO, NOME E SUAS DIFFERENÇAS.
Artigo é uma palavra que por si só nada significa; mas posto na ora-
ção antes do nome, lhe determina a sua significação geral, fazendo-a per- , — ^^
tencer a uma só pessoa ou cousa; v. g., Petéro beca cji Matému, Pedro da ^■^- -' ' -^
cá as enchadas, onde o artigo co em bundo, e as em portuguez, precedendo
o nome Matému, enchadas, lhe determina a sua geral significação.
Igualmente o artigo demonstra os géneros, números e casos dos nomes
a que se antepõem; porém como em linguagem buncia o artigo é de uma / ^^
só espécie, e por isso sempre o mesmo, tanto para o género masculino co-
mo para o feminino, somente demonstra o caso e o numero; para conhe-
cermos pois o género de qualquer nome, é necessário attendermos ao ad-
jectivo que se lhe segue ou está próximo, e se este significar macho, então
o nome é masculino; pelo contrario se o adjectivo significar fêmea o nome
será feminino; v. g., o Móna^e^ámi riála uála bucánca, o filho meu ma-
cho está fora. H'ánç'i o Móna-^iámi iá mug'áttu uála bucánea, também y
a filha minha fêmea está fora; d'onde se infere que o artigo o bundo serve ^yj
tanto para o masculino como para o género feminino, e gue o género do
nome se conhece pelo adjectivo com que concorda: por isso no primeiro
exemplo Mona é masculino, porque o adjectivo Biála significa macho, e
no segundo exemplo é feminino o mesmo nome Móvm, porque o adjectivo
Mu^'áttu significa fêmea; á vista d'isto, segue-se que não é o artigo que
denota o género do nome, ou elle seja próprio ou appellativo; por isso que
elle é o mesmo para ambos os géneros, e isto constantemente em todos os
nomes ou sejam animados ou inanimados, sejam de terminação em u como,
j Uy "V. g., Quibúng^, que significa tanto o lobo como a loba; sejam de termina-
' cão em a, como Imbua, que significa tanto o cão como a cadella; seja fi-
nalmente qualquer que for a terminação ou a inicial, é próprio dos nomes
abundos serem todos promíscuos ou epicenos, como lhe chamam os gram-
maticos, e por isso dependerem de outro que signifique, ou o sexo a que
pertencem, ou o género que lhe compete, o que tudo se vè praticado nos
exemplos acima. Não obstante ser esta regra tão universal e constante, com-
tudo tem a sua excepção, como se vê nos seguintes nomes, que não são
epicenos, como os mais.
Táta, o Pae.
Mama, a Mãe.
Caiála, o Rapaz.
Quilúmba, a Rapariga.
Munúmie, o Marido.
Mucáqi, a MuUiLf. f i^M/^v-^i^^}
>. '-
GBÀMMATICA
iála, o Homeiu.
'Muçfáttu, a Mulher.
Quiirléri, o Aio.
Masséca, a Aia.
); QuimbfU, o Feitor.
Ngangúla, o Mestre ferreiro.
J:At- Corumbóla, o Gallo.
- Sáiifi, a Gallinha. ,
C/' Sóéa, o Cabeça do povo. o cit2,At,
Qj ,/^/l< Mnáni-Pút, o Rei de Portugal. *
' ^ ' 3Iuáni-Cónf/o, o Rei do Congo.
/í/' , BémbQ, o Potentado.
Mumil, a Mulher principal do Sova.
Sammasánça, a segunda Mulher do
Sova .
Sammanrjila, a terceira Mulher do
Sova.
Quilámba, o Capitão da Guerra Pre-
ta.
Tenãdla, o Companheiro do Feitor.
.Kfjánga, o Sacerdote.
JVgnvúhi, o Governador. a
Calfaiácjl, o Mestre Alfaiate, fíi
31e.sjéne, o Mestre. /^
êAú
Os abundos não lèera substantivo augmenlativo; servem-se do adje-
ctivo j^i/mni^. quando querem augnientar alguma cousa, isto é, exprimi-la
em modo de comparativo; e para exprimirem esta mesma cousa em modo
^ /de superlativo, então juntara ao mesmo adjectivo Quínéne um outro nené,
' )r\ ih/T) e dizem assim ^m/a Qitéiéne homemzarrão, 'jtiala ^njfncne-nene homem
'' /^ muito grande: íôem alem d'isto os qjbundés outro modo de exprimirem os
/'vvs.^l' ggyg comparativos, e é juntando a qualquer nome o adjectivo Muéne que
/'
O-v-^
■/-
significa mesmo; v.^.yj/tiála Muéne, é mesmo homem; isto é, fallando de
um homem, que, ou ém letras, ou em armas, ou em qualquer outra vir-
tude, se tem distinguido entre os outros homens.
Não têem os abundos substantivo diminutivo; quando porém querem
fazer algum nome diminutivo, coslumani pôr antes d'elle a partícula ca;
v.g., Ca-móna. o (ilho pequeno; outras vezes se servem do adjectivo c^/t'^, jÇy*
como; V. g., 3J(Jna cafél/, filho pequeno; outras vezes se servem tanto fla
partícula ca como do adjectivo cafélf; v. g., Ca-móna cafél/, o filho peque-
no, e quando querem fazer o nome mais diminutivo, então juntam ao
mesmo adjectivo ca-fclí um outro fél/. c dizem assim Ca-móna ca-féljt-fél/,
o filho pequeno recem-nascido: Ca-^(júlu, o porco pequeno, Ca-ngulii ca-
^/zIq. feli, o porquinho mais pequeno, Ca-ngúlu ca fé l/í- fél/, o leilãosinho nascido
de poucos dias: ainda costumam de uma outra maneira explicar os seus di-
/
tle poi
/. minutivos, e é por uma negação; v. g., PeUro qui Riúla cfidé, Pedro não é
homem; isto é. ou é de poucos talentos, ou de poucas forças, ou totalmente
destituído de todas as boas qualidades, e isto em contraposição do modo
com que costumam algumas vezes exprimir os comparativos, que é por
uma allirmação; v. g., Miála muéne gué, é homem mesmo. Advirta-se que é
entre os ailmndos um conhecido desprezo fallar a um homem ou a uma
mulher pòr lermos diminutivos; v. g., Ca-iála, homemzinho, Ca-]i'áttu,
mulherzinha. '
TERCEIRA ORSERVAÇÃO.
DA DECLINAÇÃO DOS ARTIGOS DOS ABUNDOS.
Já dissemos que o artigo é uma palavra que por si só nada significa, e
que denota os géneros, números e casos dos nomes a que precede; tam-
■ ' ' ' 3sculino como
lece o género
que denota os géneros, números e casos uos nomes a que pic(
bem dissemos qúe o artigo bundo é o mesmo para o género masci
para o femiuino, e que por isso não é pelo artigo que seconhec
Li
DA língua bunda. 5
do nome: ago! a só nos resta dizer os seus differentes casos em cada um dos
números.
Niíoiero singular. , Numero plural.
Nora. p, Ia. , Nom. Co, Ja, Cuá.
W Gen. Quiá, Riá, la, Guá. Geu. Quiáji, Cuá, Ja.
•^^ Dat. A, Ia. ' (/ Dat. O, Cuá.
Acc. O, Ia. OÀy Acc. Co, Cuá, Já.
/ Voe. He. Voe. He.
\J Ablat. C/i, Mo, Bu, Ia, Guá. Ablat. Co, Mo, Bu, Cuá, Já.
Este é pois oartigo que tanto serve para ogenero masculino como para
o feminino, o que claramente se vè nos seguintes exemplos.
, . Numero sinulgar.
77 i 9}/ " ■' Nom. á^iája o Homem.
U / «^/t/ Gen. ^iá fliála do Homem.
•ht l %l «oZ/I^at- A áiála ao Homem.
ifh j/J^ m^ Acc. Çfjíiála . . .CbJJbiu o Homem.
Voe. Re ^iála . .^^^ ó Homem.
Ablat. C(f Riála U>^/3{\y ^^ Homem.
Numero plural.
(/j Nom. C4 Mala os Homens.
Gen. Quiá Mala , dos Homens.
Dat. O Mala aos Homens.
/// Acc. CfS Mala os Homens.
/ Voe. He Mala ó Homens .
U/ Ablat. 6y Mula dos Homens.
'Uh
Numero singular.
j I muuienj siugiiiar.
, Nom. p Mufállu a Mulher.
^^jU Gen. ^iá Mu^áttu da Mulher.
/ Dat. A Muífattu . .. A. á Mulher.
* Acc. O Mufáltu . .. .-Â' a Mulher.
Voe. He 31uJ'áttu . . . .^ ó Mulher.
l/J Ablat. 6/ Mufáttu ^ da Mulher.
, iNumero plural.
U^ Nom. Cq/A^'átlu .Jy as Mulheres.
Gen. lá Afáttu . /y. das Mulheres.
Dat. O A^'áltu. . ./> ás Mulheres.
fjj Acc. C4 A§'áítu .M. as Mulheres.
' Voe. He A(j'áttu . .4^, ó Mulheres.
C/í Ablat. C0 Aêáttii ..4%/. das Mulheres.
O artigo iá bundo em todos os casos do singular, excepto o casovoca-
, tivo, é como um artigo universal, que muitas vezes os abundos põem sem . //)
Uf alguma necessidade como ; v. g., ^ Mona /liiámi iá Miifáttu, que em por- H fl^
luguez quer dizer: a filha minha a fêmea; onde se vê que o artigo «'« posto
6 GBÂMMATIGA
l^ antes do adjectivo 3íiig'átlu, fêmea, não é :">ecessario, não obstante csabua-
dos muitas vezes o põem, porque lhes parece que assim faliam com mais
energia ; o mesmo artigo id em os outros casos faz as vezes do artigo, como ;
V. g., JI'úta iá Petéro, espingarda de Pedro: n'este exemplo o dito artigo - j
iá bem se vê que faz as vezes do artigo do genitivo qiúá ou/m. O mesmo H^
succedc nos casos do plural com o artigo cuá, que os abundos usam varias
vezes no caso nominativo sem alguma necessidade, e outras vezes o põem
em logar do artigo, do caso, etc.
QUARTA OBSERVAÇÃO.
DA TERMINAÇÃO DOS NOMES ABUNDOS.
/ Tem cada um dos nomes £^l)undos uma só terminação, sempre a mesma
('^^ em todos os casos, e em ambos os números tanto do singular como do plu-
ral, os quaes somente se distinguem pelo artigo e letra inicial de cada um
%f^ d'elles; v. g., Jiiàla, o homem, em todos os casos do singular é sempre o
mesmo como fica dito, e só pelo artigo é que se distinguem uns dos outros:
conseguintcmente no plural, que em todos os casos é 3Idla, os homens, como
se lê no exemplo acima; d'onde se infere que é o artigo e a letra inicial
que determina tanto os casos, como o numero dos nomes.
QUINTA OBSERVAÇÃO.
DO NUMERO DAS DECLINAÇÕES E DAS VOZES DOS NOMES ABUNDOS.
As declinações dos nomes abundos parece serem quatro, as quaes se
distinguem umas das outras não pela terminação, como acontece em outras
línguas, mas sim pelas letras iniciaes.
Todos os nomes abundos têem dois números singular e plural, á exce-
pção dos seguintes nomes, que os abundos pluralisam com o nome adje-
ctivo Q'mavúl, cuja voz do plural é iavúl, muitos.
Singular. Plural.
MénJia, a agua. Ménlia Áámdi, muitas aguas. , '^*'^ /c-(^
Macútu, a mentira. /, Macútu iávul, muitas mentiras. ^v^/{/'
3/a/í'ffc,%', o sangue, á Ji. 3Ialí'ác'i (ávul; mmlo sâugae. w^, ^i^
/^ Manhinea, o sangue. 3Ianhin£aiávul, muito sangue. ^/'^■^ /i-
^V / tst/ ^^ também o nome Jibundo que carece do singular, que quer dizer os
/ ' dinheiros ou as moedas, se beni ha outro nome que significa o mesmo di-
nheiro, que se porá entre os nomes da terceira declinação; se ha pois
outros nomes que carecem do singular, ou plural, deve ser cousa rara.
PRIMEIRA DECLINAÇÃO.
Todos OS nomes da primeira declinação têem no singular por letra inicial
um m, e no plural uma. Outros nomes d'esta mesma declinação conservam
DA LÍNGUA BtJNDA.
no plural a inicial do singular, mas mudam a segunda letra em yò i, coúao /
tudo se vê nos seguintes nomes : '
i /c
NOMES ABUNOOS QUE MUDAM A INICIAL EM A.
/<A.
Numero siDgular.
0 Mona, o Filho. //
Ó Múcíi, o Morador.
Ú Múitu, a Pessoa. /
ÇÍMu/úttu, a Mulher./-
GMntúri, o Viuvo ou a Viuva.
0 Munzénza, o Estrangeiro.
O Mulúlu, o Bisneto.
Çf Molónqui, o Exemplo. /^
(í Mpbúndo, ojíegco. ^JiiJt^
fOMundéle, o Branco. ^
yf Macála, o Carvão.
Muhinhu, o Cabo de Enchada.
Muhmdúri, o Herdeiro, hí,
t/Miiénhi, o Hospede.
yíMulúnda, a Ilha.
yf Macónco, a Divida.
0MucáeM, o Habitador.
(^ Mafibúndu, Insecto que morde
jó.Mulaúla, o Neto.
0 Bún(ló, o Ângolano^-'^-^'"-'
Numero plural.
Co Ana, os Filhos. /
Cq Aàua, os Moradores. /C-
Cú At tu, as Pessoas.
Cb A^'áttu, as Mulheres. '
Gp Atúri, os Viúvos ou Viuvas.
Q) Anzénza, os Estrangeiros.
ú) Alúlu, os Bisnetos.
Ôo Alónqui, os Exemplos^ ^
Co Abiindu, os Ni|jrn" éfjiM^
Co Andéle, os Brancos.
6*0 Acála, os Carvões.
Cb Abínhu, os Cabos das Enchadas.
Co Alundúri, os Herdeiros.
Cõ iiíri/í/, os Hospedes, /
CÒ Álúnda, as Ilhas.
rój4cd«co, as Dividas.
Co A^hi, os Habitantes.
Cá Aribúndu, os Insectos que mor- -^^
Cà Alaúla, os Netos. / y y-
6'é Abúndp, os Aogokoôs, / ^ f^U/io
í^
Os nomes abundos d'esta primeira declinação, que conservam no plural
a inicial do singular, e mudam a segunda letra em a letra i, são os seguintes;
Numero singular.
O Ménha, a Agua.
O Muffúnu, o Oflicio.
O Mué(u, a Barba. X
0 Mulónga, a Palavra.
O Muénhu, a Alma ou a Vida.
O Mucfima, o Coração, ii,
ÓMaJiácfi, o Sangue, /v
ó ManUnéa, o Sangue. ^
0 Mucánaa, a Carta.
O Mulóngo, o Remédio.
O Mongónyo, o Espinhaço.
i) Muzuéfi, o Fallador. \-f\^
i^ Muchíba, a krteriã.
O Muinu, a Garganta.*
(V Múcfi, a Arvore. 'A-
(P Mufúmbu, o Beiço. X
^ Mv,fémm, o Bico. •'^«^wpi.VLlvvvjA^
ò Macútu, a Mentira. '
Cd
Cq
a
Numero plural.
Carece.
Miffúnu, os Officios. /
Mimu, as Barbas, -w
Muónga, as Palavras.
Miénhit, as Almas ou as Vidas.
Miei ima, os Corações. Ju
— Carece.
, Carece.
Micánda, as Cartas.
Minlóngo, os Remédios,
M^óngo, os Espinhaços./)^
Mizuéti, os Falladores. s^',_
Michioa, as Artérias. ,
Mdiu, as Gargantas, l^
Míc/i, as Arvores. ^
Mifúmbu, os Beiços. 2:
Miêêmm, os Bicos dos passares. Z^^X/^iX^
Carece. "
s
Numero singular.
P Mucútu, O Corpo,
^yw pi/íí/^ií, O Dedo.
V Múlue, a Cabeça.
^ O 3íutú/i, o Viuvo.
O 3Iunha, o Palmito.
O Mussócu, o Palmito.
'^ , .v.*.ví.r.R^.tf^. .. Carece.
liRAMHATICA
au
Numero plural.
Cq Micútii, OS Corpos.
CúMUàbu, os Dedos.
^q 7¥i7í/e, as Cabeças.
C^Mitúri, os Viúvos.
Cí^ Minha, os Espinhos.
r(| Missócu, os Palmitos.
Cd 3Iid^i(i, as Entranhas.
SEGUNDA DECLINAÇÃO.
'^
í-3
Todos os nomes da segunda declinação icem ittrsiniitiiar pot -tetpa inieiol
mají, 6 no plural a. ^yllabaje, como se vè nos seguintes exemplos:
Numero siniíular.
OXgánna, o Senhor.
O Pigariáma, o Pobre.
OMgànga, o Sacerdote.
OJIfdándu, o Parente.
O Pfgangúia, o Ferreiro.
■y^x- O Ndába, o Cabello.
ONgita, o Pássaro.
ONgilla, o Caminho.
ONgómbe, o Boi.
ONbii^i, o Carneiro. íf-v
O Nguma, o Inimigo.
O Ngúhf, o Porco.
O Ngóngo, o Gémeo.
ONgúnga, o Sino.
O Ngittu, a Colher.
ONgúsu, a Força.
O Ngarióndo, a Supplica.
Õ Ngátto, o Gato. --.._ — -
OiV^onç/z, o Soberbo. /
ONghígi, o Rio.
- O Jyiwjui, a Abelha.
O Ndèmbu, o Potentado.
O Nguvúhi, o Governador.
ONvúnda, a Bulha. - . .
ONzala, a Fome. CiA^ U^
O Nbángi, a Ilharga.
ò Ndúndu, o Murro.
O Ngubatéte, a Vespa.
O Ngachácha, o Espirito.
Numero plural.
Co Jingánna, os Senhores.
Cp Jingariáma, os Pobres.
Cò Jingánga, os Sacerdotes.
C(i Jindàndu, os Parentes.
d? Jingangúla, os Ferreiros.
Có Jindã)a, os Cabellos. *vu
Cò Jingila, os Pássaros.
CpJingilla, os Caminhos.
óp.Jingómbe, os Bois. ^
CoJinbúyi, os Carneiros. ,í^-
CçJingpma, os Inimigos. ^
(7(? Jingúlu, os Porcos.
C^ Jingóngo, os Gémeos.
Ci Jingánga, os Sinos.
Cí Jingútu, as Colheres.
C(f Jingúsu, as Forças.
C^ Jingarióndo, as Supplicas.
Có JingáltQ, os Galos. — ""
í'ò Jingán(/i, os Soberbos. /(^
Co Jinghigi, os Rios. <•
Cf> Jinhmui, as Abelhas. ^í-
CJ) Jindembu, os Potentados,
d) Jinguvúlu, os Governadores.
C) Jinvúnda, as Bulhas.
Càtíxe/Nzála iémri.
Co Jinoángi, íis Ilhargas.
C) Jindiuidu, os Murros.
C© Jingubatéte, as Vespas.
C« Jingachácha, os Espíritos.
Cf Jibúngu, os Dinheiros.
Os seguintes nomes devem pertencer a esta mesma declinação, porque
todos têem a syllaha inicial do numero plural j», aindaque no singular le-
nham uma inicial differente do n:
Numero singular.
Qffógi, o Leão.
P Tettambúca, a Estrella,
, Ú B'áchi, o Doenle.
O Pámbu, o Caminho.
,' OM^nfo, a Casa. 2.
O Táta, o Pae.
O Mama, a Mãe.
i^ 0 Pánjiri, o Irmão.
^ 0 CúcU, o Avô ou Avó.
Ò Imbua, a Cadella.d '
QZámba, o Elefante.
/o QPóUf, a Cara.
X, M^í'n/a, a Camisa.
(XPónda, a Cinta.
O^Fillisúcu, a Verdura.
ÚSóssu, a Faísca.
O.Dulúlu, o Fel.
OH'ónomi, o Genro.
O H\iéri, o Cunhado.
Ó Tdmbi, o Choro.
Ólmbia, a Panella.
á yú/Zu, o Peito.
à n'éte, a Curiosidade.
õ Zúndu, o Figado.
DA língua bunda.
rv".
H^ Numero plural.
Co Jih'ógi, os Leões.
Co Jitettambúca, as Estrella
Cq JiKáchi, os Doentes.
C(\ Jipámbu, os Caminhos.
í Cú Jmfo, as Casas, v;
.^o.' Co Jitftta, os Paes.
Tó Jimáma, as Mães.
íz/Có Jifpdnpii, os Irmãos. /^
' Cé Jicúcufos Avôs ou Avós.
' Cò Jimbua, as Cadellas.
C© Jinzdmba, os Elefantes.
Cô Jipóllu, as Caras.
Co Jmn$a, asCaraisas.Z
. C<? J tf onda, as Cintas,
í' Co /í/(^//í5wa(^,as Verduras.
Co Jisóssii iiàJFiiUçii as Faíscas de
%o;
Co Jmdulúlii, os Féis.
Co Jilionómi, os Genros.
Co Jiliuéri, os Cunhados.
Co Jitámbi, os Choros.
Co Jimbia, as Panellas.
Co Jitúllu, os Peitos.
Co Jiliéte, as Curiosidades.
Cd Jizúndu, os Fígados.
w
TERCEIRA DECLINAÇÃO.
Todos os nomes abundos que no singular tiverem por letra inicial um
q, hão de no plural ter um i, e pertencem á terceira declinação, como são
os seguintes nomes :
Numero singular.
0 Quiánsu, o Ninho.
0 Qui^úa, o Dia. "-L
Quippúna, o Joelho.
Quináma, a Perna.
Quiato^ála, o Doce. ^^
Qmála, a Unha. ^^
Quifinm, a Mandioca. ^
Quimd, a Cousa.
Quigílla, o Preceito.
Quiba, a Pelle.
Qupiíngu, o Lobo.
(^Muiío;?, o Peccado. .
Quissúcf'i, o Hombro. ^
Quitéque, o ídolo.
d Quiffúba, o Osso.
() Quilúngi, o Juizo.
vA' Numero plural.
C^ /awíM, os Ninhos.
Cè //ik, os Dias. z.
CJ) Ippúna, os Joelhos.
C|> Ináma, as Pernas.
d> lato^ála, os Doces. -
Cb 7á/fl, as Unhas.
Cp I/infu, as Mandiocas. /^
Co /ma, as Cousas.
Co lailla, os Preceitos.
Cb loa, as Pelles.
Cé B)úngu, os Lobos. / vw
Co ítiixi, os Peccados.
Cô íssúcfH, os Hombros. ^
C^ Itéque, os ídolos.
0) Iffúba, os Ossos.
Cp ilúngi, os Juízos.
^v^.
(háX^^
10
GBAMMATICA
iJil
'^^'^' Numero singular.
O Quissénde, o Calcanhar.
O Quitlanfiána, o Intervallo.
p Quiclnnda, o Escarro.
ip Quiffúlu, a Escuma.
O Quissúla, a Esterilidade.
ú Quiffúmbe, o Ladrão.
O Qmlénde, o Cacho de frucla.
Ú Quichima, o Poço.
O Quichima, a Fonfe de agua.
O Quicútu, o Conselho mau.
O Quiffiquila, o Conselho bom.
Ú Qnimatúnda, a Decência.
O Quissássa, o Maio.
O Quissássa, a Arvore.
O Quicúnda, a Entrega.
0 Qiiilembequéíta, a Sombra.
O Quilúmha, a Rapariga.
Q Quigirila, a Inclinação.
p Qutfjuésse, o Caracol.
ip Quidnfu, a Palha.
© Quicúia, o Gago.x
q> Quittúla, a Flor.
O Quim^a, a Frigideira .^'(J^t^W)
'^ Quiffufúnha, a Gengiva.
QuilangfUu, o Guarda.
Quissucninu, a Bexiga.
Quinfjóngo, a Bexiga, Papíila.
ú QuHá/i, o Dinheiro. I^u
(í Quizdvu, o Bofe.
'^ Numero plural.
Co Issénde, os Calcanhares.
rp Iffanrjána, os Intervallos
Cb Ichínda, os Escarros.
íib ///■«/», as Escumas..
tíí) hsúla, as Esterilidades.
Co Iffúmbe, os Ladrões.
Co Ilénde, os Cachos das fructas.
C? Icfiíma, os Poços.
Co Icliíma, as Fontes das aguas.
tb /ríí/!<, os Conselhos maus.
Co Ifpquila, os Conselhos bons.
Co Imalúnda, as Decencias.
Cb Issássa, os Matos.
Cô Issássa, as Árvores.
C(? Icúnda, as Entregas.
Cé Ilembequétta, as Sombras.
Cp Ilúmba, as Raparigas.
^ Igirila, as Inclinações.
6) Iquésse, os Caracoes.
f ) /a/í^í/, as Palhas. *i.-
C) /c»/rt, os Gagos. tJ
C) Ittúlu, as Flores.
C > Im^a, as Frigideiras. >v
í; ) Iffnfúnha, as Gengivas. , ^
(^ • Ilang/ílu, os Guardas. ^.^^
Cl Issudtinu, as Bexigas.
C /n</d?i//o, as Bexigas, Papúle,aru.
C( Ita/i, os Dinheiros.>íu
Cé /z(íl'^^ os Bofes.
QUARTA DECLINAÇÃO.
^
Todos os nomes que no singular tiverem por letra inicial um r, hão de
ter no plural um w, e pertencem á quarta declinação, como se vê nos se-
guintes exemplos, tOffltindO'BC-ft-a<lverlir que- a primeixa si-Llaba do sia-
gular, se deve pronunciar brandamente, isto é, que nãose éeve carregar
uiaiio a liogua sobre a iniciai r, como já se disse na primeira observaeãor
o^L
Nufliero singular.
Ifmw, O Olho.
Mtui, a Orelha.
tíioffu, o Dente.
íiitáma, a Face.
ifimi, a Lingua.
icánu, a Boca.
'iièúnu^ o Nariz.
^fiirle, a Tela.
jfíí/i/e, a Voz.
fiivúmu, a Barriga.
^ Numero plural.
Cp Mèssu, os Olhos.
t) Máiui, as Orelhas. ,
í } 3láglfu, os Dentes. >.
C J Matáma, as Faces. ^
1 5 Maf-imi, as Linguas. ^«^
6 5 Macánu, as Bocas.
d) Maiúnu, os Narizes. Z,
íjb 3/('7e, as Tetas.
íi) í¥é/íí/, as Vozes. 'Zl
rb Mavúmu, as Barrigas.
^
DA língua bunda.
11
f
Numero singular.
Micóclii, O Cachaço.
Micúnda, a Costella. /^,^ f./,^ f
Hitácafáca, a Coxa.
tlizezéla, a Baba.
jíibúbit, o Mudo.
.^ibúmbu, o Nó.
jlissóla, o Eleito.
Aitáta, a Escusa.
Aiviíu, a Porta.
. lícínulu, o Circulo.
j 'infúla, a Cozinha.
i 'író«, a Còr.
j 'i canga, a Jornada.
flicánca, a Distancia.
iicánda, o Passo.
iicándafiá Quináma, a Planta
;do pé. ' ^,
í^icándaliá Luficu, a Palma da
/mão.
IA
7
(9 licánfa, o Campo.
O ."iiáqui, o Ovo.
Ò Àicúmba, o Camarada. ^Ma^í*'^
O . liténda, a Peça de artilheria. '^
d j U0únfu, o Buraco.
O Uicúngu, o Barranco. ^í-- C#-tr*-.
O Èicúíujn, a Barroca.
^ ficáta, o Doente.
O Èiióngjíio, a Banana.
íYemw, a Enchada.
icóta, o Maior.
iúlu, o Ceo.
ibóndo, a Vespa.
í^ií, a Folha.
«V, a Palmeira.
ilónfja, o Prato.
issànga, o Pote.
itamina, a Tigelia.
ibéngu, o Rato.
ilénzu, o Lenço.
icúmbn, o Cadeado^
ító^2, a Pedra. .-SrK»
<c/n7«, a Fogueira.
/c/jí, o Fumo.
ichi, a Fumaça.
///«/a, o Gosto. ^
.iclióssi, a Lagrima. ;.
llibúca, a Lombriga, f"
f.iltuttúla, a Fantasia.
Numero plural.
Cb Macóchi, os Cachaços.
6> Macúnda, as Costellas.
ti» Matácatáca, as Coxas.
(|) Mazezéla, as Babas.
U) Mabúbn, os Mudos.
Cp Mabúmbu, os Nós.
(i) 3IassóUa, os Eleitos,
í^) 3Iatáta, as Escusas. .
6) Mafitu, as Portas. -^
6) Macúndu, os Círculos.
C) Manfúla, as Cozinhas.
6 ) Macóa, as Cores.
í^ ? Macdnga, as Jornadas.
69 Macúnca, as Distancias.
Cs Macúnda, os Passos. ^.
C ) Macándajiá Ináma, as Plantas /3u
j dos pés. ^
C» Macándajiá Mdcu, as Palmas das ^
1 mãos.
C'(i
C(
Cv
Cv
a
Cv
a
Cl
a
a
Cv
a
Ci
a
Cq
Co
Co
Co
Co
c
Cl
Cl
Cl
c
Cl
Cl
~^\^
</
yu
Macánfa, os Campos, ^
Maiáqui, os Ovos.
Macumba, os Camaradas, ^^'^^'•'^v.y*^
Maténda, as Peças de artilheria.
Ma^nién, os Buracos, z A*^
Macúngu, os Barrancos, tfu^w
Macúngu, as Barrocas.
Mucáta, os Doentes. y
MadfónÇfitp, as Bananas, ^
Maíému, as Enchadas.
Macóta, os Maiores.
Maúln, os Céus.
Maribondo, as Vespas
Máffn, as Folhas.
J/áí(?, as Palmeiras.
Malónga, os Pratos.
Massánga, os Potes.
Matamína, as Tigellas.
Mabéngu, os Ratos.
Malénzu, os Lenços,
Macumba, os Cadeado^
Matáfi, as Pedras, ^1^
Machita, as Fogueiras. .
3Iafíchi, os Fumos. %.
Maiíchi, as Fumaças. 'Ã
Majfúla, os Gostos'.
Machóssi, as Lagrimas. ?
Mabúca, as Lombrigas. •-
Matluttúla, as Fantasias.'
12
GRAMMATICA
Ha alguns outros nomes, que no singular começam por letra diíferente
das quatro iniciaes apontadas nas regras das declinações, porém como no
plural hão de ter por inicial algumas já referidas nas mesmas declinações;
para não multiplicarmos pois o numero d'ellas sem necessidade, devemos
ter como regra geral, que pertencem á primeira declinação não só os no-
mes, que no singular teem a letra ?npor inicial, como também todos aquel-
les, que no plural começam pela letra a, ou a syllaba mi, aindaque no
singular não comecem pela letra m. Igualmente devemos ter que perten-
cem á segunda declinação todos aquelles nomes, que no plural começara
pela syllaba y», postoque a letra inicial do singular não seja um n. Pela
mesma rasão devemos dizer que pertancem á terceira declinação todos
aquelles nomes que têem no plural por letra inicia! urar, postoque no sin-
gular não comecem por um q; finalmente pertencem á quarta declinaç<ão
todos aquelles nomes que tendo no plural um m porjetra inicial, com-
tudo no singular começam por outra sem que seja um h', v. g., pertence á
primeira declinação o nome bundo, que quer dizer o an^ane, porque se
bem no singular não tenha a inicial m, comtudo no plural tem a inicial a^%.
abundo, os afl^tefl^os. Todos os nomes de diversas letras iniciaes, que per-
tencem á segunda declinação, se acham notados ao pé d'elia ; pela terceira
declinação ainda se não descobriram outros nomes de diíTerentes iniciaes
que lhes pertençam; os que pertencem pois á quarta declinação sãoosse-
■guintes. *
13- Numero singular. ^. ^ ^ Numero plural.
O Ussúcu, a Noite. ^=W Co Mwussúcu, as Noites.
O Cuvúndu, o Escuro. Co Mmúndu, as Trevas.
Ç Luàícu, a Mão. (\> Mácu, as Mãos.
O Túoia, o Fogo. Ch Matúbia, os Fogos. i
O Jíucúcfi, a Bofetada, a ^^ Ch Ma\ícúc/i, as Bofetadas.
O Cii/fúnda, a Pólvora. fíA^ufíi-vv^
Q Cúria, o Comer.
O Cunéte, a Gordura.
Cp Maffúnda, as Pólvoras. ''KíiÍv^w^TUi^
Cp Macúria, os Comeres. 'ri\. ' «
Q) Macunéle, as Gorduras.
E assim outros muitos de cada uma das sobreditas quatro declinações
que com o uso se aprenderão, como também muitas outras excepções, que
postoque o auctor as não conheça, comtudo não se atreve a affirmar que
as não haja . °
SEXTA OBSERVAÇÃO.
DOS NOMES ADJECTIVOS ABUNDOS.
Constam os adjectivos abundos de dois números singular e plural, e
cada um d'elles por todos os seus casos invariável na sua terminação, esó
se distinguem unicamente pelas letras iniciaes; v. g., Munãéle, branco, i4n-
déle, brancos, sendo sempre por todos os casos do plural Andéle, como o é
por todos os casos do singular Mundéle: Riála Mnndélc, homem branca, n
■■ Mala Andjle, homens brancos; Mu&áttu Mundéle, mulher branca, Ad'áttu h^
^'^ Andéle, mulheres brancas. ' s^sá
O adjectivo dividc-se em partitivo, que é aquelleque significa parte de
alguma multidão; v. g., Himóchi, um, Jffqiàfi, dojs, Cucnqui, algum.
^ 5-
DA LÍNGUA BLíSDA.
13
Também se divide em adjectivo de qualidade e de quantidade; os de
qualidade são entre outros os seguintes;
~g>^.
Numero singular.
Q^uiambót-, ou^C'hi«mM, Bom.
Q'iê^aiíba, Mau.
Quiachifi, Cujo. : , ■
Quiazéle, Limpo.
Quiábbi, Maduro.
Quiaguissu, Verde,
Numero plural.
lambóU Bons.
laiiba, Maus.
lachifi, Cujos. ''V
lazéle. Limpos.
lábbi. Maduros.
Iag'uíssu, Verdes.
ADJECTIVOS DE QOANTIDADE.
/oíí//v(.Poucos.
/flMí/v.Muitos.
Ifúchi, Multidões, e outros muitos
que o uso ensinará.
Divide-se mais o adjectivo era numeral, que é o que significa o nu-
mero; quando o numero é indeterminado, chama-se numero cardeal; ex.:
Q' vi átuljtP ouço.
^'í<miv?tí\^Muito.
Quifúchi, Multidão.
%
Móchi, um.
láft, dois.
Tatu, três.
Uána, quatro.
)Uánu, cinco.
Samánnu, seis.
'^fkSambuáéi , sete
f
u
fc
Náqui, oito. I
Ivviia, nove.
^ Cijfnhi, dez.
Cií^hi n^ móchi, onze^.
CiUfiM nfjáfi , doze. Ík
Cifihi nitátii, treze.
Cii^hi ninána, quatorze.
Ctfihi n( ffánu, quinze.
Ci^hi Hi samánnu, dezeseis.
Ciéihi ni sambuíifi, dezesete.
Ci^hi ni náqui, dezoito.
Ctihhi ntívvua, dezenove^^^
'^Macífíihi afUJi, vinte, ni
H'áma, cem. '
11'ámajitátu, trezentos.
H'ámajitánu, quinhentos.
ífáma sambuári, setecentos. . o -
IFáma ívmia, novecentos. ^^-^Ç^ o'
JJ'àlucági, mil.
jrúliicági matátu, três mil.
/
/v
Macitiúi atmi /?< móchi, vinte e um.
Macúnhi amici n^iáfi, vinte e dois.
Macífnhi armi netatu, vinte e Ires.
Macmhi alr^i n^uána, vinte e qua-
tro. »
Macifnhi armi nf^d/w/, vinte e cinco.
Macifnhi afári ríi(_samánnu, vinte e
seis, ,
Macifíihi armi n&^umbuáfi, vinte e
sete.
Macúnhi aimi ni.náqui, vinte e oito.
Macifhhi armi nf ivvua, vinte e nove.
O Macifnhi atátu, trinta.
Macij/kfti atátu ntinóchi, trinta e ura. çw
Macihhi atátu n^Jáp, trinta e dois. P^
"" ■■ ■ ' ^
X
O Macúnhi aàuána, quarenta
O Macúnhi aíánu, cincoeuta.
O Macúnhi''^amánnu, sessenta
O Macúnhi 'tambuájfi, setenta.
O Macúnhi-yiáqui, oitenta.
O Macúnhi ivvua, noventa.
K
jt/^
Wámajiáfi, duzentos. >J^ • .
H'áma jjuíãa, quatrocentos. ><>-<-<./..»■;
B'áma/samánu, seiscentos, ^i-^
H'ámaynáqui, oitocentos. ^^
O H'úluca(ji, mil. ^ . .
Ií'úlucági maiari, dois mil. /^H^C-tCJ
n'úlucági maguána, quatro mil, etc. "^
14 GR.VMMATIGA
Quando porém o numero é certo e determinado, chama-se numeral
ordinal, ex.:
Quiamochitéti, ou, Quiamóchi, opri- Quiamorhisambuári, ou, Quiasam-
meiro. buári, o sétimo.
Quiamochiiári, ou, Quiaiári, o se- Quinmochináqui, ou, Quianaqui, o
gundo. oitavo.
Quiamochitátu, ou, Qiiiatátu, o ter- Qitiamochiivvua, ou, Qiiiaívvua, o
ceiro. nono.
Quiamochiáuána, ou, Qniajjuana, o Quiamóchi-Cúnhi, ou, Quiacunhi, o
quarto. decimo.
Quiamochlánu, ou, Quiatánu, o Quia-cúniti ne móchi, o undécimo,
quinto. etc. , ,
Quiamochisamánnu,o\i,Quiasamán- Quia-cifihi rn^iáp, o duodécimo,
«í/, o sexto. etc. "ç^
Também se divide em pátrio e gentílico. Pátrio é aquelle que mostra
; d'onde alguém é natural; v. g., J/i/ofe Ambácca, o natural do presidio de
1 j \\Sj Am baça; 3fú(p ^dánái, o natural do districto do Dande, J/i/qft Bengo, o
>^ natural do districto d? Missão do Bengo, e assim muitos outros.
Gentílico é aquelle que declara a gente ou nação; v. g., Mjxii Cango, {fj^
conguez, M4xi9 Loándà, das visinhanças da cidade de Loanda, ^uinbún- '
do, da nação dos abundos.
lia entre os abundos um uso mui particular relativo ao adjectivo; con-
siste este em ser muitas vezes o adjectivo susceptível da syllaba inicial do ^
substantivo, com que concorda ou eslá unido; v.g., Jlóchi, um, ^iála, ho- 6^
mem, tomando a syllaba inicial /?' do nome ^iala, e juntando-a ao adje- .
ctivo Mócliimonnnóàm J(i móchi , e em vez de dizerem ^m/« Móchi, di- ^ .
zem ^iála /[imóchi, um nomem: quando o adjectivo concorda com o sub-
stantivo Quima, cousa, a syllaba qui, que é a inicial, ajuntam-na ao adje-
ctivo Móchi, e dizem assim Quima Quimóchi, uma cousa, postoque tam-
bém dizem Quima Móchi, mas é muito raras vezes: da mesma íórma no
OV /çvv plural, quando querem dizer duas mãos, ou ambas as mãos, dizem 3Iácu
v*\J i/h. Maiáfi, em vez de dizerem Mácn iáji: ora isto não só emqnanto ao ad-
jectivo Móchi, mas sim emquanto a todos os outros, pois o uso é geral e
próprio dos adjectivos abundos.
SÉTIMA OBSERVAÇÃO.
DO PRONOME E SLAS DIFFERENÇAS.
Pronome é o que se põe na oração para representar a mesma cousa em
si, e não para lhe declarar alguma' qualidade; v. g., Petcro uála cuséca,
Muéne uála ucáta, Pedro está a dormir, o mesmo está doente, d'onde se col-
lige que o pronome Múenc, o mesmo, está era logar de Pedro.
Divide-se o pronome em demonstrativo, reciproco, possessivo e inter-
rogativo.
Pronome demonstrativo é aquelle que mostra a pessoa ou a cousa que
rege a oração; v. g., Emmi nghi.ssonéca o Mucánda, eu escrevo a carta,
DA LÍNGUA BUNDA.
15
d'onde se infere que o pronome Emmi, eu, é deraonslrativo, porque mos-
tra a pessoa que escreve.
DECLINAÇÃO DO PRONOME DEMONSTRATIVO DA PRIMEIRA PESSOA EMMI, EU.
Numero singular.
Nom. Emmt eu.
Gen. /(iá-mi, de mim.
Dat. A-mi, a mim.
Acc. Fal-émmí, para mim.
Voe. . . . carece.
Ahhi. Né-mi, comigo.
Numero plural.
Nom. Ettu, nós.
Gcn. Já-étlu, de nós.
Dat. CJ-éllxi, a nós. ía^
Acc. Pal-étfu, para nós.
Voe. . . . carece.
kb\aí.Ne-éttu, comnosco.
DECLINAÇÃO DO PRONOME DEMONSTRATIVO DA SEGUNDA PESSOA EIE, ELLE,
Numero singular. Numero plural.
Nom. Eié, tu.
Gen. ^-ié, de ti.
Dat. A-ié, a ti.
Acc. Pala-ié, para ti.
Voe. . . . carece.
Ablat. Ne-ié, coraligo.
Nom. Enu, vós.
Gen. Já-énit, de vós.
Dat. C^-énu, a vós. < W'
Acc. Pála-énu, para vós.
Vóc. . . . carece.
Ablat. AWni(, comvosco.
DECLINAÇÃO DO PRONOME DEMONSTRATIVO DA TERCEIRA PESSOA U NÀ, BLLE.
Numero singular.
/ Nom. Una, elle, ou aquelle.
ít. Gen. ^i-úna, d'elle.
Dat. A-úna, a elle. /.
Acc. Pála-úna, f^»>-*-*' ^-^^
Voe. . . . carece.
/U Ablat Cp-nna, d'ellc.
Numero plural.
Nom. Ana, elles, ou aquelles.
Gen. Jd-ána, d'elles.
Dat. C^-ána, a elles. '-'^
Acc. Pectina, para elles. -
Voe. . . . carece.
Ablat. Ci-ána, d'elles. í^
São também pronomes demonstrativos os seguintes:
/.
Numero singular.
Nom. Yó, este.
Nom. 3Iuéne, o mesmo.
Nom. Uomucud, o outro.
Numero plural.
Nom. Ayó, estes.
Nom. Amuéne, os mesmos.
Nom. Acua, os outros.
O pronome reciproco, que os grammalicos dizem ser aquelle que ex-
prime a relação que uma cousa tem comsigo mesma, parece não o terem
os abundos, e que em seu logar se servem do pronome demonstrativo
Mvéne, mesmo.
Pronome possessivo é aquelle que exprime qual seja o senhor ou pos-
suidor de alguma cousa; v. g., Gfiabanéne fpócu 0iami aPetéro, tenho
dado aminha facaaPedro, onde a palavra«iiiííaií, minha, épronome pos-
sessivo, porque declara quem é o senhor (fe faca. São pronomes possessi-
vos os seguintes:
t-C
â4w
10 GRAMMATICA
Numero singular. f^ Numero plural.
Nom. Q\iiámi ou CUdmú, meu ou Noni. ' lámi, meus ou minhas.
minha.
Nom. Quifáie, teu ou lua. Nora., 7flí>, teus ou tuas.
Nom. Quiénu, vosso ou vossa. Nom. )Iaiénu, vossos ou vossas.
Nom. Quiétlue, nosso ou nossa. Nom. 'ilaiétlue, nossos ou nossas.
Nom. Quiissúe, nosso ou nossa. fiom. ^laiessúe, nossos ou nossas.
Ablat Quiáliue, d'elic. S.hVàX'X>Iaidltue, d'elles.
Abiat. Quiáv, d'aquelle. Ablat.Va?e»«. d'aquelles.
DO PnONOME RELATIVO.
Pronome relativo é aquclle que traz á memoria o nome substantivo:
parece ser em bundo o pronome Quné ou Cué que signitica qual, e tam-
bém Cuénqui ou Quuénrjui que signilica qualquer; v.g., Uyza múttu imó-
cJii ria-énu, venha unfti pessoa de vós; ora a isto costumam responder os
abundos Cué, isto é, quaiipessoa ha de ser de nós;? o que mandou respon-
de: Uyza 31útlu cuénmii ria-éim, venha qualquer de vós: onde claramente
se vê que a palavra Cue é entre os abundos um pronome relativo. Tam-
bém outras vezes se servem do pronome Miiénc, mesmo.
DO PRONOME INTERROfiATIVO.
Pronome interrogativo é aquelle por meio do qual se pergunta alguma
H^ cousa; v. g., H'i uamalequéle 0 Cálacála? Quem principiou o trabalho? a
palavra^'*, quem, é pronome interrogativo, porque serve para perguntar
quem é que principiou o trabalho ou outras cousas. São pronomes interro-
gativos os seguintes:
in, quem? Jlt'h'í, que tens ou que queres?
IJi'nhi, quem é? Jlnihái, que cousa é?
Jh'nái, que cousa tem? Cué, qual?
^ Hi itbéca, que traz? Quicúc^i, quanto? ou quando?
^ ^uandála Qiiicúc^i, quanto queres? Quittangdna Cúc^j, em que tempo?
Cúmhi cúc^i, em que hora, etc? Qui^a ciícífi, em que dia, ele?
OITAVA OBSERVAÇÃO.
DA NATUREZA DO VERBO BUNDO E SUA DIVISAO.
Verbo é a voz com que na oração significámos acção, affirmando uma
cousa de outra; não é como o nome que se declina por casos, mas conju-
ga-se por modos, tempos e pessoas.
O verbo divide-se em activo e passivo. Verbo activo é o que denota a
acção que alguém pratica; v. g., Fúlla uahetéle a Paulo, Francisco casti-
gou a Paulo: onde se vê que a palavra uahetéle, castigou, denota a acção
que Francisco praticou em castigar a Paulo.
Verbo passivo é o que significa a acção, quando já vem da pessoa ou
cousa em que recaíra primeiro ; v. g., Paulo namubeta pala fúlla, Paulo foi
DA língua bunda. 17
castigado por Francisco; onde se vê que a palavra uamuhéta, foi castigado,
já suppõe a acção de Francisco em castigar a Paulo.
Pelo que pertence ao verbo passivo, pouco se pôde dizer, porque é
muito difficultoso de distinguir; assim mesmo daremos algumas regras que
possam servir de luz a todos aquelles que quizerem ser úteis á religião e
ao publico, aperfeiçoando por isto esta obra de tanta importância.
O verbo passivo' dos abundos é o mesmo verbo activo com o acrescen-
tamento de diversas partículas, que proferindo-as juntamente com o verbo
activo o fazem passivo. Quantas sejam estas partículas, e d'onde trazem a
sua derivação, e se são ou não geraes, é cousa esta muito difficultosa de
se conhecer, e muito principalmente um estrangeiro, em quem é de pre-
sumir faltem aquelles conhecimentos necessários, e muito mais por não ter
a quem consultar, visto que só os pretos é que faliam a lingua bunda, e
estes de ordinário dizem uma cousa por outra, ou por malicia, ou porque
não conhecem a força da palavra: assim mesmo se persuade o auctor que
as principaes difficuldades em conhecer e distinguir bem o verbo passivo
dos abundos são, por não haver entre elles um verbo que corresponda ao
dos latinos sitm, es, fui, ou se o ha, é tão irregular, que a cada passo se
confunde com outros verbos; apesar de haver entre elles quem diga que o
verbo Ciicála, que significa estar, e o verbo Cuia, que significa ir, podem
cm differentes tempos e modos cada um d'elles fazer as vezes do sobredito .
verbo, mas não na significação doverbo ser, como, v. g. ,-Ngacála ém^ii/miié- i^^i
ne,(\ue quer dizer, estou eu mesmo, e não sou eu mesmo, e assim em todas
as mais pessoas, excepto a terceira pessoa do plural, são, a qual explicam
por um termo, em que clara e dislinctamenle se percebe a sua rigorosa si-
gnificação do verbo ser, como, v. g., (|uando dizem, são dois, são três, são
quatro, são cinco, etc, dizem, ené iáfi, ené tatu, ené uána, ené tânu, etc.
d'onde se infere que o termo ené ou iné é o de que se servem para explica-
rem a terceira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo ser, o
qual nem se deriva doverbo Cucála estar, nem do verbo Cuia, ir. Da mesma
forma se servem os abundos no pretérito do verbo ser das vozes do preté-
rito do verbo Cuia, ir, j)ara supprirem a falta das vozes do dito verbo ser,
que para ser o dito verbo Cuia irregular faz a primeira pessoa singular,
Ghiandéle, fui, a segunda Guandéle, foste, a terceira /andéle, foi ; a primeira C-^
do plural Tuandéle, fomos, a segunda Nnandéle, fostes, a terceira Andéle,
foram. Porém assim na terceira pessoa do singular, como na terceira pes-
soa do plural nem sempre se servem das sobreditas vozes Uandéle, foi, e
Andéle, foram, ordinariamente na terceira pessoa do singular, querendo di-
zer foi, servem-se dos termos Aí ou Até, e quando querem dizer, não foi,
servem-se do termo Caie; na terceira pessoa do plural: quando querem di-
zer, foram, servem-se do termo Aiá, e quando querem dizer, não foram,
usam do termo Caia; em todas as demais pessoas usam das vozes do refe-
rido verbo Cuia; por cujo motivo, ou os abundos tenham ou não tenham
um verbo que corresponda ao dos latinos siim, es, fui, é certo que fazem
d'e!le muito pouco uso; quando pelo contrario frequentemente se servem
das taes partículas, que juntando-as ao verbo activo o constitue passivo,
ou para dizer melhor, se servem elles de varias addições, umas pronun-
ciadas em palavras unidas ao verbo, e outras distinctamente, como que
fossem verbos auxiliares, como, v. g., o verbo Cuhéta, castigar, que tirada .>"" ^-
a primeira syllaba, e em seu logar pondo-lhe a syllaha fiju, t\caMgn-béta, A^ ^-
18 GRAMMATiCA
,.. eu castigo, primeira pessoa do presente do indicativo; v. g., Emmij^Jfgu- Q-j
l/i Y beta 6 Muhica fhiámi, eu castigo o meu escravo. Porém quando a pessoa '
/ ' Bunda quer explicar que foi castigada, e que é a que soflreu o castigo, já
o verbo tem uma differente prpnunciação, porque se lhe acrescenta uma
addição demais; v. g., Emm^Ilgu-amu-héta ///d, eu sou ca&tigado assim;
d'onde se infere que o \ erho ^r/u-héta, castigo, é o mesmo nasigniíicação
passiva, com a differença da addição amu, que é quem o conslitue passivo,
a qual se deve sempre conservar em todos os modos, tempos e pessoas,
como se pôde colligir dos seguintes exemplos; Gu-nmu-béta sfgó? castiga-
me assim? U-amu-béta ^gó, é castigado assim; Tu-amu-héta/gó, somos
castigados assim; Nu-amu-béta ]^gó, sois castigados assim; Ami-béta àgó,
figo, fostes castigados assim; Amu-beté-h igó, foram castigados assim, etc,
e d'esta forma se continua pelos outros tempos e modos; por consequên-
cia é de inferir que a parlicula amu, unida ao verbo Cnbéta, oconstilue de
activo passivo; postoque se não saiba d'onde traga a sua origem, nem tão
pouco seja a única addição por onde se conheçam os verbos passivos; por-
que ha muitas outras que os distinguem; como, v. g,, Cutumína, ser man-
dado, cujo activo é o verbo Ciitúma, mandar; onde se vê que a addição fi-
nal ina é que o conslitue passivo, a qual se deve guardar por todos os tem-
pos, modos e pessoas: outro tanto se deve dizer do verbo Cuffucunúca, re-
suscitar, cuja passiva é Cuffiicimuqukna, ser resuscitado, onde claramente
se vê que a addição final ina é quem o constitue passivo; e assim muitos
outros regidos d'esta mesma addição, ede muitas outras que o uso ensinará.
Divide-se pois o verbo em affirmativo e negativo, e d'estes fallaremos
mais abaixo.
NONA OBSERVAÇÃO.
DO NUMERO DAS CONJUGAÇÕES DOS VERBOS j^UÍÍDOS. '^'^
'^^ Parece serem três as conjugações dos verbos a^iundos, as quaes se dis-
tinguem entre si pelos differentes principies das primeiras pessoas do pre-
sente do indicativo, sendo as demais pessoas do mesmo presente e dos outros
tempos, pelos seus differentes modos, sempre similhantes noseu principio:
ora estes principies ou syllabas iniciaes são três, isto é, j^ga,jyghi cj/gu;
por este motivo, e segundo a ordem do alphabeto, pertencem á primeira con-
jugação todos aquelles verbos, que começarem pela syllaba ]yga, como ; v. g.,
os seguintes:
PRI3IEIRA CONJCGAÇÃO.
Ruudo. Portuguez.
Emmt Jga-andála Eu quero.
Emmi j \"ga-bánfa. .a Eu faço.
Emnú . Sga-cála .A. Eu estou.
Emm\ 1 \ga-cálacála Eu trabalho.
Emmí . ^ga-calanaclnn Eu lenho. ^
Vív Emm\ ffga-póndo E» rogo.
DA língua bunda.
19
Bundo.
Emmt Nga-ssimíca Eu
Emml Aga-chiqiiina Eu
Emmt J^rja-ffiicunúca Eu
Emmi kfja-jfucunuqu-ína Eu
^L Emmi kga-fibála Eu
Emmi Ãga-longolólfl Eu
Emm^ 1 hja-lóng^. .q. Eu
^ Emmn 1 ^ga-lufica Em
Emmí( i^ ga-znáta Eu
Emmá i^ ga-chiámba Eu
Emmí i^ ga-chiála Eu
Emmà J} ga-zuéla Eu
Emmi I ga-nhána Eu
Emmu I ga-lúnda, etc Eu
Portuguez.
queimo,
creio,
resuscito.
sou resuscitado.
caio.
censuro, murmuro,
ensino.
me componho,
me visto,
digo. f
fico. ,
fallo.
furto,
guardo, etc.
E muitos outros que começando na primeira pessoa do presente peia
syllaba ^ga são pertencentes a esta primeira conjugação.
SEGUNDA CONJUGAÇÃO,
São da segunda conjugação todos aquelles verbos que na priraeiranes-
soa do singular do presente do indicativo começam pela syllaba ^A»,
como, v. g., os seguintes:
indo.
Emm^iVghi-
Emmi Èglii-
Emmi I \lghi-
Emmi . \ghi
Emmt . Sghi-
Emmi jVghi-
Emmi 1 ighi-
Emmi 1 ighi
Emmi I ighi
Q, Emmi j \^ghi
uix, Emmi i 'ghi-
Emml 1 ighi-
Emmi JSghi-
Emm\ j^ghi-
Emmi jjghí-
Emmj j^g/ii-
Emmi iSghi-
Emm\ j\'ghi-
Emm\ Èghi
Emmi qghi
Emmi yglú-
Emmt Aghi
Emmi *ghi
Emm\ \^ghi
-núa , Eu
-^sámba Eu
giba.
gima.
ámba
Eu
Eu
Eu
Eu
Eu
Eu
Eu
ídn/a. . A-.
ffua . ..:.
ambáta
■fjica
-vutúla Eu
■fia Eu
-àéca. yj[^ Eu
-fambúja Eu
-ia Eu
-mona Eu
■binflà,. . ^ Eu
-tala...?. Eu
■ffúla Eu
■fsumhissa Eu
-/súmba Eu
-lóla Eu
-báca Eu
■babúta Eu
-/fsóta, etc Eu
tk-trv
Portuguez
bebo.
rezo.
mato.
apago.
fallo.
conto.
morro.
carrego
comparo.
refuto.
como.
durmo.
respondo.
vou.
vejo.
peço.
olho. â<Á.
gasto.
vendo.
compro.
ensaio.
toco. /
busco, etc. ^Vt^-«<^'
1/A4^
-ho
Vtf
20 r.RAMMATICA
E outros muitos pertencentes a esta segunda conjugação, mie começa-
rem na primeira pessoa do singular do presente pela svllâba fghi.
TERCEIRA CONJUGAÇÃO.
Finalmente pertencem á terceira conjugação todos aquelles verbos que
na primeira pessoa do presente do indicativo começarem pelasyilaba^«,
como, V. g., os seguintes:
_3undo. Porliigura, j^
ç. Emmi Ngu-héta . . Eu castigo. ..^ (^
G^ Emmi í^gu-rigía Eu sei.
Emmi ^gu-túnga Eu laow». =:*<> íU<^
Emmi Wgu-túnca Eu fabrico. •?
Emm^ Ègu-tacána Eu busco.
Emm Ngu-túma Eu mando.
Emmi ^gu-tumína Eu sou mandado.
Emmi Ngu-cúna Eu semeio.
Emmi S^gu-iciiica Eu planto. í '
Emm\ í^gu-muhéca Eu appareço. in^^
Emmi Ngu-ámi Eu não quero.
Emmi Ngu-bánga Eu pelejo. ^
Emmi ffgu-toghéla Eu canto. - )
Emm\ Ngu-téca Eu tinjo.
Emmi Ngu-cidági Eu vario.
Emmi IVgti-cuabéssa Eu agrado.
Emmi Ngu-tequéta Eu temo.
Emnm Í^gu-tucumuquíssa Eu espanto.
Emnk Ngu-tucumúca Eu abalo, assombro.
EmnM iSgu-muffúndu Eu arrisco.
Emn^ ]\yu-ísúmu Eu adivinho.
Emnvf, Sgu-béza Eu adoro.
EmmM Ngu-taguliúa Eu arroto.
Emríii fS^gu-muchibíssa, etc Eu me compadeço, etc.
E todos aquelles que na primeira pessoa do singular do presente
do indicativo começarem pela syllaba Jhgn, pertencem a esta terceira
conjugação.
DOS PRONOMES DOS VERBOS OU SIGNAES INICIAES DAS PESSOAS
DOS MESMOS VERBOS.
1.* Pessoa, Mga, ^g}n,/^gu. 1.» Pessoa, Tu.
2.» Pessoa, Gu. 2.* Pessoa, Nu.
3.* Pessoa, U. 3.' Pessoa, A.
DA língua bunda. 21
DECIMA OBSERVAÇÃO.
DOS MODOS E TEMPOS DOS VERBOS ABUNDOS.
Os modos mais conhecidos na lingua bunda são os mesmos que nas ou-
tras linguas da Europa; e por isso todos os verbos a bundos se conjugam
pelos modos indicativo, imperativo, optativo, conjunctivoe infinito. A raiz
da formação de todos os tempos, em cada um dos sobreditos raodos, é o
presente do infinito, porque é regra geral que todos os verbos abundas co-
meçam no infinito por uma das três syliabas Ca, Co, Cu; ex. :
Blindo. Portuguez.
Cichiqmna. .\f^ Crer.
Cinqómho . va, Ausentar.
C4chómha. . Va, Desfavorecer.
Cibónha. . . u^ Gotejar.
Célondequéssa . \f^ Guiar.
Cfcómba ^ Eseoraf. /VtJi/VXí^
Cuiquica Plantar.
Cucúna Semear. ^
Cubáca Metten, waa-o^'*^
Ciizóla Amar. (iL,'J(]^
Cuzuéla. . . . : Fallar. r
Ciiicúta Fartar. *
''^Cúpa Comer.
Cussumíca Queimar.
Ciibán^a. . £y Fazer.
Cubánga . .4 Pelejar.
Ciissámba Rezar.
Cuhindiica Cair.
Culundiimúna Saltar.
Cussanzumúna Estender.
Cutoghéla Cantar.
Cuchica Tocar instrumento.
Cubabáta Tocar com a mão.
Culúnda Guardar.
Cumóna, Ver.
A syllaba Cu é a ordinária inicial dos infinitos, raras vezes o são as
syliabas Co e Ca; esta ultima serve em maneira particular de inicial,
quando se quer fazer que o verbo infinito affirmativo seja negativo, como
diremos em seu logar. Ora sendo assim, que as únicas três syliabas são as
iniciaes nos infinitos dos verbos, e que estes são a raiz da formação, vamos
a mostrar como d'elles se formam os tempos nos seus differentes modos.
Forma-se a segunda pessoa singular do imperativo de qualquer verbo,
do presente do infinito, perdendo este a primeira syllaba inicial, ou Ca ou
Cu; V. g., Cuiquica, plantar, e Cucúna, semear, tirando d'elles a syllaba
inicial Cm, fica Iquica, planta, Cúna, semeia; a terceira pessoa forma-se do
Diesrao infinito debaixo das mesmas circumstancias, com a differença de ser
22 GRAMMATICA
regida do pronome inicial u, e mudar em ^ o a final do verbo, como, v. g.,
Ucúne, someieelle, U-bán^ue, faça elle; a primeira pessoa do plural forma-se
do mesmo infinito, com a diíTerença de estar o verbo mellido entre os dois
pronomes, o inicial Ta, e o demonstrativo Ettu, como, v. g., Tu-cuné-tfu,
ã^ semeiemos nós, Tii-knnéu-éttu, façamos nós; a segunda pessoa do plural for-
? ma-se do mesmo infinito debaixo das referidas circumstancias, não met-
lendo pronome inicial, mas tão somente o demonstrativo énu no tím do
í,' verbo; v. g., Cuné-nu, ou Ciin-rnu, semeae vós, Banjluénu, fazei vós; a ler-
^ ceira pessoa do plural forma-se emfim do mesmo presente do infinito, mu-
dando a terminação do verbo em e, como a constituo a terceira do singu-
lar, e sendo acompanhada do pronome inicial A; v. g., A-cAine, semeiem,
Cf- A-bánine, façam. Eis-aqui pois as difTerenles maneiras da formação de cada
'' uma (ias pessoas do modo imperativo. Devc-se advertir que na segunda
pessoa do plural, muitas vezes costuma acontecer, ou mudar-se a ultima
syllaba em outra que soe melhor ao ouvido, ou totalmente perder-se a ul-
tima letra do verbo, e seguir-seimmediatamente o pronome demonstrativo
Enu, vindo a primeira letra d'elle a supprir o que o verbo perdeu: em
• . quanto á primeira differença no mesmo verbo Cnbánja se vê verificada;
'•'^ porquanto devendo talvez ser a sobredita segunda pessoa do plural do
.f imperativo Bunfa-ènu, pelo mau som, e diíliculdade de pronunciar se muda
'■ a ultima syllaba ca em qu, e se diz Bunqu-énu, fazei vós; emquanto á se-
gunda differença, que consiste em a mesma segunda pessoa do plura] do
imperativo perder a ultima letra, claramente se vê no mesmo sobredito
<2. verbo Cucúna, semear, como também no verbo Cmjia, saber, em que deve-
e. riam ser as segundas pessoas do j)lural Cuna-énu t Ci((jia-énu; porém como
são difficeis de pronunciar, e de mau som, costumam por isso os abundos
tirar a ultima letra a do verbo, e lhe unem immediatamente o pronome
demonstrativo Emi, e pronunciam Cun-énu, semeae vós, Gí-énu, sabei vós.
Igualmente dos mesmos infinitos dos verbos se formam todos ps mais
tempos pelos seus dilferentes modos: forma-se o presente de qualquer dos
três modos indicativo, optativo e conjunctivo, do mesuio infinito, perdendo
este a primeira syllaba, que, segundo o que já dissemos, ha de ser Cu, ou
Co, ou Ca; e conforme a conjugação do verbo a que pertencer, ajuntando-
se-lhe o pronome inicial da Wimeira pessoa, que ha de ser, ou j>f</«, ou
^glii, ou Xí/ít; V. g., Emm^Èíja-andála , eu quero, Emmt^ghi-esámba, eu
rezo, Einmé^gu-cúna, eu semeio: são todas três primeiras pessoas do pre-
sente do indicativo dos verbos (7iíff»f/á/fl, querer, Cassdmba, rezar, e Cucúna,
semear: dissemos primeiras pessoas do indicativo, postoque também o se-
jam dos dois modos optativo e conjunctivo, precedendo ao pronome de-
monstrativo Emni^ partícula sé, a qual é tão essencial n'estes dois modos,
que sem ella o presente ou outro qualquer tempo não passa do indicativo;
postoque o futuro do conjunctivo seja exceptuado, como diremos em seu
logar: ora esta partícula condicional affirmativa, muitas vezes, por idiotis-
mo da lingua bunda, é negativa; por isso, todas as vezes que ella preceder
o pronome demonstrativo, é affirmativa; pelo contrario, quando este mes- ^„-.
mo pronome a preceder c negativa ; v. g., Sé émmjHfga-zóla, se eu amasse, ^^'^4^44-
ou que eu ame, é n'este exemplo a partícula 5/ condicional affirmativa;/
porem se disséssemos ÈmmQjé Nya-zóla; então a partícula sé é negativa:
eu não amo.
Sendo pois os pronomes iniciaes das primeiras pessoas de cada um dos
DA LLNfiUA BIJNUA. 23
tempos pelos seus diflerentes modos, ou Jfija, ou jj^ijhi, ou ^(ju conforme
a conjugação a que pertence o verbo, o que tudo já niosirámos em cada
uma das regras competentes; e sendo, como também" já dissemos, o pro-
nome inicial da segunda pessoa do singular Gn, o da terceira U, o da pri-
meira do plural Tu, o da segunda Nn, e finalmente o da terceira A, se-
gue-se que o pretérito perfeito de qualquer das três conjugações se forma
do infinito, que temos como raiz da formação de todos os tempos, perdendo
este a primeira syllaba, e mudando algumas vezes a ultima syJlaba de ca
em qu, outras vezes a ultima letra somente de a ení e, para se ibe unir
immediatamente a addição final que pede o verbo, que de ordinário é a
syllaba le, e raras vezes a syllaba ne, que somente se usa quando o verbo
terminar em na, ne, no e nn, e em todas as mais terminações usam da
final le; não obstante, deve-se advertir que varias vezes se dispensam os
abundes de pronunciarem estas finaes le e ne, e se contentam de fazer ter-
minar o verbo em a letra e, de sorte que toda a essência dos pretéritos per-
feitos a fazem consistir em ajuntar aos pronomes iniciaes um a demais;
portanto como o pronome inicial da primeira pessoa de lodosos pretéritos
perfeitos dos verbos abundos, sejam elles da primeira, segunda ou ter-
ceira conjugação, é sempre o ^(jhi-a, costumam os abundos pronuncia-lo
de tal forma, que nunca sôa o ^inicial, julga-se que será por causa de
fazer soar bera o a, que se acrescenta ao pronome inicial, e isto para guar-
darem a boa ordem, e-soni nas suas palavras; v. g., Ghi-à-banJué-Ic, te-
nho feito, primeira pessoa do pretérito perfeito do verbo Cubánéa, fazer,
onde claramente se vê verificado tudo quanto temos dito a respeito do
modo de formar o pretérito perfeito: vemos o pronome inicial com o roubo
da primeira letra iV, vemos que ao mesmo pronome se lhe segue immcdia-
lameute a letra a; vemos a troca das ultimas syllabas; a syllaba ti?, ou
outra final, quando é que se ha de mudar cm qu seguindo'se a \^gal e,
que em similhantes trocas é indispensável, e quando o verbo pede tão so-
mente a mudança da ultima letra era a letra e; vemos Lambem as sylíabas
finaes le e ne, que devem acompanhar o verbo cm todas as pessoas por
ambos os números; vemos finalmente como os abundos algumas vezes se
dispensam de pronunciar as ditas syllabas finaes le e ne, fazendo elles
consistir toda a essência do pretérito perfeito no pronome inicial GIn-a,Q
na terminação do verbo em a letra e.
O futuro, tanto do modo indicativo, como do optativo, se forma do in-
finito do verbo, precedido do pronome inicial, que é muitas vezes o mesmo
que o do presente, e outras vezes é o inicial do pretérito perfeito sem a le-
tra a, mas tão somente o Ghi, pois umas vezes soa a inicial f, outras ve-
zes não; á vista d'isto toda a essência do verbo futuro a fazem consistir
na partícula yza, que usam por final do verbo em todas as pessoas de am-
bos os números; esta partícula ou addição final yza vera do verbo Cuijza,
vir, com a qual costumam os abundos auxiliar os futuros de todos os ver-
bos, e até o do mesmo verbo Cuyza, como, v. g., pgu-yza-yza, eu virei,
Gu-yza-yza, tu virás, U-yza-yza^ (íWq virá, Tu-yza-yza, nós viremos, Nu-
yza-yza,yós vireis, A-yza-yza, elles virão. Porém deve-se advertir que tanto
na cidade de Loanda, como nas suas visinhanças já se tem introduzido o
costume de pronunciar o. verbo futuro sem a dita addição final yza; em
logar d'ella usam da partícula logo, que tem adoptado do portuguez, fa-
zendo-a preceder ao mesmo pronome inicial, como, v g., Loyo-ghi-yzo, eu
1^^-
<yti
t^-
24 GRAMMATICA
virei, Logo-gu-yza tu vireis, Logo-u-yza ellevirá, ele, onde se devem no-
tar duas cousas, a primeira é que não sôa no pronome inicial a letra ^ e
a segunda é que os abundes na primeira pessoa do verbo futuro se servem
indistinctamenle assim da inicial do presente, como da inicial do pretérito
perfeito sem o acrescentamento da letra o, á vista do que toda a essência
do futuro a fazem consistir na partícula Jogo, ou yza
No modo optativo os pronomes iniciaes e íinaes são os mesmos nuc re-
gem o indicativo em todos os seus tempos, com o acrescentamento da par-
tícula condicional sé, a qual tem o seu logar antes do pronome demonstra-
tivo, porque depois d'ellc faria o verbo negativo, e não seria a dita partí-
cula sígnal de modo optativo, como já mostrámos em outra regra: estes
mesmos pronomes ou addições são as que regem todo e qualquer tempo do
conjunclivo, excepto o futuro, que tem addições particulares, as quaes são
as seguintes pelas suas diíferentes pessoas em ambos os números; primeira
Quinghi, segunda Quiú, terceira Qiii; primeira Quiltu, segunda Quinit,
terceira Quiá; v. g., Quinghi-móna, quando eu vir. Ora esta addição da
primeira pessoa do singular muitas vezes perde a ultima syllaba, e isto é
conforme o verbo a que se ajunta, a íim de se guardar uma agradável pro-
nuncia, e haver um bom som nas palavras, circunistancias em que os
abundos se esmeram; v. g., EmmèQuin-ghía, quando eu for, onde clara-
mente se vê na addição o roubo da ultima syllaba ghi; Eié Quiú-uia, quando
tu fores. Una Qui-úia quando elle for; Eltu Quitú-ia, quando nós formos,
EnuQuim-ia, quando >ós fordes, Ana Quiá-ia, quando elles forem : deve-se
notar que nas três pesfoas do plural perde este verbo a letra inicial u, e
isto pelas rasões que já ponderámos, a fim. de se não perder o bom som nas
palavras.
O infinito presente impessoal não tem addição alguma, como v. g.,
Citzóla, amar, Pala Cuzóla, para amar.
O infinito presente pessoal tem as mesmas addições que o verbo cos-
tuma ter nos mais modos, com a differença de que o pronome demonstra-
tivo tem sempre o seu logar depois do verbo ; v. g. , j/dga-ciizóla émmi, amar í í^vW
eu, etc. ^
O infinito perfeito é auxiliado da partícula Amu, a qual não se sabe
d'onde traga a sua derivação, e só sim que deve sempre estar antes do
/ifr^f verbo; v. g., Amu-cuzola, ter amado; esta partícula pois não só auxilia o
pretérito do infinito como também alguns verbos passivos.
O futuro do infinito de qualquer verbo bundo é auxiliado de dois ver-
bos, que são o yerho Cuquinga, esperar, e o verbo Cnyza, vir: o primeiro
se:npre precede ao verbo, e por isso se tem como pronome ou addição ini-
cial, o segundo deve sempre estar depois do verbo; v. g , Quinghi cuzóla-
cuyza, quando houver de amar, onde claramente vemos o verbo Cuzola,
amar, entre os dois verbos Cuquinga, esperar, e Cuyza, vir.
O partícipio ou gerúndio indeclinável é auxiliado do verbo Cuquinga,
esperar, o qual porque faz as vezes de addição ou pronome inicial deve
sempre preceder o verbo; v. g , Quinghi-zóla, amando, Quinglii^éca, dor- "2.
mindo, Quinghi-hánáíi, fazendo, etc.
O partícipio ou gerúndio declínavel sempre é acompanhado cora uma
das três partículas Essa, Qucssa, Issa, e algumas vezes também Zéssa, as
quaes sempre são precedidas pelo mesmo verbo; v. g., Cazuel-éssOr o fal-
lador, Culauqii-êssa, o contador, Cussumb-issa, o vendedor, ele.
DA LI.\(iUA BUNDA. â5
Como em iodas as grammalicas uma das maiores difíiciildades é saber
c distinguir bem o numero das conjugações; e sendo na composição d'esta
muitos os embaraços que encontrámos, para com clareza e metliodo esta-
i)eiecermos regras suílicientes e bastantes para aplanarmos tão grande dif-
íiculdade, comtudo por estas mesmas regras passámos a conjugar, pelos
seus diíTerentes tempos e modos, um verbo pertencente a cada uma das
-^es conjugações, que poderão servir de grande soccorro para com facili-
tdade se conjugarem todos: postoque das tábuas que vão no fim d'esla se
poderá tirar grande utilidade.
DO VERBO CVnÁNGA, FAZER, DA PRIMEIRA CONJUGAÇÃO.
M0D1 INDICATIVO PRESKNTE
Biin.lo. » , , Porlu :;u'Z.
â Biin.lo. » ,,
^V^ Sumcro slaguhr. í-JmmP My^bánta Ku faço. /^
Eié-^uoánga . r. . Tu fazes
Vna U-hánqa .... Elle faz.
Numero plural. Etlii Tii-hímm . . . Nós fazemos.
Enu Au-báimi. . . Vós fazeis.
Ana Ahánm Ellcs fazem.
PllETERITO PERFEITO.
N. S. EmmP Ghi-a-han(jjj.é-le Eu fiz ou tenbo feito.
^ Eié Qu-a-han(pie-le Tu fizeste ou tens feito.
(Jna U-a-ban^ué-Ie . Elle fez ou tem feito.
N. P. Ettu Tu-a-banqiiéle Nós fizemos ou temos feito.
Em Nv-a-bamitéle Vós fizestes ou tendes feito.
Anu A-banauéfe Elles fizeratu ou lêem feito.
FITCHO.
N. S. Emmf]]tyi-banmhyza Eu farei ou hei de fazer.
j^ Eié Qu-banm-yza Tu farás ou has de fazer.
Una (J-bai^u-^za Elle fará ou ha de fazer.
N. P. Ettu Ti(-I)(fn^i(-yza Nós faremos ou havemos de fazer
EJnu Nu-bamíu-yza Vós fareis ou haveis de fazer.
Ana A-banm-yza Elles farão ou hão de fazer.
IMPERATIVO.
^ ^Ts^ GacAO! ÍéK%v6À» ^mVeiéM, Carece, f^ ^^ ■
^^JiánQd <2,^j^ Faze tu. *
U-banaue . A^tmet Faça elle.
N. P. Tu-bmqu-éttu Façamos nós.
cH^VWr Banm^nu , Fazei vós.
A-banque t\.* -.,4í Façam elles.
■a 6
$
20 GKVM.iiATif.A
MODO OPTATIVO =; CONJUNCT! VO PKESEME.
Bundo. Portuguer.
aiifX, N. S. S0 émmi''jfg4-bánea itct- • • Se eu fizesse ou que eu faça.
A St Eié^u-bánoaí Se tu fizesses ou que tu faça.^.
St UnaX'-bánái Se elle fizesse ou que elle hiça.
N. P. Se Eltu Tu-hánca Se nós fizéssemos ou que nos faai-
7 mos.
Se Enu Nu-hánqa Se vós fizésseis ou que vós façaes.
Se Ana A-bánoa. Se elles fizesseiu ou que elies íaçiim .
PBETEHITO PERFEITO.
N. S. iS"^ émmi Ghi-a-bonmiéíe . . , . Se eu fizera ou tivesse feito.
Se Eié 0ii-a-bnn^iYele Se tu fizeras ou tivesses feito.
Se Una U-a-ban^iiéle Se elle fizera ou tivesse feito.
N. P. Ettu Tu-a-banijnéle Se nós fizéramos ou tivéssemos feito.
Se Enu Nu-a^banméle Se vós fizéreis ou tivésseis feito.
Se Ana A-banguéfe Se elles fizeram ou tivessem íeiío.
FDTruo miMEino
Cj A • N. S. Se émniF ^(j4-banqu-yza .|iet Se eu fizer ou tiver feito.
,i Se Eié pH-bdngu-ifzc. ... . Se tu fizeres ou tiveres feito.
Se Ena U-ban^u-yza Se elle fizer ou tiver feito.
N. P. Se Ettu Tu-bãnqu-yza Se nós fizermos ou tivermos feilo.
Se Enu Nu-bamu-yza Se vós fizerdes ou tiverdes feito.
Se Ana A-han^-yza Se elles fizerem ou tiverem feito.
FCTOBO SEGUNDO.
N. S. Quínghi-bánga Quando eu tiver feito.
QuiArbáiua^. tki, Quando tu tiveres feito.
Quifbánp,.. . .\j^j Quando elle tiver feito.
N. P. Qmtlu-hánca Quando nós tivermos feito.
Quinu-bánfia Quando vós tiverdes feito.
Quia-bánm Quando elles tiverem feito.
•
I?;riMTO PRESENTE líirESSOAL.
Cubáma Fazer.
INFINITO PRESE.NTE PESSOAL.
N. S. ^(ja-cubán^i émmã. Fazer eu.
^ 0u-Cubún^a Eié Fazeres tu.
U-Cubánúa-Una Fazer elle.
N. P. Tu-Cubança Ettu Fazermos nós.
Nu-Cubánça Enu Fazerdes vós.
A-Cubánça Ana Fazerem elles.
4^
DA língua bunda. 27
I.NFIMTis PK LTEUnO.
Bundo. Portuguez.
Amu-Cuhánca Ter feito.
INFINITO FCTUItO.
N. S. FmmP Quínghi-Cubánca-yza Quando eu houver de fazer.
■i^ Eié Qni^'Cabáriça-yzá Quando tu houveres de fazer.
- JJna Qui^Cuhánm-yza. . oa^ Quando ellc houver de fazer.
N. P. Ettu Qmftu-Cuoán^a-yza . . . Quando nós houvermos de fazer.
Enu Qiúnn-Cuháhca-yza . . . Quando vós houverdes de fazer.
Ana Quiá-Cubánm-yza .... Quando elles houverem de fazer.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quinghi-bánça Fazendo.
PARTICIPIO DECLINAVEL.
Cubanqu-éssa O que houver de fazer ou tiver feito.
no VERBO CUCINÀ, SEMEIAR, DA SEGUNDA CONJUGAÇÃO.
MODO INDICATIVO PRESENTE.
N. S. EmmP ^ghi-cúna Eu semeio.
^ Eie j0u-cúna Tu semeias.
Una U-cúna Elie semeia.
N. P. Ettu Tu-cúna Nós semeiâmos.
Enu Nu-cúna Vós seuieiaes.
Ana A-cúna Elles semeiam.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emm0 fihi-a-cunè-ne Eu semciei ou tenho seraeiado.
^ Eié ^u-a-cuné-ne Tu semeiasle ou tens semeiado.
Una U-a-cuné-ne Eile senieiou ou tem semeiado.
N. P. Ettu Tu-a-cuné-ne Nós semeiâmos ou temos semeiado.
Enu Nu-a-cuné-ne Vós senieiastes ou tendes semeiado.
Anna A-cuné-ne Elles semeiaram ou tèem seraeiado.
FCTURO
N. S. Emmkfighi-cúna-yza Eu semeiarei ou hei de seraeiar.
^ Eié flU'CÚna-yza Tu semeiarás ou has de semeiar.
Una U-cúna-yza Elle semeiará ou ha de semeiar.
N. P. Ettu Tu-cúna-yza Nós semeiaremos ou havemos de se-
meiar.
• 6
o
■fcèx^
28 GllAMM ATIÇA
Bundo. Portii^uez.
N. P. Enu Nu-cúna-yza Vóssemeiareisouliaveisdesenieiar.
Ana A-cúna-yza Elles seraeiarão ou hão de senieiar.
IMPERATIVO.
N. S. Carece P.4^vt^.. 4á*«im4» . . Carece, ^^^i-****^ e^^^-
Cwna ..a.<^t* Semeia. "^IJL-
U-cúna. . 4<^\yvyív Semeie elie.
N. P. Tu-cun-éttu Semeiemos nós.
^'KiA. Cun-énu Semeiae vós.
A-cúne . j-.'.. .i\ Semeiem ellcs.
MODO OPTATIVO E CONJUNCTIVO PHESENTE.
N. S. Se Emmi' ])tghi-cúna Se eu semeiasse ou que semeie.
^ Se Eié fíu'-cÚ7ia Se tu semeiasses ou que semeies.
Se Una U-cúna Se elie semeiassc ou que semeie.
>j. P. Se Ettu Tu-cúna Se nós semeiassemos ou que semei-
emos.
Se Enu Nu-cúna. Se vós semeiasseis ou que semeieis.
Se Ana A-cúna Se elles semeiassem ou que semeiem.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se EmmfGlii-a-cuné-ne Sé eu semeiára ou tivesse semeiado.
^ Se Eié ^lí-a-cuné-ne Se tu semeiáras ou tivesses semeiado.
Se Una U-a-cuné-ne Se elie semeiára ou livessesemeiado.
N. P. Se Ettu Tu-a-cuné-ne Se nós semeiáramos ou tivéssemos
semeiado.
Se Enu Nu-a-cuné-ne Se vós semjeiareis ou tivésseis se-
meiado.
Se xina A-cuné-ne Se elles semeiaram ou tivessem se-
meiado.
FDTURO PRIMKIRO.
N. S. Se Emmtjttjh-cúna-yza ... Sc eu scmeiar ou tiver semeiado.
j- Se Eié ^u-cúna-yza Se tu semeiares ou tiveres semeiado.
Se Una U-cúna-yza Se elie semeiar ou tiver semeiado.
N. P. Se Ettu Tu-cúna-yza Se nós semeiarmos ou tivermos se-
meiado.
Se Enu Nu-cúna-yza Se vós semeiardes ou tiverdes se-
meiado.
Se Ana A-cúna-yza Se elles semeiarem ou tiverem se-
meiado.
FUTURO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quinghi-cúna Quando eu semeiar.
DA LINGDA BUNDA. 21)
Bundo. PortugueJt.
N. S. Eié Quif-cúna. . . .<U<U Qiiando tu semeiares.
Una Quifcúna. . . .\A* Quando elle semeiar.
N. P. Ellu Quiltu-cúna Quando nós semeiarmos. ^
Enu Quinu-cmia Quando vós seraeiardes.
Anna Quia-cúna Quando elles seraeiarem.
INFIMTo/ IMPESSOAL. M^tt-JJ . '^
Cucúna '. . Semeiar. '
PRESENTE DO INFINITO PESSOAL.
N. S. Éghi-cucúna Emm^ Semeiar eu.
j^ Éu-cucima Eié Semeiares tu.
IJ-cncúna Una Semeiar elle.
N. P. Tu-cucúna Ettu Semeiarmos nós.
Nu-cucúna Enu Semeiardes vós.
A-cucúna Ana Semeiarem elles.
PRETÉRITO DO INFINITO.
Amu-cuciina Ter semeiado.
FCTCRO DO INFINITO.
N. S. Quinghi-cucúna-yza Quando eu houver de semeiar.
Eié Quiu-citcúna-yza Quando tu houveres de semeiar.
A. Una Qii0cucúna-yza Quando elle houver de semeiar.
N. P. Ettu Quitlu-cucúna-yza Quando nós houvermos de semeiar.
Enu Quinu-cucúna-yza Quando vós houverdes de semeiar.
Ana Quia-cucúna-yza Quando elles houverem de semeiar.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quiàghi-cúna Semeiando.
PARTICIPIO DECLINAVEL.
Cucun-éssa O que semeiar ou houver de semeiar .
DO VERBO BUNDO CUTÚMA, MANDAR, DA TERCEIRA CONJUGAÇÃO.
MODO INDICATIVO PRESENTE.
N. S. Emm^^(jj^túmu Eu mando.
CU Eié Éu-túmu Tu mandas.
Una U-túmu Elle manda.
N. P. Ettu Tu-túmu Nós mandámos.
30 G!L\ MM ATIÇA
Bundo. Portuguez.
N. P. £nu Nu-túmu Vós raandaes.
Ana A-túmu Elles mandam.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Enimt Ghi-a-túme Eu mandei ou tenho mandado.
.^. Eié 0u-a-túme Tu mandaste ou tens mandado.
Una U-a-túme Elle mandou ou tem mandado.
N. P. Ettii Tii-a-túme Nós mandámos ou temos mandado.
Enu yu-a-túnie Vós mandastes ou tendes mandado.
Ana A-túme. Elles mandaram ou tèem mandado.
FOTURO.
N. S. EmmP Sgí-túmn-yza Eu mandarei ou liei de mandar.
/ Eié Gn-túma-yza Tu mandarás ou has de mandar.
■^ Una U-túma-yza Elle mandará ou ha de -mandar.
N. P. Ettu Tu-túma-yza Nós mandaremos ou havemos de
mandar.
Enu Nii-túma-yza Vós mandareis ou haveis de man-
dar.
Ana A-túma-yza Elles mandarão ou hão de mandar.
IMPERATIVO.
^^,,,^^ Túma . ^AJ»^ . . ./ Manda. t«X<,
U-túme. . >,». aa^ív Mande elle.
N. P, Tu-tum-éttu Mandemos nós.
i^YÂ^ Tum-énu ^ Mandae vós.
A-túme. :ã:.',v«u Mandem elles.
OPTATIVO E CONJUNCTIVO PRESENTE.
N. S. Se Emnw N^-túmu Se eu mandasse ou que eu mande.
Se Eié 0U'túmu Se tu mandasses ou que tu mandes.
Se Una U-túmu Se elle mandasse ou que elle mande.
N. P. Se Ettu Tu-túmu Se nós mandássemos ou que nós
mandemos.
Se Enu Nu-túmu Se vós mandásseis ou que vós man-
deis.
Se Ana A-túmu Se elles mandassem ou que elles
mandem.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se EmmitGhi-a-túme Se eu mandara ou tivesse mandado.
^ Se Eié fiu-a-túme Se tu mandaras ou tivesses manda-
P ^ do.
DA LI^GUA BDNDA. 31
Bundo. Porluguez.
N. S. Se Unu U-a-túme Se elle raandára ou tivesse man-
dado.
N. P. Se Ettu Tu-a-túme Se nós mandáramos on tivéssemos
mandado.
Se Enu Nu-a-túme Se vós mandareis, ou tivésseis man-
dado.
Se Ana A-túme Se elles mandaram ou tivessem man-
dado.
FDTUBO PRIMEIRO.
' N. S. Se Emm^JSfu-túmu-yza. ... Se eu houver de mandar.
Se Eié Êii-túmu-yza Se tu houveres de mandar.
Se Una U-túmu-yza Se elle houver de mandar.
N. P. Se Ettu Tu-túmu-yza Se nós houvermos de mandar.
Se Enu Nu-túmn-yza Se vós houverdes de mandar.
Se Ana A-túmu-yza Se elles houverem de mandar.
FCTURO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quinghi-tiima Quando eu houver de mandar.
^4^, Eié Quif-túma Quando tu houveres de mandar.
\/» Una Qui-ftúma Quando elle houver de mandar.
N. P. Ettu Quittu-túma Quando nós houvermos de mandar.
Enu (Juinu-túma Quando vós houverdes de mandar.
Ana Quia-túma Quando elles houverem de mandar.
INFINITO IMPESSO.V-L.
Cutúmu Mandar.
I.NFIMTO PESSOAL.
► N. S. M^i-cntúma Emmi Mandar eu.
^ tíu-cutúma Eie Mandares tu.
U-cutúma Una Mandar elle.
N. P. Tu-cutúma Ettu Mandai mos cós.
Nu-cutúma Enu Mandardes vós.
A-cutúma Ana Mandarem elles.
PRETEBITO DO INFINITO.
Amu-cutnma Ter mandado.
FDTORO UO INFINITO.
N. S. Emini Quinghi-cutúma-yza . Quando eu houver de mandar.
^^ Eié Qui^-cutúma-yza Quando tu houveres de mandar.
(}(^ Una Quikulúma-yza Qu-indo elle houver de mandar.
í/
32 GRAM.MATICA
Bundo. Portiiguez.
N. P. Eitu Quittu-cutúma-yza . . . . Quando nós houvermos de mandar.
Enu Quinn-cutúma-yza .... Quando vós houverdes de mandar.
Ana Quiá-cutúma-yza Quando elles houverem de mandar.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quinghi-túma Mandando.
PAUTICIPIO DECLINAVEL.
Cutum-íssa O que houver de mandar ou o (jue
manda.
Estes pois são os exemplares de cada uma das três conjugações, á simi-
Ihança dos quaes se devem conjugar lodos os mais verhos a bundos; posto
(|ue alguns verhos abundos se dilTerençam nas suas conjugações, comtudo
nós os consideramos mais como verbos irregulares, e não como que per-
tençam ou formem quarta conjugação. Um d'ostos verhos irregulares é o
verbo bundo Cuabéla, que signiíica gostar de alguma cousa ou pessoa, isto
é, receber gosto e prazer cora ella. Advirta-se porém que quando se falia
de goslar da comida, se deve usar o verbo bundo Cnffúla, que é regular.
A conjugação do verbo Cuabéla c a seguinte:
CONJUGAÇÃO DO VERBO BUNDO IRREGULAR CUABÉLA, GOSTAR.
MODO INDICATIVO PRESENTE.
Bundo. Portiiguez.
iN. S. Emmi Çiiingm^^uahéla Eu gosto.
Eié Quiácú-uhéla Tu gostas.
Una Quiámu-abéla Elle gosla.
N. P. Ettu Quiàttu-ahéla Nós gostámos.
Enu Quiánu-abéla Vós gostaes.
Ana Quiàfíu-abéla Elles gostam.
.-»'■<
PRETEUITO PERFEITO.
Êu/fit' ^' ^' ^"""* Quinmuffiiabéle. vi,.
■^*^ " Eié Quiácu-fuabéle. . .)U,^
Una Quiámu-iuabéle. . tv,
N . P. Ettu Quiáttu-abéle ,v^\
Enu Quiánu-abéle .... ív .
Ana Quiáêu-abéle .... 4^.
Eu gostei ou tenho gostado.
Tu gostaste ou tens gostado.
Elle gostou ou tem gostado.
Nós gostámos ou temos gostado.
Vós gostastes ou tendes gostado.
Elles gostaram ou têem gostado.
FUTURO.
N. S. Emmi Quínàá-abéla-yza. ... Eu gostarei ou hei de gostar.
^ Eié Quiácufabéla-yza Tu gostarás ou has de gostar.
* Una Quiámu-abéla-yza Elle gostará ou ha de gostar.
DA língua bunda. 33
Bundo. PortUi:j;iiez.
N. P. Ettu Quiáttvrdbéla-yza Nós gostaremos ou havemos degos-
' tar.
Eiiu Quiánu-abéla-yza Vós gostareis ou haveis de gostar.
Ana Quiágu-abéla-yza Elles gostarão ou hão de gostar.
IMPERATIVO.
UmML Carece. í^*^^ ^^"
,'í
^<á^h&S. Gwece.
^/^ K Qufcu-fibéle. . . .;../,'.<* Gosta tu>"
^ l/t Químu-Ubéle Goste elie.
/A N. P. Quittu-^béle éttu. .......... Gostemos nós.
l\ Quínu-tibéle Gostae vós.
Quiá^u-abéle Gostem elles.
■VS!»
MODO OPTATIVO E CONJUNCTIVO PRESENTE
s-V
N. S. Se EmmfQiií]/ígm-fuabéla. . Se eu gostasse ou que goste.
Se Eié Quícujabéla Se tu gostasses ou que gostes.
Se Una Quimu-hbéla Se elle gostasse ou que goste.
Se Ettu Quitiipbéla Se nós gostássemos ou que gostemos
l^t Se Enii Quinu-fibéla Se vós gostásseis ou que gosteis.
Se Ana Quiáéu-abéla Se elles gostassem ou que gostem.
N,^,
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se EmmPQuímm-^uabéle ... Se eu gostara ou tivesse gostado.
Se Eié Quiácu-0abéle Se tu gostaras ou tivesses gostado.
Se Enu Quiámu-èuabéle. . , . Se elle gostara ou tivesse gostado.
N. P. Se Ettu Quiáttu-mahéle Se nós gostáramos ou tivéssemos gos-
' tado
Se Enu Quiánu-âuabéle Se vós gostáreis ou tivésseis gostado.
çt Se Ana Quiá-ijuabéle Se elles gostaram ou tivessem gos-
^ tado.
FUTURO PRIMEIRO.
Se eu gostar ou tiver gostado.
Íh-^C- N. S. Se EmmPQuimti ^uabéla-yza
' t/U Se Eié Quiáeu-pbéla-yza. ...
/jA^ Se Una Quiámu-fabéla-yza. . . Se elle gostar ou tiver gostado.
Se tu gostares ou tiveres costado.
N. P. Se Ettu Quiáttu-abéla-yza. . . Se nós gostarmos ou tivermos gos-
tado.
ÍV Se Enu Quiámiyabéla-yza. . . Se vós gostardes ou tiverdes gostado.
áj. Se Ana Quiáiu-abéla-yza. . . Se elles gostarem ou tiverem gostado
FUTURO SEGU.NDO.
N. S. Einmf Qui-qui^i-àuabéla . Quando eu gostar.
mm-érmbéfa
i/ Eié Qui-£um-^fmbéla Quando tu gostares
Una Qm-qui-tnabéla Quando elle gostar.
34 GBAMMATICA.
Blindo. Portuguez.
N. P. Ettu Qui-quiUu-guabéla. .. . Quando nós gostarmos.
Enu Qui-quínu-^uabéla . . . . Quando vós gostardes.
Ana Qui-quiá-gnahéla Quando elles gostarem.
INFINITO IMPESSOAL.
H- duabéla Gostar.
PRESENTE DO INFINITO PESSOAL.
N. S. Qui^qkii-^uabéla Emmil, . . . Gostar eu.
Quícu-fuabéla Eié Gostares tu.
Quimii-fuabéla Una Gostar elle.
N. P. Quittu-^uabcla Ettu Gostarmos nós.
Qiiinu-ifuabéla Enu Gostardes vós.
-cuabéla Ana Gostarem elles.
Quiáaf-
PBETERITO DO INFINITO,
i'ámu-cuabéla Ter gostado.
FUTURO DO INFINITO.
N. S. Emmi Quincu-cuabéla-jza.
Eié Quiácu-cuabéla-yza .
Una Quiámu-cuabéla-yza
N. P. Ettu Quiáttu-cuabéla-^jza
Enu Quiánu-cuabela-yza
Ana Quiágu-cuabela-yza
Quando eu houver de gostar.
Quando tu houveres de gostar.
Quando elle houver de gostar.
Quando nós houvermos de gostar.
Quando vós houverdes de gostar.
Quando elles houverem de gostar.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Ci_ Qui-«immqU-^béla Gostando.
PARTICIPIO DECLINAVEL.
U- Çiiabel-éssa O que gosta ou houver de gostar.
Fazem os abundos o verbo affirmativo negativo pondo entre o pronome
demonstrativo e o verbo a partícula se; v. g., Emmi se liga-bánca, eu não
faço, primeira pessoa do presente do indicativo do venDo Cubdàwa, fazer,
o qual, de affirmativo que é, passa a negativo com aposição daT)articula
se entre si e o pronome demonstrativo Emnii^, isto em quanto ao modo in-
dicativo, por todos os seus tempos e pessoas; pelo que respeita aos tempos
do modo optativo e conjunctivo, é necessário que o verbo, que de affirma-
tivo passa a negativo, alem da partícula se entre si e o pronome demons-
trativo, tenha outra antes do mesmo pronome; v. g.. Se émmi se íqa-bánja,
se eu não fizesse, presente do optativo e conjunctivo do verbo Cubánmf\à-
zer, o qual, de affirmativo queé, passa a negativo pelas ra.sõespondíradas.
DA língua bunda. 35
Ainda de uma outra maneira fazem negativo o verbo affirmativo, e é
unindo o infinito do verbo affirmativo a toda e qualquer pessoa de qual-
quer tempo e modo do verbo negativo /««/«?', ncão querer; v. g., Jífgu-dmi ^
Cubánaa, não quero fazer; Gué Ciibáncd, não queres fazer; Guá Cubánía,
não q^ner fazer; Gnéltu Cubáma, não queremos fazer; Giiénu Cubánça, *não
quereis fazer; Agua Cubánpifmo querem fazer; e assim por todos 'os mais
tempos e modos, em cujo exemplo se vô verificada a regra acima, por isso
que o verbo Cubán0a, postoque seja affirmativo, comtudo, unido ao verbo
^ tíkámi, que signiffca não querer, faz com que se converta em negativo.
/T Torém é necessário advertir, que o infinito do verbo, que de affirmativo -
^ passa a negativo, nunca principia pelasyllaba^if, como mostrámos em ou- .
tra regra, mas sim pela syllaba /^: ora esta troca da syllaba Çn era j^a é ;■ ,, . j
J^^/^ só por si signal de que o verbo infinito, postoque seja com a syllaba Cu af- "^
['■ firmativo, se deve considerar com a syllaba yra com significação de nega-
tivo, eisto inviolavelmente; como tanibem em muitos verbos, fazerem se- ^
guir á sobredita syllaba $a a syllaba qui; v. g., 0á-qui-bánga , não fazer
^a-qui-móna, T]ão\ev;€a-qui-richii(i, não C(i\&v; ui-qui-zUélá, nãofallar;
'^'Qi-qui-zolá, não amar^ Ça-qui-lengá, não fugir, ctc.
^ Finalmente o verbo ffflQrmativo bundo passa a verbo negativo, unindo-
Ihe as ultimas duas syllabas doxerhoCuámi, não querer, e perdendo o af-
firmativo o a final, couio, v . g., ^ga^anq-á-mi, não faço; Glii-a-banauel-
ámi, não fiz; ^ga-bamámi-yza, não farei, primeiras pessoas do presente,
- pretérito e futuro dombo CubáriM, fazer, o qual, de affirmativo que é, se
converte em negativo com o peroimento da leira final, e acrescentamento
das ultimas duas syllabas do verbo Cudmi, não querer; isto, emquanto ás
primeiras pessoas do presente, pret^ito e futuro ; emquanto ás demais pes-
soas, se o verbo affirmativo que passou a negativo é interrogativo, tudo
que toma do verbo negativo J^íír/»»' deve estar antes d'elle, e não depois;
quando pelo contrario, se o ?erbo não passou a interrogativo, então, em
todas as segundas pessoas do singular e plural, segue a primeira do pre-
sente indicativo, e as terceiras pessoas do singular e plural seguem o mesmo
systema do interrogativo, como muitas vezes na primeira j-iessoa do plural
tem antes de si tudo quanto toma do nc gixúv o Ciiámi; v. g., Gué-Gubânm,
não queres fazer; Gubai^ué, não fazes; Guá-Uo(in(ia, não quer fazer; Gliá-
Ç^ Ubánca, não faz; Guéttê-Èubánm ou TubánGa-gué^u, não fazemos; Guénu-
Nubánaa, não quereis fazer ; Niwánça-y(f€n1i, não fazeis ; A(juá-Abánja, não
quereíti fazer; Aguá-Abánm, não^fazem. ' ^
É certo que a particula_^t acompanha e serve de final á segunda pes- y
soa do singular do imperatm^c algumas vezes á do plural do mesmo modo; ''
porém os abundos usam frequentemente d'ella, principalmente quando
querem explicar a promptidão e presteza de alguma cousa; v. g., Jiculu-
cu, abre já, abre sem demora; d'onde, quando não exigem pressa, dizem
tão somente Jicúla, abre, segunda pessoa do imperativo do verbo Cujicúla,
abrir; Jicá-cu, fecha já, fecha sem demora, segunda pessoa do imperativo
do verbo Cujica, fechar. Ora, se a pessoa que manda abrir ou fechar falia
a muitos, então ainda depois á sobredita partícula acrescenta o pronome
demonstrativo £nu, vós, e diz assim: Jicula-cu-énu, abri já, abri sem de-
^ mora; Jica-cu-énu, fechae já, fechae sem demora. Quando pois despedem
C. qualquer pessoa, costumam dizer: DaÁóccu, vae-te embora; Detióccu, ide- '*'^
vos embora, segundas pessoas, tanto ao singular, como do plural doimpe-
7 *
36 GHAMMATICA
rativo do yerho Cuia, ir. Deve-se advertir que é próprio d'este verbo levar
sempre o pronome demonstrativo antes daparticula Cu, como se vê nos so-
breditos exemplos, que em cada um d'elles não ha do verbo mais que a
primeira syllaba Da; a syllaba io, que se segue, faz as vezes do pronome
demonstrativo Eié, tu, e por causa da má pronunciação lhe roubam o pri-
meiro ^, e o segundo o trocam cm o, e fazendo começar a sobredita partí-
cula por dois cc, o que tudo se vê praticado nos exemplos.
DEGIiMA PRIMEIRA ORSERVAÇÃO.
DA PREPOSIÇÃO.
Preposição é a segunda espécie de partícula, a qual na oração se
costuma antepor ao nome e ao verbo, e mais ordinariamente ao nome,
para mostrar o caso em que deve estar; v, g., as que regem genilivo»
são as seguintes:
Bundo. Portuguez. ^^^
; ^ Cupólu Antes. e^-^t^i^t^tM^
i /, Curima Atraz. ^
' '-^y Imu. .... .... .i?.0 Dentro. ^-íg.^í*#w -^■«-^'«X'^-'
/ ''f ^- Bucánca Fora.
As que regem accusativo:
Pala ., Para.
Caci^ . .M-i^''^ Entre.
CuUándu Sobre.
Bupólu Perante.
As preposições A e iVf regem o dativo, como, por exemplo, iáfínéiáfi, t^ n>
dois a dois. Adita preposição iVí'rege também algumas vezes accusativo e
outras vezes ablativo ; por exemplo, Petéro n(,Paúlu, Pedro e Paulo ; Uabita
"^f, Petéro n^ ptému, passou Pedro com a enchada.
Outras preposições finalmente regem o ablativo, como são Comóchi, Mu ut
V(_: e Bu; v. g., Comóchi niFúlla, junto com Francisco; Mu túllo, no peito;
Bu Mútne, na cabeça, rjí-tw (ÍM.* ■v^iaJ.k.^.C
DECIMA SEGUNDA ORSERVAÇÃO.
DO ADVERBIO.
Adverbio é a partícula que se junta ao verbo e algumas vezes também
;• ao nome, para lhe determinar ou modificar a sua significação; v. g., Quin-
9m. ^fttjrfuabéla quidvulue^úmo muito; onde o adverbio j^um^MÍ/niuito deter- U^
ij mina e augraenta respectivamente a significação do verbo Quínqui-^iabéla, *
estimo. Di vide-se o adverbio em affirmati vo e negativo : aífirmanvo e aquelle
pelo qual aflRrmâmos alguma cousa; v. g. :
DA língua bunda.
37
Bundo. Porluguea.
Chim , Sim. v^ v
^ .-^ Quitiquiaquífi.^^x Verdadeiramente. --40 O^^ít. l -cA^ i^r^
9^ ,..^ &kiamuéne O mesmo.
Abba Pois. .^
Quimuéne Assim. cX/á' /^i-^: *'*'*'^"^
Negativo é aquelle pelo qual negamos alguma cousa ; v. g. :
Quiquiá Nunca.
Macutumé Mentirosamente.
Cana Não. r* f '. • r .. >
Cachicané Absolutamente não. a-vo^ ^^'-^ ■^^'^
itÀ/^ ^m^ Ainda.
/' B^imé^lúa Ainda não.
■(y " . Manhi'f\,\^ Não sei.
{} i Qvjpnhé Não é.
Os dois últimos, na lingua bunda, não são verbos; é verdade que
a significação do adverbio Manhíhé não sei, porém o verbo bundo que
significa não sei, é ^ghi-giámi, e Manhíf-nãiO é nem nome, nem verbo.
Igualmente o adverbio Quenhé parece ser' uma palavra do verbo Sum,
es, fui, cujo verbo os abundes não têem, como já se mostrou em outro
logar.
Divide-se mais o adverbio em demonstrativo e local. Demonstrativo é
aquelle que mostra alguma cousa; v. g.:
f . Bundo. Portuguea.
Cuna^SàS^ Ali . UXC ê -
Múmu Apàii^i i ' ^£.4W'<*A^V
Cubimdóccu D'esta parle.
Conguéna Da outra banda.
u. Cuband<l!,^amuqiiá Da outra parte.
A' Cubandúcúna D'aquella parte, ^ *
^ Banducúna Attr , >y , , / CU f.€.^,
Banduqiiéngui Em qualquer parte.
Local é aquelle que mostra o logar em que alguém ou alguma cousa
está; V. g. :
Wfi»'*^ Bomuéne. .W.W.WV.'.'..'. Arhf.C^^/#-«^**#^'>i'^
Cunacúna Ali, QÁA^
^^tem^mif^. . .g, 4i Até aqui.
"-^"^ Cuttándu Acima. í.v^ $4,„>y*«..f»
Caluigi Abaixo. »
• Também se divide em adverbio de tempo, de quantidade e de interro-
gação. O de tempo é o que mostra a occasião ou tempo em que alguma
cousa foi feita; v. g. :
/
38 GRAMMATICA
Bundo. Portuguez.
Lélu Hoje.
Cameneméne J)e manhã cedo.
]Vnolócé'i De tarde.
maga . . '^^ Honteiii.
"% Mafarína. . ,,', Aoteliontem.
t^ Masafinacclnu . .i;;,' Desde antehontera.
^ Múngu. . J.. Amanhã.
Muncjurina . íC . • • Depois de amanhã.
Mimcjuf-inacchiu. íf^ D'afiui a três dias, etc.
O de quantidade é o que mostra a quantidade em alguma cousa; v. g. :
latúl.. Pouco.
^AvúL Muito.
Jtínpii . . ./ Mais.
Qmaténa Bastantemente.
:/ Quiaiála Plenamente.
Quifúchi Innumeravelmente.
O de interrogação é aquelle pelo qual perguntámos alguma cousa ; v. g. :
-J
H'i A^, Que. -o
- fíi yuámbe Que diz. Ç ^ 7
Quejòi..... Onde. ' < 6 ^-t^t^^,
çLÀr - Bándu quéi)} Em que parte. ^
Ih'h'i ;; . . . .'. ;•. Quem é.
Wináhi Que tens.
Qidcúce'i , .^ Quanto.
Quittangána cuc^j^ Em que tempo.
Bate Porque.
Jtgahím Em que maneira.
Divide-se ultimamente em adverbio de qualidade; v. g. :
Q'uiambót4^ Bellamente.
r :, Qujhiba De má mente.
Quiachiri .... vjíujamente.
Quiazéle Limpamente.
Quiób t:, Novamente.
Quiucúlu Antigamente.
DECIMA TERCEIRA OBSERVAÇÃO.
DA CONJUNCÇÃO.
Conjuncção é uma partícula que era si nada significa, mas na oração
serve para unir e juntar entre si as partes de que ella se compõe, para sua
perfeita composição.
DA língua bunda. 39
Divi(le-se em copiilativo, disjuncliva, causal e coiKlicional.
Copulativa é a partícula ISe; v. g., Emmfne Eié lúia c^móchi, cu e lu U^
vamos juntos.
Disjunctiva é a partícula Ou e 5*'; v. g., Fúlla ou Petéro, Francisco ou
li/ Pedro: Fúlla s^ (^ Petéro, Francisco sem o Pedro.
Causal é; v. g., Bate, porque, Abba, pois, Abbacána, pois não.
Condicional é; v. g., Se émmC, l^gU-ia cuttdndu Jj/^ghi-béca-tjza múmu
fOL céjindándujámi, se eu for para cima trarei aqui os meus parentes.
DECIMA QUARTA OBSERVAÇÃO.
DA INTERJEIÇÃO.
Interjeição, segundo a opinião de alguns grammaticos, é a partícula ou
voz indeclinável breve e curta, que declara ou manifesta as varias paixões *
da nossa alma, como amor, ódio, etc. ,
C/ De dor. Ai^iié, ai; Aimímim, ai de mim; Mametfvdné, ai minha raãc; ^j^'
n.' Tàléttuáué, ai meu pae; Ijfgána ^uéttu^ué, ai »«« senhor, etc. '-^--^víf ^^j^
/ De repugnância. A^ná, não me apertem; AmbuláchiáQhQm-me; AJiá- '^^<-^,. '^***"
háhquifjílla, não se faz, é preceito; Quicóla, cousa que não se faz; Çahiba,â ' «^■*<-^<^
cousa má, cousa feia. Ji s ^'''-c
De incitar, ^dócu, vamos já; ^dócu, marchemos já; mlócu q'uiáéu,
vamos a isto, etc.
y[. De pedir soccorro. CuSlénu, acudam-me; Cu^ilénu muSfgilla, acudam
/^ no caminho; CuiMlénu fglii-ffaa dué, acudam-me que morro.
De espanto, mammé, Mammé, Mammé, ai, ai, ai, etc.
De suspender. Qidnga^CJuóçliio, espera um pouco; Quinga Káne[i,
espera ainda; Imana Kán^i, suspende ainda. J
De calar. Cliihié, cah fChiéiénu, calei, ele.
• De chamar. Costumam os abundos quando chamam por alguma pessoa
pôr antes do nome a letra e; v. g., e Fúlla, e Francisco; quando porém o
Francisco não responde, e querem que venha e responda immediatamente,
costumam pôr o tal í que fazem preceder ao nome, no fim do mesmo nome
e em logar da ultima letra; v. g., Fullé com o accento agudo; e^Bála /
Bala, Bale, e'Bernardo, é Bernardo, Bernardo e': e Maria, e Maria, Ma-
rié, e' Maria, e' Maria, Maria ^. Chamam pois o seu porquinho, grilando
por eile 3Iá, Má, Má, Má; os caos os chamam Chiba, Chita, Chim, Chita.
De alegria. Quiguá, Qitigiiá, Quiguá, viva, viva, viva: é costume entre
os abundos applaudirem assim a chegada dosgovernadorcsa Loanda, por-
que com estes lermos mostram o seu contentamento e alegria, de maneira
que um prelo dos mais anciãos diz a todos os pretos que se acham presen-
tes: ^guvulcttii U-abic(ile, coléna óssu, chegou o nosso governador, gritae
todos viva, viva, viva' Quiguá, Quiguá, Quiguá, e com esta gritaria o
acompanham alé palácio.
De despedida. Nas suas despedidas usam os abundos dos lermos Chalé ny
e Daié : aquelle que se retira diz Chalé Cambfífiámi, fica, meu amigo ; Chalé ^^^
^^ n^Zámbi, liça com Deus: e aquelle de quem se despede, responde Dáir
<^Cambapámi, vae, meu amigo; Daié v^Zámbi, vae com Deus.
í
40 GRAM.MATICA
DIVERSAS CONJUGAÇÕES DE VERBOS ABCNDOS.
Para melhor conhecimento dos verbos abundes se acrescentam aqui al-
guns que servem de illuslração.
DO VERBO BUNDO CUSÚBA, ACABAR.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO,
IjUIuIo Portugnez
N. S. Emuit $^-súba Eii acabo.
Eié 0u-súba Tu acabas.
U7ia U-súba Elle acaba.
'^^V.fEtii Tu-súba Nós acabámos.
\ 'Enu Nu-súba Vós acabaes.
': Ana A-súba Elles acabam.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. EmmfGhi-a-subile Eu acabei ou tenho acabado.
C Eié 0n-a-subile Tu acabaste ou tens acabado.
Ihia U-a-suhile Elle acabou ou tem acabado.
N. P. Eitu Tii-a-subíle Nós acabámos ou temos acabado.
Enu Nu-a-subile Vós acabastes ou tendes acabado.
Ana A-subile Elles acabaram ou tèera acabado.
FCTURO.
itwN. S. EmmPK§a-suba-yza Eu acabarei ou hei de acabar.
C Eié 0u-suba-ijza Tu acabarás ou has de acabar.
Una U-suba-yza Elle acabará ou ha de acabar.
N. P. Ettu Tu-siiba-ijza Nós acabaremos ou havemos de aca-
bar.
Enu Nu-snba-yza Vós acabareis ou haveis de acabar.
Ana A-suba-yza Elles acabarão ou hão de acabar.
i/ P (* 1 A I IMPERATIVO. ,
N. S. Suba Eié Acaba tu.
U-súbe Acabe elle.
N. P. Tu-sub-éttu Acabemos nós.
Sub-énu Acabae vos.
A-súbe Acabem elles.
^
PRESENTE DO MODO OPTATIVO E COXJDNCTIVO.
^^ N. S. Se EmmP ftffa-súba Se eu acabasse ou que acabe.
n" Se Eié Gu-súba Se tu acabasses ou que acabes.
Se Una U-súba Se elle acabasse ou que acabe.
N. P. Se Ettu Tu-súba Senósacabassemosouqueacabemos.
DA língua BUNDA. 41
Bundo. Porluguez.
N. P. Se Enu Nu-súba Se vós acabásseis ou que acabeis.
Se Ana A-súba Se elles acabassem ou que acabem.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi' Ghi-a-subíle Se eu acabara ou tivesse acabado.
C- Se Eié Gu-a-subíle Se tu acabaras ou tivesses acabado.
Se Una U-a-subile Se elle acabara ou tivesse acabado.
N. P. Se Ettu Tii-a-subile Se nós acabáramos ou tivéssemos
acabado.
Se Enu Nu-a-siibile Se vós acabareis ou tivésseis aca-
bado.
Se Ana A-subile Se elles acabaram ou tivessem aca-
bado.
PUTCRO PRIMEIRO.
N. S. Se Emm(' ^^-súba-ijza . ... Se eu acabar ou tiver acabado.
ç_ Se Eié 0u-súba-yza Se tu acabares ou tiveres acabado.
Se Una U-súba-yza Se elle acabar ou tiver acabado.
N. P. Se Ettu Tu-súba-ijza Se nós acabarmos ou tivermos aca-
bado.
Se Enu Nu-súba-yza Se vós acabardes ou tiverdes aca-
bado.
Se Ana A-súba-yza Se elles acabarem ou tiverem aca-
bado.
FDTCRO SEGONDO.
N. S. Emmi Quínghi-súba Quando eu acabar ou tiver acabado.
Eié Quiú-súba. .. .-. Quando tu acabares ou tiveres aca-
bado.
Una Quiá-súba Quando elle acabar ou tiver acabado.
N. P. Ettu Quittu-súba Quando nós acabarmos ou tivermos
acabado.
Enu Quínu-súba Quando vós acabardes ou tiverdes
acabado.
Ana Quiá-súba Quando elles acabarem ou tiverem
acabado.
INFINITO IMPESSOAL.
Cusúba Acabar.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Nga~cusúba Emmi Acabar eu.
Gu-cusúba Eié Acabares tu.
U-cusúba Una Acabar elle.
8
i% GRÂMMATICÂ
Bundo. Poitnguez.
N. P. Tu-ciisúba Ettu Acabarmos nós.
Nu-cusúba Enu Acabardes vós.
A cusúba Ana Acabarem elles
INFINITO PRETÉRITO.
Amu-cusúba Ter acabado.
INFINITO FUTURO.
N. S. Emmi QiúiKjhi-cusúba-yza
Eié Quiú-cusúba-yza .
Una Qidá-cusúba-yza.
N. P. EtluQuittu-cusúba-yza
Enu Quinu-cusúba-yza
Ana Quiá-cusúba-yza .
Quando cu houver de acabar.
Quando lu bou veres de acabar.
Quando elle houver de acabar.
Quando nós houvermos de acabar.
Quando vós houverdes de acabar.
Quando elles houverem de acabar.
PABTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quinghi-súba Acabando.
P.4RTICIPI0 DECLINAVEL.
Cusub-éssa O que houver de acabar ou liver aca-
bado.
DO VERBO BUNDO CUSSUMÍCA, QUEIMAR.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Nga-ssiimica Eu queimo.
Eié Gu-ssumica Tu queimas.
Una U-ssumica Elle queima.
N. P. Ettu Tu-ssumíca Nós queimámos.
Enu Nu-ssumíca Vós queimaes.
Ana A-ssumica Elles queimam.
PBETERITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-assumíque Eu queimei ou tenbo queimado.
Eié Gu-a-ssumíque Tu queimaste ou tens queimado.
Una U-a-ssumique Elle queimou ou tem queimado.
N. P. Ettu Tu-a-ssumique Nós queimámos ou temos queimado.
Enu Nu-a-ssumíque Vós queimastes ou tendes queimado.
Ana A-ssumique Elles queimaram ou têem queimado.
FUTURO.
N. S. Emmi Nga-ssumíca-yza. ... Eu queimarei ou hei de queimar.
DA língua bunda. 43
Bundo. Portuguez.
N. S. Eié Gu-ssumíca-yza Tu queimarás ou has de queimar.
Una U-ssumíca-yza Elle queimará ou ha de queimar.
N. P. Ettu Tu-ssumica-yza Nós queimaremos ou havemos de
queimar.
Enu Nu-ssumíca-yza Vós queimareis ou haveis de queimar.
Ana A-ssumica-yza Elles queimarão ou hão de queimar.
IMPERATIVO.
N. S. Não tem Não tem.
Sumica Eié Queima tu.
U-ssumique Queime elle.
N. P. Tu-ssumiqu-éttu Queimemos nós.
Sumiquénu Queimae vós.
A-ssiimíque . Queimem elles.
PRESENTE DO OPTATIVO E CONJUNCTIVO.
N. S. Se Emmi Nga-ssumica Se eu queimasse ou que queime.
Se Eié Gu-ssumíca Se tu queimasses ou que queimes.
Se Una U-ssumica Se elle queimasse ou que queime.
N. P. Se Ettu Tu-ssumica Se nós queimássemos ou que quei-
memos.
Se Enu Nu-ssumica Se vós queimásseis ou que queimeis.
Se Ana A-ssumíca Se elles queimassem ou que quei-
mem.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-ssumique . . . Se eu queimara ou tivesse queimado.
Se Eié Gu-a-ssiimíque Se tu queimaras ou tivesses quei-
mado.
Se Una U-a-ssumique Se elle queimara ou tivesse quei-
mado.
N. P. Se Ettu Tu-a-ssumiqxiç — . Se nós queimáramos ou tivéssemos
queimado.
Se Enu Nu-a-ssumique Se vós queimareis ou tivésseis quei-
mado.
Se Ana A-ssumique Seelles queimaram ou tivessem quei-
mado.
FUTURO PRIMEIRO.
N. S. Se Emmi Nga-ssumíca-yza. . Se eu queimar ou tiver queimado.
Se Eié Gu-ssumíca-yza Se tu queimares ou tiveres queima-
do.
Se Una Ussumica-yza Se elle queimar ou tiver queimado.
i P. Se Ettu Tu-ssumica-yza Se nós queimarmos ou tivermos
queimado.
8*
44 GRAMMATICA
Bundo. PortiigiiPi.
N. P. Se Enu Nu-ssumica-yza . . . . Se vós queimardes ou tiverdes quei-
mado.
Se Ana A-ssumíca-yza .... Se elies queimarem ou tiverem quei-
mado.
FDTOBO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quínghi-ssumica Quando eu queimar.
Eié Quínu-ssumíca Quando tu queimares.
Una Qitid-ssumíca Quando elle queimar.
N. P. Ettu Quiftii-ssumíca Quando nós queimarmos.
Enu Quínu-ssumíca Quando vós queimardes.
Ana Quiá-ssumíca Quando elles queimarem.
INFINITO PBESENTE IMPESSOAL.
Cussumíca Queimar.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Nga-cussumica Emmi Que
Gu-cussumica Eie Que
U-cussumica Una Que
N. P. Tu-cussumíca Ettu Que
Nu-cussumica Enu Que
A-cussumíca Ana Que
mar eu.
mares tu.
mar elle.
marmos nós.
mardes vós.
marem elles.
INFINITO PRETÉRITO.
Amu-cussumica Ter queimado.
INFINITO FUTURO.
N. S. Emmi Quinghi-cussumica- Quando eu houver de queimar.
yza
Eié Quiú-cussumíca-yza. . . . Quando tu houveres de queimar.
Una-Quiá-cussumíca-yza . . . Quando elle houver de queimar.
N. P. Ettu Quittvncussumica-yza . Quando nós houvermos de quei-
mar.
Enu Quinu-cussumíca-yza. . Quando vós houverdes de queimar.
Ana Quiá-cussumica-yza . . . Quando elles houverem de queimar.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quínghi-ssumica Queimando.
PARTICIPIO DECUNAVEL.
Cussumiqu-issa O que queima ou tiver queimado.
DA língua bunda. 45
DO VERBO BUNDO CUCHINGANÉCA, LEMBRA R-SE.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
Bundo. Portuguez.
>í. S. Emmi Nga-chinganéca Eu me lembro.
Eié Gu-chinganèca Tu te lembras.
Una U-chingcméca Elle iembra-se.
N. P. Ettu Tii-chiiiganéca Nós iembrâmos-nos.
Enu Nu chinganéca Vós lembraes-vos.
Ana-A-chinganéca Elles lembram-.^e.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-chinganéque . . . Eu me lembrei.
Eié Gu-a-chinganéque Tu te lembraste.
Una U-a-chinganéque Elle lembrou-se.
N. P. Ettu Tu-a-chinganéque . . . . Nós lembrámos-nos.
Enu Nu-a-chinganéque Vós lembrastes- vos.
Ana A-chinganéque Elles lembraram-se.
FUTURO.
N. S. Emmi Nga-chinganéca-yza
Eié Gu-chinganéca-ijza. .
Una U-chinganéca-ijza . .
N. P. Ettu Tu-ehinganéca-yza.
Enu Nihchinganéca-yza.
Ana A-chinganéca-yza . .
Eu me lembrarei.
Tu le lembrarás.
Elle se lembrará.
Nós nos lembraremos.
Vós VOS lembrareis.
Elles se lembrarão
IMPERATIVO.
N. S. Não tem Não tem.
Chinganéca Eié Lembra-te tu.
U-chinganéca Una Lembre-se elle.
N. P. Tu-chinganequ-éttu Lembremo-nos nós.
Chinganequ-énu Lembrae-vos vós.
A-chinganéque-Ana Lembrem-se elles.
fRESENTE DO MODO OPTATIVO E CONJUNCTIVO.
N. S. Emmi Nga-chinganéca Se eu me lembrasse ou que me lem-
bre.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi-Ghi-a-chinganéque Se eu me lembrara ou que me tivesse
lembrado.
46 GRAMMATICA
FUTURO PRIMEIBO.
Bundo. Portuguez.
N. S. Se Emmi Nga-chinganéca- Se eu me lembrar.
yza.
FUTURO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quinghi-chinganéca- Quando eu me lembrar.
yza.
» INFINITO IMPESSOAL.
Cuchinganéca Lembra r-se.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Nga-ciichinganéca Emmi . . . Lembrar-me eu.
INFINITO PRETÉRITO.
Amu-chinganéca Ter-me lembrado.
INFINITO FUTURO,
N. S. Emmi Quínghi-cuchinganéca- Quando eu houver de me lembrar.
yza.
PARTICIPIO INDECI<1NAVEL.
Quinghi-chinganéca Lembrando.
PARTICIPIO DECLINAVEL.
Cuchinganequ-éssa O que houver de lembrar, ele.
DO VERBO BUNDO CUANDÃLA, QUERER.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Nga-ndála Eu quero.
Eié Gu-anddla Tu queres.
Una U-andála Elle quer.
N. P. Etlu Tu-andála Nós queremos.
' Enu Nu-andála Vós quereis.
Ana A-ndála Elles querem.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-ndaléle Eu quiz ou tenho querido.
Eié Gu-a-ndaléle Tu quizeste ou tens querido.
Una U-Or-ndaléle Elle quiz ou tem querido.
DA língua bunda. 47
Bundo. Portiiguez.
^. V. Etíu. Tu-a-ndaléle Nós quizeraos ou temos querido.
Ènu-a-ndaléle. Vós quizestes ou tendes querido.
Ana A-ndaléle Elles quizeram ou têem querido.
FUTURO.
N. S. Emmi Nga-ndála-yza Eu quererei ou hei de querer.
Eié Gu-andála-yza Tu quererás ou has de de querer.
Una U-andála-yza Elle quererá ou ha de querer.
N. P. Eltu Tu-andála-yza Nós quereremos ou havemos de que-
rer.
Enu Nu-andála-yza Vós querereis ou haveis de que-
rer.
Ana A-ndála-yza Elles quererão ou hão de querer.
(Não tem modo imperativo.)
PRESENTE DO MODO OPTATIVO E CONJUNCTIVO.
N. S. Se Emmi Nga-ndála Se eu quizesse ou que queira.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Glii-a-ndaléle Se eu quizera ou tivesse querido.
FUTURO PRIMEIRO.
N. S, Se Emmi Nga-ndála-yza .. . Se eu quizer ou tiver querido.
FUTURO SEGUXDO.
N. S. Emmi Quinghi-andála Eu quando quizer.
Eié Quiú-andála Tu quando quizeres.
Una Quiá-andála Elle quando quizer.
N. P. Ettu Quittu-andúla Nós quando quizernios.
Enu Quinu-andála , . Vós quando quizerdes.
Ana Quiá-andála Elles quando quizerem.
INFINITO IMPESSOAL.
Cuandála Querer.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Nga-Cuandálu Emmi Querer eu.
INFINITO PRETÉRITO.
Amu-Cuandála Ter querido.
48 GRAMMATICA
INFIMTO FUTURO.
Bundo. Portuguez.
N. S. EmmiQuinghi-Cuandála-yza Quando eu houver de querer.
Eié Quiá-Cuandála-yza. . . . Quando tu houveres de querer.
Una Quiá-Cuandála-yza . . . Quando elle houver de querer.
N. P. Ettu Quíttu-Cuandála-yza . . Quando nós houvermos de que-
rer.
Enu Quínu-Cuandálayza . . . Quando vós houverdes de querer.
Ana Quiá-Cuandála-yza . . . Quando elles houverem de que-
rer.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quínghi-andála Querendo.
PARTICIPIO DECLINAVEL.
Cuandal-éssa O que quiz ou quer.
DO VERBO ABUNDO CAZUÉLA, FALLAR.
PRESENTE 00 MODO INDICATITU.
N. S. Emmi Nga-zuéla Eufallo.
Eié Gu-zuéla Tu falias.
Una U-zuéla Elle falia.
N. P. Ettu Tu-zuéla Nós falíamos.
Enu Nu-zuéla Vós fallaes.
Ana A-zuéla Elles faliam,
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-zueléle Eu fallei ou tenho fallado.
Eié Gn-a-zueléle Tu fallaste ou tens fallado. í
Una U-a-zueléle Elle fallou ou tem fallado. j
N. P. Ettu Tu-a-zueléle Nós falíamos ou temos fallado. j
Ennu Nu-a-zueléle Vós fallastcs ou tendes fallado. j
Ana A-zueléle Elles fallaram ou têem fallado. i
FUTDRO. ^
N. S. Emmi Nga-zuéla-yza Eu fallarei ou hei de fallar. *
Eié Gu-zuéla-yza Tu fallarás ou has de fallar. *
Una Uzuéla-yza Elle fallará ou ha de fallar. |
N. P. Ettu Tu-zuéla-yza Nós fallaremos ou havemos de fal- ;
lar. \
Enu Nu-zuéla-yza Vós fallareis ou haveis de fallar. /
Ana A-zuéla-yza Elles fallarão ou hão de fallar. *
i)À língua bunda. 49
\ÍA.CU»-^ e-Vi.^ IMPERATIVO.
Bundo. Port^g^uez.
N. S. Não tem Nãa-tem. - ad-U: i--''--'
Zmla Eie Falia tu.
U-zuéle Una Falle elie.
N. P. Tu-zuel-éttii Fallemos nós.
Nu-zu-el-énu Fallae vós.
A-zuéle Ana Fallem elles.
PRESENTE DO MODO OPTATIVO E CONJUNCTIVO.
N. S. Se Emmi Nga-zuéla Se eu fallasse ou que falle.
Se Eié Gu-zuéla Se tu faltasses ou que falles.
Se Una U-zuéla Se elle fallasse ou que falle.
N. P. Se Ettu Tu-zuéla Se nós fallassenios ou que fallemos.
Se Enu Nu-zuéla Se vós fallasseis ou que falíeis.
Se Ana A-zuéla Se elles fal lassem ou que fallem.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-zueléle Se eu fallára ou tivesse fallado.
FCTDHO.
N. S. Se Emmi Na-zhuéla-yza ... Se eu fallar ou tiver fallado.
FCTDRO SEGCNDO.
N. S. Emmi Quinghi-zuéla-yza . . . Quando eu fallar
Eié Quiú-zuéla-yza Quando tu fallares.
Una Quiá-zuéla-yza Quando elle fallar.
N. P. Ettu Quittu-zuéla-yza Quando nós fallarmos.
Enu Quinu-zuéla-yza Quando vós fallardes.
Ana Quiá-zuéla-yza Quando elles fallarenu
INFINITO IMPESfOAL.
Cuzuéla Fallar.
INFIMTO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Nga-cuzuéla Emmi Fallar eu.
INFINITO PRETÉRITO.
Amu-cuzuéia Ter faliadõ.
50 GRAMMATICA
INFINITO FUTURO.
Bundo Portuguez.
N. S. JEmmi Quinghí-cuzuéla-yza
Eié Quiú-cuzuéla-yza. . . .
Una Quiá-cuzuéla-yza. . . .
N. P. Ettu Quittii-cuzuéla-yza.
Enu Quinu-cuzuéla-yza.
Ana Quiá-cuzuéla-yza. .
Quando eu houver de fallar.
Quando tu houveres de fallar.
Quando elle houver de fallar.
Quando nós houvermos de fallar.
Quando vós houverdes de fallar.
Quando elles houverem de fallar.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quinghi-zuéla Paliando.
PABTICIPIO DECLINAVEL.
Cuzuel-éssa O que falia ou tem fallado.
DO VERBO BUNDO CUZÓLA, AMAR.
PRESENTE DO BODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Nga-zóla Eu amo.
Eié Gu-zóla Tu amas.
Una Uzóla Elle ama.
N. P. Etlu Tu-zóla Nós amamos.
Enu Nu-zóla Vós a mães.
Ana A-zóla Elles amam.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-zoléle Eu amei ou tenho amado.
Eié Gu-a-zoléle Tu amaste ou tens amado.
Una U-a-zoléle Elle amou ou tem amado.
N. P. Ettu Tu-a^zoléle Nós amámos ou temos amado.
Enu Nu-a-zoléle Vós amastes ou tendes amado.
Ana A-zoléle Elles amarara ou têem amado.
FUTURO.
N. S. Emmi{Nga-zóla-yza Eu amarei ou hei de amar.
Eié Gu-zóla~yza Tu amarás ou has de amar.
Unu U-zóla-yza Elle amará ou ha de amar.
N. P. Ettu Tu-zóla-yza Nós amaremos ou havemos de amar,
Enu Nu-zóla-yza Vós amareis ou haveis de amar.
Ana A-zóla-yza Elles amarão ou hão de amar.
•«*
LÍNGUA BUNDA. M
IMPERATIVO.
Bundo. Portuguez.
N. S. Não tem Não tem.
Zóla Eié Ama tu .
Uzóle Una Ame elle.
N. P. Tu-zol-éttu Amemos nós.
Zol-énu Amae vós.
A-zóle Ana Amem elles.
PRESENTE DO MODO OPTATIVO E CONJDNCTIVO.
N. S. Se Emmi Nga-zóla Se eu amasse ou que ame.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-zóléle Se eu amara ou tivesse an)ado.
FDTURO PRIMEIRO.
N. S. Se Emmi Ghi-zóla-yza Se eu amar ou tiver amado.
FUTURO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quinghi-zóla-yza. . . . Quando eu amar.
Eié Quiú-zola-yza Quando tu amares.
Una Quiá-zóla-yza Quando elle amar.
N. P. Ettu Quíttu-zóla-yza Quando nós amarmos.
Enu Quína-zóla-yza Quando vós amardes.
Ana Quiá-zóla-yza Quando elles amarem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Cnzóla Amar.
INFINITO PRESENTE PESSOA!..
N. S. Nga-Cuzóla Emmi . Amar eu.
l.NFIMTO PRETÉRITO.
Anui-Cuzóla Ter amado.
INFINITO FUTURO.
N. S. Emmi Quínghi-Cuzóla-yza. . Quando eu houver de amar.
Eié Quiú-Cuzóla-yza Quando tu houveres de amar.
Una Qiiiá-Cuzóla-yza Quando elle houver de amar.
N. P. Ettu OuUtu-Cuzóla~yza .... Quando nós houvermos de amar.
Enu Quinu-CnzóIa-yza Quando vós houverdes de amar.
9.
52 GHAMMATICA
Bundo. Portuguez.
N. P. Ana Quiá-Cuzóla-yza Quando elles houverem de amar.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Qiiínghi-zóla Amando.
PARTICIPIO DECLINAYEL.
Cuzól-éssa O que ama ou tem amado.
DO VERBO BUNDO CUCHÁLA, FICAR.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. JSmmi Nga-chála Eu fico.
Eié Gu-chála Tu ficas.
Una U-chála Elle fica.
N. P. Ettu Tu-chála Nós ficamos.
Ennu Nu-chála Vós ficaes.
Ana A-chála Elles ficam.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-chaléle Eu fiquei ou lenho ficado.
Eié Gu-a-chaléle Tu ficaste ou tens ficado.
Una U-a-chaléle Elle ficou ou tem ficado.
N. P. Ettu Tu-a-chaléle Nós ficámos ou temos ficado.
Enu Nu-a-chaléle Vós ficastes ou tendes ficado.
Ana A-chaléle Elles ficaram ou têem ficado.
FUTURO.
N. S. Emmi Noa-chála-yza Eu ficarei ou hei de ficar.
Eié Gu-chála-yza Tu ficarás ou has de ficar.
Utia U-chála-yza Elle ficará ou ha de ficar.
N. P. Ettu Tu-chála-yza Nós ficaremos ou havemos de fi-
car.
Enu Nu'chála-yza Vós ficareis ou haveis de ficar.
Ana A-chála-yza Elles ficarão ou hão de ficar.
IMPERATIVO.
N. S. Não tem Não tem.
Chála Eié Fica tu.
U-chále Una Fique elle.
N. P. Tu-chal-éttu Fiquemos nós.
Chal-énu Ficae vós.
A-chále Ana Fiquem elles.
LÍNGUA BUNUA- 5í^
PRESEME DO MODO OPTATIVO E CONJUNCTIVO.
Bundo. Portuguez.
N. S. Se Emmi Nga-chála Se eu ficasse ou que fique.
PRETEBITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-chaléU Se eu ficara ou tivesse ficado.
FUTURO PRIMEIRO.
N. S. Se Emmi Nga-chála-yza ... Se eu ficar ou tiver ficado.
FUTURO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quínghi-chála-yza . . . Quando eu ficar.
Eié Quiú-chála-yza Quando tu ficares.
Una Quiá-chdla-yza Quando elle ficar.
N. P. Ettu Quítfu-chála-yza Quando nós ficarmos.
Enu Quinu-chála-yza Quando vós ficardes.
Ana Quiá-chála-yza Quando elles ficarem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Cuchdla Ficar.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Nga-cuchála Emmi Ficar eu, ele.
INFINITO PRETÉRITO.
Amu-cuchála Ter ficado.
INFINITO FDTORO.
N. S. Emmi Quinghi-cuchála-yza . Quando eu houver de ficar.
Eié Quiú-cuchála-yza Quando tu liouveres de ficar.
Una Quiá-ciichála-yza Quando elle houver de ficar.
N. P. Eltu Quíttu-cuchála-yza. . . . Quando nós houvermos de ficar.
Enu Qiiínu-cuchála-yza .... Quando vós houverdes de ficar.
Ana Qiiiá-cuchála-yza Quando elles houverem de ficar.
PA<RTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quínghi-chála Ficando.
PARTICIPIO DECLINAVEL.
Cuchal-éssa O que fica ou tem ficado.
54 GRAMMATICA
DO VERBO BUNDO CULÓNGA, ENSINAR.
s
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
Bundo. Portugueí.
N. S. Emmi Nga-lónga Eu ensino.
Eié Gu-lónga Tu ensinas. •
Una U-lónga Eile ensina.
N. P. Ettu Tu-lónga Nós ensinámos.
Enu Nu-lónga Vós ensinaes.
Ana A-lónga Elles ensinara.
PRETEBITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-lonahéle Eu ensinei ou tenho ensinado.
Eié Gu-a-longhele Tu ensinaste ou tens ensinado.
Una U-a-longhéle Elle ensinou ou tem ensinado.
N. P. Ettu Tu-a-longhéle Nós ensinámos ou temos ensinado.
Enu Nu-a-longhéle Vós ensinastes ou tendes ensinado.
Ana A-longhéle Elles ensinaram ou têem ensinado.
FUTURO.
N. S. Emmi Nga-lónga-yza Eu ensinarei ou hei de ensinar.
Eié Gu-lónga-yza Tu ensinarás ou has de ensinar.
Una U-Iónga-yza Elle ensinará ou ha de ensinar.
N. P. Ettu Tu-lónga-yza Nós ensinaremos ou havemos de en-
sinar.
Enu Nu-Iónga-yza Vós ensinareis ou haveis de ensi-
nar.
Ana A-lónga-yza Elles ensinarão ou hão de ensinar.
IMPERATIVO.
N. S. Não tem Não tem.
Longa Eié Ensina tu.
U-lónghe Una Ensine elle.
N. P. Tu-longh-éttu Ensinemos nós.
Langl^ênu Ensinae vós.
A-Jónghe Ana Ensinem elles.
PRESENTE DO OPTATIVO E CONJUNCTIVO.
N. S. Se Emmi Nga-lónga ... Se eu ensinasse ou que en.sine.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-longhéle . . . . Se eu ensinara ou tivesse ensinado.
DA LINGDA BUNDA.
5B
N. S.
N. S.
N. P.
N. S.
N. P.
FDTUBO PRIMEIRO
Bundo.
Se Emmi Nga-lónga-yza . . .
Portuguez.
Se eu ensinar ou tiver ensinado.
FCTURO SEGCNDO.
Emmi Quínghi-lónga-yza
Eié Quiú-lónga-yza . .
Una Qniá-lónga-yza. .
Ettu Quittu-lónga-yza
Enu Quinu-lónga-yza.
Ana Quiá-lónga-yza. .
Quando eu ensinar.
Quando tu ensinares.
Quando elle ensinar.
Quando nós ensinarmos.
Quando vós ensinardes.
Quando elles ensinarem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Culónga Ensinar.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Nga-Culónga Emmi Ensinar eu, etc.
INFINITO PRETÉRITO.
Amu-culónga Ter ensinado.
INFINITO FUTURO.
Emmi Quinglii-culónga-yza
Eié Quiú-culónga-yza. . .
Una Quiá-culónga-yza . .
Ettu Quíttu-culónga-yza.
Enu Quinu-culónga-yza .
Ana Quiá-culónga-yza . .
Quando eu houver de ensinar.
Quando tu houveres de ensinar.
Quando elle houver de ensinar.
Quando nós houvermos de ensinar.
Quando vós houverdes de ensinar.
Quando elles houverem de ensinar.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quinghi-lónga Ensinando.
PARTICIPIO DECLINATEL.
Culongh-éssa O que ensina ou tiver ensinado.
DO VEKBO BUNDO CUNHANA, FURTAR.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Nga-nhána Eu furto.
Eié Gu-nhána Tu furtas.
56 GRAMMATICA
Bundo. Portuguez.
N. S. Una Nu-nhána Elle furta.
N. P. JEttu Tu-nhána Nós furtámos.
Enu Nu-nhána . Vós furtaes.
Ana A-nhána EUes furtam.
PRETÉRITO PERFEITO.
N, S. Emmi Ghi-a-nhanéne. ...... Eu furtei ou tenho furtado.
Eié Gu-a-nhanéne Tu furtaste ou tens furtado.
Una U-a-nhanéne Elle furtou ou tem furtado.
N. P. Ettu Tn-a-nhanéne. ....... Nós furtámos ou temos furtado.
Enu Nu-a-nhanéne Vós furtastes ou tendes furtado.
Ana A-nhanéne Elles furtaram ou têem furtado.
FDTCRO.
N. S. Emmi Nga-nhána-yza Eu furtarei ou hei de furtar.
Eié Gu-nhána-ijzíi Tu furtarás ou has de furtar.
Una U-nhána-yza Elle furtará ou ha de furtar.
N. P. Ettu Tu-nhána-yza Nós furtaremos ou havemos de fur-
tar.
Enu Nu-nhána-yza Vós furtareis ou haveis de furtar.
Ana A-nhána-yza Elles furtarão ou hão de furtar.
IMPERATIVO,
N. S. Não tem Não tem.
Nhána Eié Furta tu.
U-nháne Una Furte elle.
N. P. Tu-nhán-éttu Furtemos nós.
Nhan-énu Furtae vós.
A-nháne Ana Furtem elles.
PRESENTE DO OPTATIVO E CONJOCTIVO.
N. S. Se Emmi Nga-nhána Se eu furtasse ou que eu furte.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-nhanéne ... Se eu furtara ou tivesse furtado.
FCTURO PRIMEIRO.
N. S. Se Emmi Nga-nhána-yza. . . Se eu furtar ou tiver furtado.
FCTCRO SEGDNDO.
N. S. Emmi Quínghi-nhána-yza . . Quando eu furtar.
Eié Quiú-nhána-yza Quando tu furtares.
DA tlNQDA DDNDA. 57
Bundo. Portugufz.
N. S. Una Quiá-nhána-yza Quando ellc furtar.
N. P. Etlu QuUtu-nhdna-yza Quando nós furtarmos.
Enu Quím-nhána-yza Quando vós furtardes.
Ana Quiá-nhána-yza Quando elles furtarem.
INFI.MTO PRESENTE IMPEBSOAL.
Cunhána Furtar.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Nga-cunhána Emmi Furtar eu, etc.
PRETÉRITO PERFEITO.
Amu-cunhána Ter furtado.
FDTUHO.
N. S. Emmi Quinghi-cunfiána-yza . Quando eu houver de furtar.
Eié Quiú-cunluina-yza Quando tu houveres de furtar.
Una Quiá-cunhána-yza Quando elle houver de furtar.
N. P. Ettu Quittu-cunhána-yza . Quando nós houvermos de furt;ir.
Enu Quinu-cunhána-yza. . . . Quando vós houverdes de furtar.
Ana Quiá-cunhána-yza Quando elles houverem de furtar.
PARTICIPIO J>DEr.LINAVEL.
Quínghi-nhána Furtando.
PARTICIPIO DECLINAVEL.
Cunhan-éssa O que furta ou tem furtado.
DO VERBO BLNDO CUCALACALA, TRABALHAR.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Nga-calacála Eu trabalho.
Eié Gu-calacála Tu trabalhas.
Una U-calacála Elle trabalha.
N. P. Ettu Tu-calacdla Nós trabalhamos.
Enu Nu-calacála Vós trabalhaes.
Ana A-calacála Elles trabalham.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-calacaléle Eu trabalhei ou tenho trabalhado.
10
h^ ORAMMATICA
Bundo. Porlucuez.
N. S. Eié Gu-a-calacaléle Tu trabalhaste ou tens trabalhado.
Una U-a-calacalcle Ellc trabalhou ou tem trabalhado.
N*. P. Fttu Tu-a-calacalele Nós trabalhámos ou temos trabalha-
do.
Enu Nu-a-calacaléle Vós trabalhastes ou tendes trabalha-
do.
Ana A-calacaléle Elles trabalharam ou têera trabalha-
do.
FDTUBO.
N. S. Emmi Nga-calacála-yza, ... Eu trabalharei ou hei de trabalhar.
Eié Gu-calacála-yzOit Tu trabalharás ou has de trabalhar.
Una U-calacála-yza Elle trabalhará ou br. de trabalhar.
N. P. Ettu Tu-calacála-yza Nós trabalharemos ou havemos de
trabalhar.
Enu Nu-calacála-yza Vós trabalhareis ou haveis de tra-
balhar.
Ana A-calacála-yza Elles trabalharão ou hão de traba-
lhar.
IWPEK.4TIV0.
N. S. Não tem , Não tem.
Calacála Eié Trabalha tu.
U-calacdle Una Trabalhe elle.
N. P. Tu-cahical-éttu Trabalhemos nós.
Calacal-énu Trabalhae vós.
A-calacále Ana Trabalhem elles.
PRESENTE DO OPTATIVO E CONJONCTIVO.
N. S. Se Emmi Nga-calacála .... Se eu trabalhasse ou trabalhe.
PRETEBITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-calacaléle. . . Se eu trabalhara ou tivesse traba-
lhado.
FUTDBO PRIMEIRO
N. S. Se Emmi Nga-calacálor-yza . Se eu trabalhar ou tiver trabalhado.
FDTDBO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quínghi-calacála-yza. Quando eu trabalhar.
Eié Qniú-calacála-yza Quando tu trabalhares.
Una Qiiiá-calacála-yza Quando elle trabalhar.
N. P. Enu Quitlu-calacála-yza Quando nós trabalharmos
DÃ língua £DNDA. 59
Bundo. Portuguez.
N. P. Enu Quínu-calacála-yza. . . . Quando vós trabalhardes.
Ana Quiá-calacála-yza Quando elles trabalharem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Cucalacála Trabalhar.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Nga-cucalacála Emmi Trabalhar eu.
INFINITO PRETÉRITO.
Ãmu-cucalacála Ter trabalhado.
INFINITO FUTURO.
N. S. Emmi Quinghi-cucalacála- Quando eu houver de trabalhar.
yza
Eié Quiu-cucalacála-yza . .
Una Quiá-caculacála-yza . .
N. P. Ettu Quittu-CKcalacála-yza
Enu Quinu-cucalacála-yza.
Ana Quiá-cucalacála-yza . .
Quando tu houveres de trabalhar.
Quando elle houver de trabalhar.
Quando nós houvermosde trabalhar.
Quando vos houverdes de trabalhar.
Quando elles houverem de trabalhar.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quínghi-calacála Trabalhando.
PARTICIPIO DECLINAVEL.
Cucalacal-éssa O que trabalha ou tem trabalhado.
DO VERBO ABUNDO CUMÓNA, VER, DA SEGUNDA (.ONJDGAÇÃO.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Nghi-móna Èu vejo.
Eié Gu-móna Tu vês.
Una U-móna . Elle vê.
N. P. Ettu Tii-móna Nós vemos.
Etiu Nn-móna Vós vedes.
xina Â-móna Elles vêem.
IBETERITO PERFEITO.
>i. S. Emmi Ghi-a-móne Eu vi ou tenhn visto.
Eié Gu-a-móne Tu viste ou tens visto.
10.
60 GKAMMATICA
Bundo. Porluguez.
N. S. Una U-a-móne Elle viu ou lem vislo.
N. P. Ettu Tu-a-móne Nós vimos ou lemos vislo.
Fnu Nu-a~móne Vós vislps ou tendes visto.
Ana A-móne Elles viram ou tèem visto.
FOTDRO.
N. S. Emmi Nghi~móna-ifza Eu verei ou hei de ver.
Eié Gu-móna-yza Tu verás ou has de ver.
Una U-móna-yza Eile verá ou ha de ver.
N. P. Ettu Tu móna-ijza Nós veremos ou havemos de ver
Enu Nu-móna-yza Vós vereis ou haveis de ver.
Ana A-móna-yza. Elles verão ou hão de ver.
mPEBATIVO.
N. S. Não tem. Não tem.
31óna Eié Vè tu.
U-móna Una Veja elle.
N. P. Tu-mon-éttu Vejamos nós.
Mon-énu Vede vós.
A móne Ana ....... Vejam elles.
PRESENTE DO OPTATIVO E CONJUNCTIVO.
N. S. Se Emmi Nghi-móna Se eu visse ou que visse.
PUETERITO PERFEITO.
N. S. iS'^ Emmi Ghi-a-monéne . ... Se eu vira ou tivesse visto.
FOTDRO PRIMEIRO.
N. S. Se Emmi Nghi-móna-yza. . . Se eu vir ou tiver visto.
FOTOHO SEGDNDO.
N. S. Emmi Quinghi-móna-yza . . . Quando eu vir.
Eié Quiú-móna-yza Quando tu vires.
Una Quiá-móna-yza Quando elle vir.
Eltu Quittu-móna-yza Quando nós virmos.
Enu Quinu-móna-yza Quando vós virdes.
Ana Quiá-móna-yza Quando elles virem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Smónà Ver.
DA LÍNGUA BUNDA. 61
INFIMTO PRESENTE PESSOAL.
Bundo. Portiigiiez.
N. S. Nghi-cumóna Emmi Ver eu.
INFINITO PRETÉRITO.
Âmu-cumona Ter visto.
INFINITO FUTURO.
N S. Emmi Quínghi-ciimóna-yza. . Quando eu houver de ver.
Eié Quin-cumóna-yza Quando tu houveres de ver.
Una Quiá cumóna-yza Quando elle houver de ver.
N. P. Ettu Quíttu-eumóna-yza. . . . Quando nós houvermos de ver.
Enu Quinu-cumóna-yza . . . Quando vós houverdes de ver.
Ana Quiá-cumóna-yza Quando elles houverem de ver.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quínghi-móna Vendo.
PARTICIPIO DECLINATEL.
Cumon-éssa O que vô ou tem visto.
PRESENTE DO MODO INDIC.lTIVO.
N. S. Emmi Nghi-bínca Eu peço.
Eié Gu-hínca Tu pedes.
Una U-bínca Elle pede.
N. P. Ettu Tu-bínca. Nós pedimos.
Enu Nu-binca Vós pedis.
Ana A-bínca Elles pedem.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-binque Eu pedi ou tenho pedido,
Eié Gu-a-binque Tu pediste ou tens pedido.
Una U-a-binque Elle pediu ou tem pedido.
N. P. Ettu Tu-a-binque Nós pedimos ou temos pedido.
Enu Nu-a-binque Vos pedistes ou tendes pedido.
Ana A-binque Elles pediram ou lêem pedido.
FBTLRO.
N. S. Emmi Nghi-bínca-yza Eu pedirei ou hei de pedir.
Eié Gu-binca-yza ..... ... Tu pedirás ou has de pedir.
Una-binca-yza Elle pedirá ou ha de pedir.
N. P. Ettu Tu-binca-yza Nós pediremos ou havemos de pedir.
6£ GRA«MATICA
Bundo. Portngiiez.
N. P. Enu Nu-binca-yza Vós pedireis ou haveis de pedir.
Ana Á-binca-yza Elles pedirão ou hão de pedir.
IMPERATIVO.
N. S. Não tem Não tem.
I}Í72ca Eié Pede tu.
U-bínque Una Peça elle.
N. P. Tu-binqu-éttu Peçamo.s nó?.
Binqn-énu Pedi vós.
A-binque Ana Peçam clIes.
PRESENTE UO MODO OPTATIVO E CONJCrfCTIVO.
N. S. Se Emmi Ngbi-binca Se eu pedisse ou que peça.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-binquíle . ... Se cu pedira ou tivesse pedido.
FUTURO Pr.IMr.IRO.
N. S. Se Emmi Ngki-binca-yza. . . Se eu pedir ou liver {.edi(U>.
FUTURO SKGDKDO.
N. S. Emmi Quinghi-binca-yza . . . Quaniio eu pedir.
Eié Quiú-bínca-yza. Quando tu pedires.
Una Quiá-binca-yza Quando elle pedir.
N. P. Etlu Quittu-binca-yza Quando nós pedirmos.
Enu Quinu-binca-yza Quando vós pedirdes.
Ana Quiá-binca-yza Quando ellos pedirem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Cubinca Pedir.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Nglii-cubinca Emmi Pedir cu.
INFINITO PRETÉRITO.
Ami^cubinca Ter pedido.
INFINITO FOTOHO.
N. S. Emmt Quínghi-ctibinca-yza . Quando cu houver de pedir.
Eié Quiú-cubinca-yza Quando tu houveres de pedir.
i>A Língua bunda. 63
Bundo. P)rlugiicz.
N. S. Una Quiá-cuòinca-yza Quando e!ie houver de pedir. m
N. P. Ettu Quitlu-cuhinca-yza. . . . Quando nós houvermos de pedir. .
Ènu Quinu-cubinca-yza .... Quando vós houverdes dn pedir.
Ana Quiá-cubinca-yza Quando elies houverem de pedir.
PAHTICIPIO I^DECUNAVEL.
Quinghi-bínca Pedindo.
PABTICIPIO DECLINA VEL.
Cubínqu-issa O que pede ou tem pedido.
CONJUGAÇÃO DO VEKBO CUTALA, OLUAB.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Nghi tala Eu olho.
Eié Gu-tala Tu olhas.
Una U-tála Eile olha.
N. P. Etlu Tu-tála Nós olhámos.
Enu Nu-tála Vós olhaes.
Ana A-tála Elles olham.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-taléle Eu olhei ou tenho olhrido.
Eié Gu-a-taléle Tu olhaste ou tens olhado.
Una U-a-taléle Elle olhou ou tem olhado.
N. P. Ettu Tu-a-taléle Nós olhámos ou temos olhado.
Enu Nu-a-taléle Vós olhastes ou tendes olhado.
Ana A-taléle Elles olharam o têem olhado.
FDTOHO.
N. S. Emmi Nghi-tdla-yza Eu olharei ou hei de olhar.
Eié Gu-tála-yza Tu olharás ou has de olhar.
Una U'tála-yza Elle olhará ou ha de olhar.
N. P. Ettu Tu-tála-yza Nós olharemos ou havemos de olhar.
Enu Nu-tála-yza Vós olhareis ou haveis de olhar.
Ana A-tála-yza Elles olharão ou hão de olhar.
IMPERATIVO.
N. S. Não tem. Não tem. ^Ê
Tala Eié Olha tu. ^^' '
U-tále Una Olhe elle.
N. P. Tu-lal-éttu Olhemos nós.
fíi GRAMMATICA
Bundo. Porluguez.
N. P. Tal-énu Olhae vós.
A-tále Ana Olhem elles.
PBESENTE DO MODO OPTATIVO E CONJCNexiVO.
N S. Se Emmi Nghi-tála Se eu olhasse ou que olhe.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-taléle Se eu olhara ou tivesse olhado.
FCTDRO PRIMEIRO.
N. S. Se Emmi Nghi-tdla-yza. ... Se eu olhar ou tiver olhado.
FUTURO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quinghi-tdla-yza. .. . Quando eu olhar.
Eié Quiú-tála-yza Quando tu olhares.
Una Quiá-tála-yza Quando elle olhar.
N. P. Eltu Quittu-tála-yza. ..... Quando nós olharmos.
Enu Quínu-tála-yza Quando vós olhardes.
Ana Quiá-tala-yza Quando elles olharem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Cutála Olhar,
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Nghi-cntála Emmi Olhar eu, etc.
INFINITO PRETÉRITO.
Amu-cutála Ter olhado.
INFINITO FUTURO.
N. S. Emmi Quinghi-cutála-yza. . . Quando eu houver de olhar.
Eié Quiú-cutála-yza Quando tu houveres de olhar.
Una Quiá-cutála-yza Quando elle houver de olhar.
N. P. Ettti Qmtin-cutála-yza Quando nós houvermos de olhar.
Enu Quinu-cutála-yza Quando vós houverdes de olhar.
Ana Quiá-cutála-yza Quando elles houverem de olhar.
PABTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quínghi-tála Olhando.
DA LÍNGUA BUNDA. 65
PARTICIPIO DECLINAVEL.
Bundo. Portuguez.
Cutal-éssa O que olha.
CONJUGAÇÃO DO VERBO BONDO CUCÁ3IBA, FALTAR.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Nghi-cámba Eu falto.
Eié Gu-cámha Tu faltas.
Vna U-cámba Eile falta.
N. P. Eltu Tu-cámba Nós faltamos.
Enu Níi-cámba Vós faltaes.
AnaA-cámba Elles faltara.
PBETEKITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-cambéle Eu faltei ou lenho faltado.
Eié Gu-a-cambéle Tu faltaste ou tens faltado.
Ena U-a-cambéle. .. Elle faltou ou tem faltado.
N. P. Ettu Tu-a-cambéle Nós faltámos ou temos faltado.
Enu Nii-a-cambéle Vós faltastes ou tendes faltado.
Ana A-camhéle Elles faltaram ou têem faltado.
FCTCRO.
N. S. Emmi Nghi-cámba-yz.a .... Eu faltarei ou hei de faltar.
Eié Gu-cámba-yza Tu faltarás ou has de faltar.
Una U-cámba-yza Elle faltará ou ha de faltar.
N. P. Etlu Tu-cámba-ijza Nó» faltarenios ou havemos de faltar.
Enu Nv-cámba-yza Vós faltareis ou haveis de faltar.
Ana A-cámba-yza Elles faltarão ou hão de faltar.
IMPERATIVO.
N. S. Não tem Não tem.
Camba Eié Falta tu.
U-cámbe Una Falte elle.
N. P. Tu-camb-éttu Faltemos nós.
Camb-énu Faltae vós.
A-cámbe Ana Faltem elles.
PRESENTE DO MODO OPTATIVO E CONJCNCTIVO.
N. S. Se Emmi Nghi-cámba Se eu faltasse ou que falte.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-cambéle. ... Se eu faltara ou tivesse faltado.
11
G6 GRAMMATICA
FUTDBO PRIMEIRO.
Blindo. Portuguez.
N. S. Se Emmi Nghi-cámba-yza. . Se eu faltar ou tiver faltado.
FUTURO SKGDNDO.
íN. S. Emmi Quinyhi-cámba-yza . . Quando eu faltar.
Eié Qiiiú-cámba-yza Quando tu faltares.
Una Quiá-cámba-yza Quando elle faltar.
N. P. Ettu Quittu-camba-yza Quando nós faltarmos.
Enu Quínu-cámba-yza Quando vós faltardes.
Ana Quiú-cámba-yza Quando elles faltarem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Cucámba Faltar.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Nghi-cucdmba Emmi Faltar eu.
I.NFINITO PRETÉRITO.
Amu-cucámba Ter faltado.
INFINITO FUTURO.
N. S. Emmi Quínghi-cucámba-yza
Eié Qiiiú-cucámba-yza ....
Una Quiá-cucámba-yza . . .
N. P. Ettu Quittu-ciicámba-yza . .
Enu Quínu-cucámba-yza . .
Ana Quia-cucámba-yza . , .
Quando eu houver de faltar.
Quando tu houveres de faltar.
Quando elh? houver de faltar.
Quando nós houvermos de faltar.
Quando vós houverdes de faltar.
Quando elles houverem de faltar.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quínghi-cámba Faltando.
PARTICIPIO DECLINATEL.
Cucamb-éssa O que falta ou lera faltado.
DO VERBO 3CND0 CÚRIA, COMER.
MODO INDICATIVO PRESENTE.
N. S Emmi Nyhi-ria Eu como.
Eié Gú-ria Tu comes.
DA língua bunda. 67
Bundo. Portuguez.
N. S. Una U-ria Elle come.
N. P. EttuTú-ria Nós comemos.
Enu Nú-ria Vós comeis,
Ana A-ria Elles comem.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-rile Eu comi ou tenho comido.
Eié Gu-a-ríle Tu comeste ou tens comido.
Una U-a-ríle Elle comeu ou tem comido.
N. P. Ettu Tii-a-rile Nós comemos ou temos comido.
Enu Nu-a-ríle Vós comestes ou tendes comido.
Ana A-ríle Elles comeram ou têeni comido.
FDTDHO.
N. S. Emmi Nghí-ria-yza Eu comerei ou hei de comer.
Eié Gú-ria-yza Tu comerás ou has de comer.
Una U-ria-yza Elle comerá ou ha de comer.
N. P. Ellii Tú-ria-yzh Nós comeremos ou havemos de co-
mer.
Enu Nú-ria-yza Vós comereis ou haveis de comer.
Ana A-ria-yza Elles comerão ou hão de comer.
IJUPURATIVO.
N. S. Não tem . . Não tem.
Riá Eié Come tu.
U-rie Una Coma elle.
N. P. Tu-ri-éttu CoiDâmos nós.
Ri-ênu Comei vós.
A-rie Ana Comam elles.
PRESENTE DO MODO OPT.\TIVO E CONJUNCTIVO.
N. S. Se Emmi Nghi-ria Se eu comesse ou que coma.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-rile Se eu comera ou tivesse comido.
FOTCRO PRIMEIRO.
N. S. Se Emmi Nghí-ria-yza Se eu comer ou tiver comido.
FCTURO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quinghí-ria-yza Quando eu comer.
Eié Quiú-ria-yza Quando tu comeres.
11 •
68 GRAMMATICA
Bundo. Portuguez.
N. S. Una Quiá-ria-yza Quando elle comer.
N. P. Ettu Quíttu-ria-yza Quando nós comermos.
Enu Quínu-ria-yza. Quando vós comerdes.
Ana Quiá-ria-yza Quando elles comerem.
INFINITO PRESENTE IMPESS0A1..
Cúria Comer.
INFINITO PHESENTE PESSOAL.
N. S. Nghi-cúria Emmi Comer eu.
INFINITO PRETÉRITO.
Amu-cúria Ter comido.
INFINITO FOTURO.
N. S. Emmi Qiiínghi-cúna-yza . . . Quando eu houver de comer.
Eié Quiiircúria-yza ...... Quando tu houveres de comer.
Una Quiá-cúria-yza Quando elle liouver de comer.
N. P. Ettu Quíttu-cúria-yza Quando nós houvermos de comer.
Enu Quínu-cúria-yza Quando vós houverdes de comer.
Ana Quiá-cúria-yza Quando elles houverem de comer.
PARTICIPIO IMPESSOAL.
Quinghi-ria Comendo.
PARTICIPIO PESSOAL.
Curi-éssa O que come.
DO VERBO BUNDO CUSSUMBÍSSA, VENDER.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Nghi-ssumbissa Eu vendo.
Eié Gti-ssumbissa Tu vendes.
Una U-ssumbissa Elle vende.
N. P. Ettu Tu-ssumbíssa Nós vendemos.
Enu Nu-ssumbíssa . Yós vendeis.
Ana A-ssumbíssa Elles vendem.
*iv»v PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-ssumbisse Eu vendi ou tenho vendido.
DA LINGDA BUNDA. 69
Bundo. Porlnguez.
N. S. Eié Gu-a-ssumbisse Tu vendeste ou tens vendido.
Una U-a-ssumbisse Elle vendeu ou tem vendido.
N. P. Ettu Tu-a-ssimbisse Nós vendemos ou temos vendido.
Enu Nu-a-ssumbisse Vós vendestes ou tendes vendido.
Ana A-ssumbisse Elles venderam ou têem vendido.
FUTURO.
N. S. Emmi Nghi-ssumbíssa-yza. . Eu venderei ou hei de vender.
Eié Gu-ssumbissa-ijza Tu venderás ou has de vender.
Vna U-ssumbíssa-yza Elle venderá ou ha de vender.
N. P. Ettu Tussmnbissa-ijza Nós venderemos ou havemos de ven-
der.
Enu Nu-ssumbissa-yza Vós vendereis ou haveis de vender.
Ana A-ssumbíssa-yza Elles venderão ou hão de vender.
IMPERATIVO.
N. S. Não tem Não tem.
Sumbissa Eié Vende tu.
U-ssumbísse Una Venda elle.
N. P. Tu-ssumbíss-éttu Vendamos nós.
Sumbiss-énu Vendei vós.
A-ssumbisse Ana Vendam elles.
PRESENTE DO MODO OPTATIVO E CONJUNCTIVO.
N. S. Se Emmi Nghi-ssumbissa. . . Se eu vendesse ou que venda.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi- a-ssumbisse. . Se eu vendera ou tivesse vendido.
FUTURO PRIMEIRO.
N. S. Se Emmi Nghi-ssumbissa- Se eu vender ou tiver vendido.
yza.
FUTURO 8EGCND0.
N. S. EmmiQuinghi-ssumbissa-yza Quando eu vender.
Eié Quiú-ssumbissa-yza . .. . Quando tu venderes.
Una Quiá-ssumhissa-yza . .
N."P. Ettu Quittu-ssumbissa-yza.
Enu Quinu-ssumbissa-yza .
Anna Quiá-ssumbíssa-yza. .
Quando elle vender.
Quando nós vendermos.
Quando vós venderdes.
Quando elles venderem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Cxissumhissa Vender.
70 GBAMMATICA
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
Bundo. Portuguez.
N. S. Nghí-cussumbissa Emmi. .. ; Vender eu.
INFINITO PRETÉRITO.
Amu-cussumbíssa Ter vendido.
INFINITO FUTURO.
N. S. Emmi Quíngki-cussumbíssa- Quando eu houver de vender.
yza.
Eié Quiú-cussximbissa-yza . . Quando tu houveres de vender.
Una Qniá-cussumhissa-íjza . Quando ellc houver de vender.
N. P. EttuQuíttu-cussumbíssa-yza. Quando nós houvermos de vender.
Enu Quínu-cussumbíssa-yza. Quando vós houverdes de vender.
Ana Quiá-cussurnbissa-yza. . Quando elles houverem de vender.
FARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quínghi-ssumbissa Vendendo.
PARTICIPIO DECLINAVEL.
Cussumbíss-íla O que vende.
DO VERBO BUNDO CUSSÚMDA, COMPRAR.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Nf/hi-ssinnba Eu compro.
Eié Gu-ssúmba Tu compras.
Una U-ssúmba Elle compra.
N. P. Ettu Tu-ssúmba Nós comprámos.
Enu Nii-ssúmba Vós compraes.
Ana A-ssúmba Elles compram.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-ssúmbe Eu comprei ou tenho comprado.
Eié Gu-a-ssúmbe Tu compraste ou tens comprado.
Una-U-a-ssúmbe Elle comprou ou tem comprado.
N. P. Etlu Tu-a-ssúmhe Nós comprámos ou temos comprado.
Enu Nu-a-ssúmbe Vós comprastes ou tendes comprado.
Ana A-ssúmbe Elles compraram ou têem comprado.
N. S. Emmi Nghi-ssúmba-yza. ... Eu comprarei ou heide comprar.
DA língua bunda.
71
Bundo. Portuguea.
N. S. Eié Gii-ssúmba-yza Tu comprarás uu has de comprar.
Una U-ssvmba-yzu Elle comprará ou ha de comprar.
N. P. Ettu Tu'Ssúmba-yza Nós compraremos ou havemos de
comprar.
Enu Nu-ssúmba-yza Vós comprareis ou haveis de cotn-
' prar.
Ana A-ssúmba-yza Elles comprarão ou hão de eomprar.
lUPEBATIVO.
N. S. Não tem Não tem.
Súmba-Eié Compra tu.
U-ssúmbe Una Compre elle.
N. P. Tu-ssumb-éUu Compremos nós.
Sumb-énu ComJDrae vós.
A-ssúmbe Ana Comprem elles.
PRESENTE DO MODO OPTATIVO E CONJONCTIVO.
N. S. Se Emmi Nghi-ssúmba Se eu comprasse ou que compre.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-ssúmbe Se eu comprara ou tivesse comprado.
FUTURO PRIMEIRO.
N. S. Se Emmi Nghi-ssúmba-yza . Se eu comprar ou tiver comprado.
FUTURO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quinghi-ssúmba-yza
Eié Quiú-ssúmba-yza . .
Una Quiá-ssúmba-yza . .
N. P. Ettu Quittu-ssúmba-yza .
Enu Quínu-ssúmba-yza .
Ana Quiá-ssúmba-yza. . .
Quando eu comprar.
Quando tu comprares.
Quando elle comprar.
Quando nós comprarmos.
Quando vós comprardes.
Quando elles comprarem.
N. S.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Cussúmba Comprar.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
Nghi-cussúmba Emmi Comprar eu.
INFINITO PERFEITO.
Amu-cussúmba Ter comprado.
72 GRAMMATICA
INFINITO FUTUHO.
Bundo. Portuguez.
N. S. Emmi Quínghi-cussúmba-yza Quando eu houver de comprar.
Eié Quiú-cussúmba-yza Quando tu houveres de comprar.
Una Quiá-cussúmba-yza. .
N. P. Ettu Quíttu-cussúmba-yza.
Enu Quimi-cussúmba-yza.
Ana Quiá-cussúmba-yza. .
Quando elle houver de comprar.
Quando nós houvermos de comprar.
Quando vós houverdes de comprar.
Quando elles houverem de comprar.
PARTICIPIO DECLINAVEL.
Quínghi-ssúmba Comprando.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Cussumb-íla O que compra.
DO VERBO BUNDO CUTUCÚLA, ARU.4XCAR.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Nghi-tucúla Eu arranco.
Eié Gu-tucúla Tu arrancas.
Una U-tucúla Elle arranca.
N. P. Eltu Tu-tucúla Nós arrancamos.
Enu Nu-tucúla Vós arrancaes.
Ana A-tucúla Elles arrancara.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-tucúle Eu arranquei ou tenho arrancado.
Eié Gu-a-tucúle Tu arrancaste ou tens arrancado.
Una U-a-tucúle Elle arrancou ou tem arrancado.
N. P. Ettu Tu-a-tucúle Nós arrancámos ou temos arrancado.
Enu Nu-a-tucúle Vós arrancastes ou tendes arrancado.
Ana A~tucúle Elles arrancaram ou tèera arrancado.
FUTURO.
N. S. Emmi Nghi-tucúla-yza Eu arrancarei ou hei de arrancar.
Eié Gu-tucúla-yza Tu arrancarás ou has de arrancar.
Una U-tucúla-yza Elle arrancará ou ha de arrancar.
N. P. Ettu Tu-tucúla-yza Nós arrancaremos ou havemos de
arrancar.
Enu Nu-tucúla-yza Vós arrancareis ou haveis de arran-
car.
Ana A-tucúla-yza Elles arrancarão ou hão de arran-
car.
DA língua BUNDA. 73
IMPERATIVO.
Bundo. Porluguesz.
N. S. Não lem Não tem.
Tucúla Eié Arranca tu.
U-tucúla Una ' Arranque clle.
N. P. Tu-tucul-éttu Arranquemos nos.
Tucnl-énu Arrancae vós.
A-tucúle Arranquem elles.
PRESENTE DU MODO OPTATIVO E CONJUNXTIVO.
N. S. Sc Emmi Nghi-tucúla Se eu arrancasse ou que arranque.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-tucúle Se eu arrancara ou tivesse arran-
cado.
FUTURO PRIMEIRO.
N. S. Se Emmi Nglii-tucúla-yza. . . Se eu arrancar ou tiver arrancado.
FUTURO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quinyhi-tucúla-yza . . Quando eu arrancar.
Eié Quiú-tucúla-yza Quando tu arrancares.
Una Quiá-tiicúla-yza Quando elle arrancar.
N. P. Ettu Quiltu-tucúla-yza Quando nós arrancarmos.
Enu Quinu-tucúla-yza Quando vós arrancardes.
Ana Quiá-tucúla-yza Quando elles arrancarem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Cutucúla Arrancar.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Nghi-cutucúla Emmi Arrancar eu.
INFINITO PRETÉRITO.
Aniu-cutucúla Ter arrancado.
INFINITO FUTURO,
N. S. Emmi Quinf/hí-cutucúla-yza Quando eu houver de arrancar.
Eié Quiú-cuiucúla-yza Quando tu houveres de arrancar.
Una Quiá-cutucúla-yza Quando elle houver de arrancar.
N. P. Ettu Quittu-cutucúla-yza . . . Quando nos houvermos de arrancar.
18
74 GRAWMATICA
Bundo Portiigiiez.
N. P. Enu Quínu'Cutucúla-yza . . . Quando vós houverdes de arrancar.
Ana Quiá-cutucúla-yza Quando elles houverem de arrancar.
PABTICIPIO INDECUN.4VEL.
Quínghi-tucúla Arrancando.
PABTICIPIO DECLI.XAVEL.
Cutucul-éssa O que arranca.
DO VERBO nono CULÓLA, ENSAIAR.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Nghi-lóla Eu ensaio.
Eié Gu-íóla Tu ensaias. *
Una U-lóla Elle ensaia.
N. P. Ettu Tu-lóla Nós ensaiamos.
Enu Nu-^óla Vós ensaiaes.
Ana A-lóla Elles ensaiam.
PHETERITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-lóle Eu ensaiei ou teuho ensaiado.
Eié Gu-a-lóle Tu ensaiaste ou tens ensaiado.
Una U-a-Ióle Elle ensaiou ou tem ensaiado.
N. P. Ettu Tu-a-lóie Nós ensaiámos ou temos ensaido.
Enu Nu-a-Ióle Yós ensaiastes ou tendes ensaiado.
Ana A-lóle Elles ensaiaram ou têem ensaiado.
FOTCRO,
N. S. Emmi Nghi-lóla-yza Eu ensaiarei ou hei de ensaiar.
Eié Gu-Ióla-yza Tu ensaiarás ou has de ensaiar.
Una U-lóla-yza Elle ensaiará ou ha de ensaiar.
N. P. Ettu Tu-lóla-yza Nós ensaiaremos ou havemos de en-
saiar.
Enu Nu-lóla-yza Vós ensaiareis ou haveis de en-
saiar.
Ana A-lóla-yza Elles ensaiarão ou hão de ensaiar.
IMPERATIVO.
N. S. Não tem. Não tem.
Lóla Eié Ensaia tu.
U-lóle Una Ensaie elle.
N. P. Tii-lol-éttu Ensaiemos nós.
DA língua bunda. 75
Bundo. Portuguez.
N. P. Lol-énu Eosaiae vós.
A-lóle Ana Ensaiem elles.
PRESENTE DO MODO OPTATIVO E CONJDNCTIVO.
N. S. Se Emmi Nghi-lóla Se eu ensaiasse ou que ensaie.
PRETÉRITO PERFEITO^
N. S. Se Emmi Ghi-a-lóle Se eu ensaiara ou tivesse ensaiado.
FDTURO PRIMEIRO.
N. S. Se Emmi Nghi-lóla-yza. ... Se eu ensaiar ou tiver ensaiado.
FUTORO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quinghi-lóla-yza . .. . Quando eu ensaiar.
Eié Quiú-lola-yza Quando tu ensaiares.
Una Quiá-Ióla-yza Quando elle ensaiar.
N. P. Ettu Quíttu-lóla-yza Quando nós ensaiarmos.
Enu Quimi-lóla-yza Quando vós ensaiardes.
Ana Quiá-lóla-yza Quando elles ensaiarem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Culóla Ensaiar.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Ngk-culóla Emmi Ensaiar eu.
INFINITO PRETÉRITO.
Amu-lóla Ter ensaiado.
INFINITO FUTURO.
IS. S. Emmi Qittnghi-culóla-yza . . Quando eu houver de ensaiar.
Eié Quiú-ciúóla-yza Quando tu houveres de ensaiar.
Vna Qiiiá-ciilóla-yza Quando elle houver de ensaiar.
N. P. Ettu Qinttu-culóla-yza ..^. Quando nós houvermos de ensaiar.
Enu Quinu-culóla-yza .Jk. Quando vós houverdes de ensaiar.
Ana Qmá-aúóla-yza Quando elles houverem de en.«aiar.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quínghi-lóla Ensaiando.
12»
/O GR AMM ATIÇA
PABTICIPIO DKCLINAVEL
BiiiKlo. Porluguez.
Culol-éssa O que ensaia.
1)0 VERBO BUNDO CUYZA, VIR, DA TERCEIRA CONJUGAÇÃO.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Nghu-yza Eu venho.
Fié Gn-yza Tii vens.
Una U-yza Elie vem.
N. P. Ettu Tu-yza Nós vimos.
Enu Nu-yza Vós vindes.
Ana A-eza Elles vem.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-gile Eu vim ou tenho vindo.
Eié Gu-a-gílè. Tu vieste ou tens vindo.
Una U-a-gile Elle veiu ou tem vindo.
N. P. Ettu Tu-a-gile Nós viemos ou temos vindo.
Enu Nu-a-gile Vós viestes ou tendes vindo.
Ana A-gile Elles vieram ou têem vindo.
FUTURO.
N. S. Emmi Nghu-yza-yza Eu virei ou hei de vir.
Eié Gu-yza-yza Tu virás ou has de vir.
Una U-yza-yza Elle virá ou ha de vir.
N. P. Ettu Tu-yza-yza Nós viremos ou havemos de vir.
Enu Xu-yza-yza Vós vireis ou haveis de vir.
Ana A-yza-yza Elles virão ou hão de vir
IMPERATIVO.
N. S. Não tem Não tem.
Yza Lie Vem tu.
Eze Una Venha elle.
N. P. Tu-yza-étlu Venhamos nós.
Zé-nu Vinde vós.
A-eze Ana Venham elles.
PRESENTE DO MODO OPTATIVO E COíTJCNCTIVO.
N. S. Se Emmi Ngu-yza Se eu viesse ou que venha.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-nilc Se e;i viera cu livesse vindo.
DA língua bd>da. 77
FOTURO PRIMEIRO.
Bundo. Porluííuuz.
N. S. Se Emmi Ngu-yza-yza Se eu vier ou tiver vindo.
FUTURO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quinghi-yza Quando eu vier.
Eié Quiii-yza Quando lu vieres.
Una Quiá-yza Quando elle vier.
N. P. Ettu Quitiu-yza Quando nós viermos.
Enu Quínu-yza Quando vós vierdes.
Ana Quiá-yza Quando elles vierem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Cuyza Vir.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Ngu-cuyza Emmi Yir eu.
INFINITO PRETÉRITO.
Amu-cuyza Ter vindo.
INFINITO FUTURO.
N. S. Emmi Quinghi-yza-cuyza. . . Quando eu houver de vir.
Eié Quiú-yza-cinjza Quando tu houveres de vir.
Una Quiá-yza-cuyza Quando elle liouver de vir.
N. P. Etlu Quittu-yza-cuyza Quando nós houvermos de vir
Enu Quinn-yza-cuyza Quando vós houverdes de vir.
Ana Quiá-yza-cuyza Quando elles houverem de vir.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quingh-yza] Vindo.
P.\RTICIPIO bECLINAVEL.
Múca cuyza O que vem.
DO VERBO BUNDO CUBIGÍA OU CUGIÁ, SABER.
PRESENTE DO MODO I.NOICATIVO.
N. S. iinimí Ngu-rigia Eu sei.
Eie Gii-riíía Tu sabes.
78 GRAMMATICA
Bundo. Portugue2.
N. S Una U-rigía Elle sabe.
N. P. Ettu Tu-rigía Nós sabemos.
Em JSu-rujia Vós sabeis.
Ana A-rigía Elles sabem.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Fmmi Ghi-a-rigie Eu soube ou lenho sabido.
Eié Gu-a-rigie Tu soubeste ou lens sabido.
Una U-a-rigie Elle soube ou tem sabido.
N. P. Ettu Tu-a-rigie Nós soubemos ou temos sabido.
Enu Nu-a-rigie Vós soubestes ou tendes sabido.
Ana A-rigíe Elles souberam ou lêem sabido.
FUTURO.
N. S. Emmi Ngti-rigia—yza Eu saberei ou hei de saber.
Eié Gti-rigía-yza Tu saberás ou has de saber.
Una U-rigía-yza Elle saberá ou ha de saber.
N. P. Ettu Tu-rigia-yza Nós saberemos ou havemos de sa-
ber.
Enu Nu-rigia-yza Vós sabereis ou haveis de saber.
Ana A-rigia-yza Elles saberão ou hão de saber.
^g^ ,e,v.ww^ — .v„. ,
/ N. S. Não tem Não tem. ^^^ »'^«-W
•« .. Gia Eié Sabe tu.
^Aif U-gíe Una Saiba elle.
N. P. Tu-gi-éttu Saibamos nós.
Gi-énu Sabei vós.
A-gié Ana Saibam elles.
PRESENTE DO MODO OPTATIVO E CONJUNCTIVO.
N. S. Se Emmi Ngu-rigia Sc eu soubesse ou que saiba.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi GIn-a-rigic Se eu soubera ou tivesse sabido.
FUTURO PRIMEIRO.
N. S. Se Emmi Ngu-rigia-yza ... Se eu souber ou tiver sabido,
FUTURO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quinghi-gia-yza Quando eu souber.
Eié Quiú-gía-yza Quando tu souberes.
DA língua bunda. 79
Bundo. Portnguei-
N. S. Una Quid-fjía-yza. Quando elie souber.
N. P. JEttu Quittu-gia-yza guando nós soubermos.
Enu Quimi-gia-yza Quando vós souberdes.
Ana Quiá-gía-yza Quando elles souberem.
liNFINITO PRESENTE IMPESSOAt.
Curigia Saber.
INFINITO PRESENTE PESSOAL
N. S. Ngu-cugia Emmi Saber eu.
INin>'iTO PHETERITO.
Ámu-cugia Ter sabido.
INFINITO FDTUBO.
N. S. Emmi Quínghi-cugia-yza . . . Quando eu houver de saber.
Eié Quiú-cugia-yza Quando tu houveres de saber.
Una Qniá-cugín-yza Quando clle houver de saber.
N. P. Ettu Quítu-cugia-yza Quando nós houvermos de saber.
Enu Quinu-cugía-yza Quando vós houverdes de saber.
Ana Qiiiá-cugía-yza Quando elles houverem de saber.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quínghi-gía Sabendo.
PARTICIPIO DECLINAVEL,
Cugi-éssa O que sabe.
DO VERBO BUNDO CUBETA, CASTIGAR.
, , j . PBESE^TE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Ngii-béía Eu castigo. ' * it-dê^
Eié Gu-béta. . . ,: Tu castigas.
Una Tu-héta Elle castiga.
N. P. Ettu Tu-héta Nós castigámos.
Enu Nu-béta Vós casligaes.
Ana A-béta Elles castigam.
rKETERITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-beléle Eu castiguei ou tenho casliga-io.
80 GRAMMATICA
Uundo. Portug:uez.
N. S. Eié Gii-a-betéle Tu castigaste o» tens castigado.
Una U-abetéle Elle castigou ou tem castigado.
.\. P. Ettn Tu-a-beléle Nós castigámos ou temos castigado.
Jínn Niia-betéle Vós castigastes ou tendes castigado.
Ana A-betéle Elles castigaram ou tèem castigado.
FUTURO.
X. S. Emini Ngu-béta-yza Eu castigarei ou hei de castigar.
Eié Gn-béta-yza Tu castigarás ou has de castigar.
''«ff U-béla-yza Elle castigará ou ha de castigar.
N. P. Ettu Tu-béta-yza Nós castigaremos ou havemos de cas-
tigar.
Elnu Nu-béla-yza Vós castigareis ou haveis de castigar.
Ana A-béfa-yza Elles castigarão ou hão de castigar.
.A.^
JMPEKATIVO.
A N.S. Não tem Não tem. t>^CVU} Çi^-{^
Beta Eié Castiga tu.
U-béte-Una Castigue elle.
N. P. Tu-bet-éttu Castiguemos nós.
Bet- énu Castigae vós.
A-béie Ana Castiguem elles.
PUESENTE DO MODO OPTATIVO E CONJUHCTIVO.
N. S. Se Emmi Nfju-béta Se eu castigasse ou que castigue.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-betéle Se eu castigara ou tivesse castigado.
FUTURO PRIMEIRO.
N. S. Se Emmi Ngu-béta-yza Se eu castigar ou tiver castigado.
FUTLRO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quinghi-béta-yza. . . . Quando eu castigar.
Eié Quiú-béia-yza Quando tu castigares.
Una Quiá-béta-yza Quando elle castigar.
N. P. Ettu Quitlu-béta-yza Quando nós castigarmos.
Enu Quimi-béta-yza Quando vós castigardes.
Ana Quiá-béta-yza Quando elles castigarem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Cubéta Castigar.
DA língua bunda. 81
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
Bundo. Portuguez.
N. S. Ngu-cubéta Emmi Castigar eu.
INFINITO PRETÉRITO.
Amu-cubéta Ter castigado.
INFINITO FDTUUO.
N. S. Emmi Quinghi-cuhéta-yza . . Quando eu houver de castigar.
Eié Quiú-cubéta-yza Quando tu houveres de castigar.
Una (Juiá-cubéta-yza Quando elle houver de castigar.
N. P. Ettu Quíttii-cubéta-yza Quando nós houvermos de castigar.
Enu Quinu-cubéta-yza Quando vós houverdes de castigar.
A7ia Quiá-cubéta-yza Quando elles houverem de castigar,
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Qiiínghi-béta Castigando.
PARTICIPIO DECLINAVEL.
Cubet-éssa O que castiga.
DO VEKBO BUNDO CUNHVNCÂ, VIRAR.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Nr/u-nhúnca Eu viro.
Eié Gii-nhúnca Tu viras.
Una U-nhúnca Elle vira.
N. P. Ettu Tii-nhúnca Nós viramos.
Enu Nu-nkúnca Vós viraes.
Ana A-nhúnca Elies viram.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-nhúnque Eu virei ou tenho virado.
Eié Gu-a-nhúnque Tu viraste ou tens virado.
Una U-a-nhúnque Elle virou ou tem virado.
N. P. Ettu Tu-a-nhúnque Nós virámos ou temos virado.
Enu Nu-a-nhúnque Vós virastes ou tendes virado.
Ana A-nliúnque Elles viraram ou têera virado.
FUTCRO.
N. S. Emmi Ngu-nhúnca-yza Eu virarei ou hei de virar,
13
82 GBAMMATICA.
Bundo. Portuguez.
N. S. Eié Gu-nhúnca-yza Tu virarás ou has de virar.
Una U-nhúnca-yza Elle virará ou ha de virar.
N. P. Ettu Tu-nhúnca-yza Nós viraremos ou havemos de vi-
rar.
Enu Nii-nhúnca-yza Vós virareis ou haveis de virar.
Ana A-nhúnca-yza Elles virarão ou hão de virar.
IMPERATIVO.
N. S. Não tem. Não tem.
NImnca Eié Vira tu.
U-nhúnque Una Vire elle.
N. P. Tu-nkmgu-éttu Viremos nós.
Nhunqii-énu Virae vós.
A-nhúnque Ana Virem elles.
PRESENTE DO MODO OPTATIVO E CONJDNCTIVO.
N. S. Emmi Ngu-^húnca Se eu virasse ou que vire.
PBETERITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-nhúnque Se eu virara ou tivesse virado.
FUTURO PRIMEIRO.
N. S. Se Emmi Ngu-nhúnca-yza. . Se eu virar ou tiver virado.
FUTURO SEGUNDO.
N, S. Emmi Quinghi-nhúnca-yza. . Quando eu virar.
Eié Quiú-nhúnca-yza Quando tu virares.
Una Quiá-nhúnca-yza Quando elle virar.
N. P. Ettu Quittii-nhúnca-yza . .. . Quando nós virarmos.
Enu Quínu-nhúnca-yza Quando vós virardes.
Ana Quía-nhúnca-yza Quando elles virarem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Cunhúnca Virar.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Ngu-cunhúnca Emmi Virar eu.
INFINITO PRETÉRITO.
Amu-nhúnca Ter virado.
língua bunda. 83
INFINITO FDTDRO.
Bundo. Portuguez.
N. S. Emmi Quínghí-nhúnca-yza. . Quando eu houver de virar.
Eié Qmú~nhúnca-yza Quando tu houveres de virar.
Una Quid-nhmca-yza Quando elie houver de virar.
N. P. Eltu QiiittiMihúnca-yza Quando nós houvermos de virar.
Enu Quínu-nhúnca-yza Quando vós houverdes de virar.
Ana Quiá-nhúnca-yza Quando elies houverem de virar.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quinghi-nhúnca Virando.
PAKTICIPIO DECLINAVEL.
Cunhimqu-éssa O que vira.
DO VERBO BUNDO CUMUFFÚNDA, ARRISCAR.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Ngu-muffúnda Eu arrisco.
Eié Gu-muffúnda Tu ar.iscas.
Una U-mu/fúnda Elle arrisca.
N. P. Etlu Tu-muffúnda Nós arriscámos.
Enu NiMnuffúnda Vós arrisca es.
Ana A-muffúnda Elles arriscara.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-muffundile. ... Eu arrisquei ou tenho arriscado.
Eié Gu-a-muffundíle Tu arriscaste ou tens arriscado.
Una U-a-muffundile Elle arriscou ou tem arriscado.
N. P. EttuTu-a-muffundile Nós arriscámos ou temos arriscado.
Enu Nu-a-muffmdile Vós arriscastes ou tendes arrisca-
do.
Ana A-nmffundile Elles arriscaram ou têem arriscado.
FDTURO.
N. S. Emmi Ngu-muffúnda-yza . . . Eu arriscarei ou hei de arriscar.
Eié Gu-muffúnda~yza Tu arriscarás ou has de arriscar.
Una U-muffúnda-yza Elle arriscará ou ha de arriscar.
N. P. Ettu Tu-muffúnda-yza Nós arriscaremos ou havemos de ar-
riscar.
Enu Nu-muffúnda-yza Vós arriscareis ou haveis de arris-
car.
Ana A-muffúnda-yza Elles arriscarão ou hão de arriscar.
13 •
$g GRAMMATICA
IMPERATIVO.
Bundo. Portuguez
N. S. Não tem Não tem.
Muffúnda Eié Arrisca tu.
U-muffúnãe Una Arrisque elle.
N. P. Tu-mufj'und-éttu Arrisquemos nós.
Muffund-énu Arriscae vós.
A-miiffúnde Ana Arrisquem elies.
PRESENTE DO MODO OPTATIVO E CONJUNCTIVO.
N. S. Se Emmi Ngii-muffúnda ... Se eu arriscasse ou que arrisque.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. aS*^ Emmi Ghi-a-muffundile . Se eu arriscara ou tivesse arrisca-
do.
FDTCRO PRIMEIRO.
N. S. Se Emmi Ngu-muffúnda-yza Se eu arriscar ou tiver arriscado.
FDTDRO SEGUNDO.
N. S. EmmiQuinghi-muffunda-yza Quando eu arriscar.
Eié Quiú-muffúnda-yza .... Quando tu arriscares
Una Quiá-muffúada-yza. .
N. P. EUi(, Quiltu-muffúnda-yza
Enu Quimi-muffúnda-yza .
Ana Quiá-muffúnda-yza. .
Quando elle arriscar.
Quando nós arriscarmos.
Quando vós arriscardes.
Quando elles arriscarem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Cumulfúnda Arriscar.
INFINITO PRESE.NTE PESSOAL.
N. S. Ngu-cumiiffúnda Emmi Arriscar eu.
INFINITO PRETÉRITO.
Amu-cumnffúnda Ter arriscado.
INFINITO FDTURO.
N. S. Emmi Quínghi-cumuffúnda- Quando eu houver de arrisca.
yza.
Eié Quiú-cumuffúnda-yza . . Quando tu houveres de arriscar
Una Quiá-cumu/fúnda-yza. . Quando elle houver de arriscar.
DA LÍNGUA BUNDA. 83
Bundo. Portuguez.
N. P. EttuQuíttu-cumuffúnda-yza. Quando nós houvermos de arriscar.
Enu Quinu-cumuffúnda-yza . Quando vós houverdes de arriscar.
Ana Quiá-cumuffmda-yza. . Quando elles houverem de arriscar.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quínghi-muffúnda Arriscando.
PARTICIPIO DECLINAVEL.
Cumuffiind-éssa O que arrisca.
DO VERBO BUNDO CUBABÁTA, APALPAF
PHESEMTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Ngu-habáta Eu apalpo.
Eié Gn-babáta Tu apalpas.
Una-U-babáta Ellc apalpa.
N. P. Ettu Tu-babála Nós apalpamos.
Enu Nu-babála Vós apalpaes.
Ana A-babála Elles apalpara.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emmi Gki-a-babáte Eu apalpei ou tenho apalpado.
Eié Gu-a-babáte Tu apalpaste ou tens a|)alpado.
Una U-a-babále Elle apalpou ou tem apalpado.
Ettu Tu-a-babáte Nós apalpámos ou temos apalpado.
Enu Nu-a-babale Vós apalpastes ou tendes apalpado.
Ana A-babálc Elles apalparam ou têem apalpado.
FUTURO.
N. S. Emmi Ngu-babáta-yza Eu apalparei ou hei de apalpar.
Eié Gu-babáta-yza Tu apalparás ou has de apalpar.
Una U-babála-yza Elle apalpará ou ha de apalpar.
N. P. Ettu Tu-babáta-yza Nós apalparemos ou havemos de
apalpar.
Enu Nu-babáta-yza Vós apalpareis ou haveis de apalpar.
Ana A-babúta-yza Elles apalparão ou hão de apalpar.
IMPERATIVO,
N. S. Não tem Não tem.
Jíabáta Eié Apalpa tu.
U-babáte Una .... Apalpe elle.
N. P. Tu-babat-cttu. Apalpemos nós.
N. P
86 GRAMMATICA
Bundo. Portuguez.
N. P. Babat-énu Apalpae vós.
A-babáte Ana Apalpem elles.
PRESENTE DO MODO OPTATIVO E CONJUNCTIVO.
rs'. S. Se Emmi Ngu-habáta Se eu apalpasse ou que apalpe.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-babáte Se eu apalpara ou tivesse apalpado.
FUTDRO PRIMEIRO.
N. S. Se Emmi Ngu-babáta-yza. . . Se eu apalpar ou tiver apalpado.
FUTURO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quinghi-babáta-yza. . Quando eu apalpar,
Eié Quiú-babáta-yza Quando tu apalpares.
Vna Quiá-babáta-yza Quando elle apalpar.
N. P. Ettu Qinttu-babáta-yza Quando nós apalparmos.
Enu Quinu-babáta-yza Quando vós apalpardes.
Ana Quiá-babála-yza Quando elles apalparem.
INFI.MTO PRESENTE IMPESSOAL.
Cubabáta Apalpar.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Ngu-cubabdta Emmi Apalpar eu.
INFINIT(f PRETÉRITO.
Amu-cubabáta Ter apalpado,
INFINITO FUTURO.
M. S. Emmi Quinghi-cubabáta-yza Quando eu houver de apalpar.
Eié Quiú-cubabáta-yza Quando tu houveres de apalpar.
Una Quiá-cubabáta-yza. . . . Quando elle houver de apalpar.
N. P. EttuQuíttu-cubabáta-yza... Quando nós houvermos de apal-
par.
Enu Quinu-cubabáta-yza .. . Quando vós houverdes de apalpar.
Ana Quiá-cubabáta-yza .... Quando elles houverem de apalpar.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quínghi-babáta Apalpando.
DA língua bunda. 1.8'?
PARTICIPIO DECLINAVEL.
Bundo. Portuguez.
Cubahat-éssa O que apalpa.
DO VERBO BUNDO CUBÁCA, METTER.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Ngu-báca Eu metlo.
Eié Gu-háca Tu mettes.
Una U-báca Elie mette.
N, P. Eltu Tu-háca Nós niettemos.
Enu Nu-báca Vos metteis.
Ana A-báca Elles mettera.
PRETÉRITO PERFEITO.
N S Emmi Glii-a-baquéle Eu metti ou tenho mcttido.
Eié Gu-a-baquéle Tu metleste ou lens mettido.
Una U-a-baquéle Elle metteu ou lem mettido.
N P Ettu Tu-a-baquéle Nós raettemos ou temos mettido.
Enu Nu-a-baqiiéle Vós mettestes ou tendes mettido.
Ana A-baquéle Elles met.teram ou têem mettido.
FUTURO.
N S. Emmi Ngu-báca-yza Eu metterei ou hei de melter.
Eié Gu-báca-yza Tu metterás ou has de metíer.
Una U-báca-yza Elle metterá ou ha de metter.
N. P Ettu Tu-báca-yza Nós metteremos ou havemos de met-
ter.
Enu m-báca-yza Vós mettereis ou haveis de metter.
Ana A-báca-yza Elles metlerão ou hão de metter.
IMPERATIVO.
N. S. Não tem Não tem.
Báca Eié Mette tu.
U-báque Una Metta elle.
N.P. Tu-baqu-cttu Metíamos nos.
Baqu-énu Mettei vos.
A-báque Ana Mettam elles.
PRESENTE DO MODO OPTATIVO E C0NJUN6TIV0.
Ts. S. Se Emmi Ngu-báca Se eu mettesse ou que metta.
88 GRAMMATICA
PKETEBITO PERFEITO.
Bundo. Portuguez.
N. S. Se Emmi Glii-a-baquéle. ... Se eu mettèra ou tivesse mettido.
FUTCBO PRIMEIRO.
N. S. Se Emmi Ngu-báca-yza . ... Se eu metter ou tiver mettido.
FCTCRO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quinrjhi-báca-yza. . . . Quando eu meller.
Eié Quiú-báca-yza Quando tu rnetteres.
Una Quiá-báca-yza Quando elle metter.
N. P. EttuQuiítu-báca-yza Quando nós luelternios.
Enu Qiiínu-báca-yza Quando vós metterdes.
Ana Quiá-báca-yza Quando elles metterem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Cnháca Metter.
INFiNlTO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Nghi-cubáca Emmi Metter eu.
I.\FI>ITO PRETÉRITO.
Amu-baca Ter mettido.
INFINITO FUTURO.
N. S. Emmi Quinghi-cubáca-yza. . Quando eu houver de metter.
Eié Quiú-cubáca-yza Quando tu houveres de metter.
Una Quiá-cubáca-yza Quando elle houver de metter.
N. P. Etlii QuMu-cubáca-yza Quando nós houvermos de metter.
Enu Quinu-cubáca-yza Quando vós houverdes de metter.
Ana Quiá-cubáca-yza Quando elles houverem de metter.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quínghi-báca Mettendo.
PARTICIPIO DECLINATEL.
Cubaqu-éssa O que mette.
DA LINGUA BUNDA. 89
DO VERBO BUNDO CUTAGULVLA, ARROTAR.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
Bundo. Porluguez.
N. S. Emmi Ngii-tagulúla Eu arroto.
Eié Gu-tagulúla Tu arrotas.
Una U-tagulúla Elle arrota.
N. P. Etlu-taguHda Nós arretámos.
Enu Nu-tagulúla Vós arrotaes.
Ana A-tagulúla Elles arrotam.
PBETEKITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-tagulúle Eu arrotei ou tenho arrotado.
Eié Gu-a-tagulúle Tu arrotaste ou tens arrotado.
Una U-a-tagulúle Elle arrotou ou tem arrotado.
N. P. Ettu Tu-a-tagulúle Nós arrotámos ou temos arrotado.
Enii Nu-a-tagulúle Vós arrotastes ou tendes arrotado.
Ana A-tagulúle Elles arrotaram ou têem arrotado.
FOTDEO.
N. S. Emmi Ngii-tagulúla-yza. ... Eu arrotarei ou hei de arrotar.
Eié Gu-tagulúla-yza Tu arrotarás ou has de arrotar.
Una U-tagidúIa-yza Elle arrotará ou ha de arrotar.
N. P. Ettu Tu-tagulúla-yza Nós arrotaremos ou havemos de ar-
rotar.
Enu Nu-tagulúla-yza Vós arrotareis ou haveis de arro-
tar.
Ana A-tagulúla-yza Elles arrotarão ou hão de arrotar.
IMPERATIVO.
N. S. Não tem Não tem.
Tagulúla Eié Arrota tu.
U-tagulúle Una Arrole elle.
N. P. Tu-tagulul-éttu Arrotemos nós. jj
Taguhd-énu Arrotae vós. II
A-tagulúle Ana Arrotem elles.
JPRESENTE DO MODO OPTATIVO E CONJDNCTIVO.
N. S. Se Emmi Ngu-tagidúla Se eu arrotasse ou que arrote.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-tagulúle ... Se eu arrotara ou tivesse arrotado.
14
90 GHAMMÀTICA
FDTUBO PRIMEIRO.
Biiudo. Portuguex.
N. S. Se Emmi Ngu-tagulúla-yza . Se eu arrotar ou liver arrolado.
FUTURO SEGUNDO.
N. S. Emmi Quínghi-tagulúla-yza
Eié Quiú-tngulúla-yza ....
Una Quiá-tagulúla-yza. . . .
N. S. Ettu Quíttu-tagidúla-yza . .
Enit Quínu-iagalúla-yza. . .
Ana Quiá-tagulúla-yza. . . .
Quando eu arrotar.
Quando tu arrotares.
Quando elle arrotar.
Quando nós arrotarmos.
Quando vós arrotardes.
Quando elles arrotarem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Cutagulúla Arrotar.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Ngu-cutagulúla Emmi Arrotar eu.
INFINITO PRETÉRITO.
Amu-cutagulúla-yza Ter arrotado.
INFINITO FUTURO.
N. S. Emmi Quinghi-cutagulúla- Quando eu houver de arrotar.
yza.
Eié Quiii-cutagulúla-yza . . . Quando tu houveres de arrotar.
Una Quiá-cuíogulúla-yza. . . Quando elle houver de arrotar.
N. P. Ettu Quittu-cutagulúla-yza. . Quando nós houvermos de arrotar.
Enu Quinu-cutagulúla-yza. . Quando vós houverdes de arrotar.
Ana Qnia-cutagulúla-yza. . . Quando elles houverem de arrotar.
PARTICIPIO INDF-CLINAVEi.
Quinghí-tagulúla Arrotando.
PARTICIPIO DECLINAVEL.
Cntagulul-éssa O que arrota.
DO VERBO BUNDO CUSSÚMU^ ADIVINHAR.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO,
N. S. Emmi Ngu-ssúmu Eu adivinho.
DA língua BUNDA. 91
Bundo. Portuguez.
N. S. Eié Gu-ssúmu Tu adivinhas.
Una U-ssúmu Elle adivinha.
N. P. Ettu Tu-ssúmu Nós adivinhámos.
Enu Nu-ssúmu Vós adivinhaes.
Ana A-ssúmu Elles adivinham.
PRETEBITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-ssúme Eu adivinhei ou tenho adivinhado.
Eié Gu-a-ssúme Tu adivinhaste ou tens adivinhado.
Vna U-a-ssúme Elle adivinhou ou tem adivinhado.
N. P. Ettu Tu-a-ssúme Nós adivinhámos ou temos adivi-
nhado.
Enu Nu-a-ssúme Vós adivinhastes ou tendes adivi-
nhado.
Ana A-ssúme Elles adivinharam ou têera adivi-
nhado.
FUTURO.
N. S. Emmi Ngu-ssúmu-yza Eu adivinharei ou hei de adivi-
nhar.
Eié Gvr-ssúmu-yza Tu adivinharás ou has de adivinhar.
Una U-ssúmu-yza Elle adivinhará ou ha de adivi-
nhar.
N. P. Ettu Tu-ssúmu-yza Nós adivinharemos ou havemos de
adivinhar.
Enu Nu-ssúmu-yza Vós adivinhareis ou haveis de adi-
vinhar.
Ana A-ssúmu-yza Elles adivinharão ou hão de adivi-
nhar.
IMPERATIVO.
N. S. Não tem Não tem.
Súmu Eié Adivinha tu.
U-ssúme Una Adivinhe elle.
N. P. Tu-ssum-éttu Adivinhemos nós.
Snm-énu Adivinhac vós.
A-ssúme Ana Adivinhem elles.
PRESENTE DO MODO OPTATIVO E CONJDNCTIVO.
N. S. Se Emmi Ngu-ssúmu Se eu adivinhasse ou que adivinhe.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. 5"^ Emmi Ghi-a-ssúme Se eu adivinhara ou tivesse adivi-
nhado.
14*
92 GRAMMATICA
FOTORO PRIMEIRO.
Bundo. Portuguez.
N. S. Se Emmi Ngu-ssúmu-yza. . . Se eu adivinhar ou tiver adivinhado.
FUTURO SEGCXDO.
N. S. Emmi Quínghi-ssúmu-yza . . . Quando eu adivinhar.
Eié Quiú-ssúmu-yza Quando tu adivinhares.
Una Quiá-ssúmu-yza Quando elle adivinhar.
N. P. Ettu Quíttu-ssúmu-yza Quando nós adivinharmos.
Enu Quinu ssúmu-yza Quando vós adivinhardes.
Ana Quiá-ssúmu-yza Quando elles adivinharem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Ciissúmu Adivinhar.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Ngu-cussúmu Emmi Adivinhar eu.
INFINITO PRETÉRITO.
Amu-cussúmu Ter adivinhado.
INFINITO FUTURO.
N. S. Emmi Quinghi-cussúmu-yza Quando eu houver de adivinhar.
Eié Quiú-cussúmu-yza Quando tu houveres de adivinhar.
Una Quiá-cussúmu-yza Quando elle houver de adivinhar.
N. P. Ettu Quittu-cussúmu-yza . . . Quando nós houvermos de adivi-
nhar.
Enu Quinu-cussúmu-yza. . . . Quando vós houverdes de adivinhar.
Ana Quiá-cussúmu-yza Quando elles houverem de adivinhar.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quínghi-súmu Adivinhando.
PARTICIPIO DECLINAVEL.
Cussum-issa O que adivinha.
DO VERBO BUNDO CUBÉZA, ADORAR.
PRESENTE DO MODO INDICATIVO.
N. S. Emmi Ngn-héza Eu adoro.
DA LÍNGUA BUNDA. 93
Bundo. Portuguer.
N. S. Eie Gu-béza Tu adoras.
Una U-béza Elle adora.
N. P. Eltu Tu-béza Nós adorámos.
Enu Nu-héza Vós adoracs.
Ana A~béza EUes adoram.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Emmi Ghi-a-béze Eu adorei ou tenho adorado.
Eié Gii-a-béze Tu adoraste ou tens adorado.
Una U-a-béze Elle adorou ou tera adorado.
N. P. Ettu Tu-a-béze Nós adorámos ou temos adorado.
Enu Nu-a-béze Vós adorastes ou tendes adorado.
Ana A-béze Elles adoraram ou têem adorado.
FCTCRO.
N. S. Emmi Ngu-béza-yza Eu adorarei ou hei de adorar.
Eié Gu-béza-ijza Tu adorarás ou has de adorar.
Una U-béza-yza Elle adorará ou ha de adorar.
N. P. Eítu Tu-béza-yza Nós adoraremos ou havemos de ado-
rar.
Enu Nu-béza-yza Vós adorareis ou haveis de adorar.
Ina A-béza-yza Elles adorarão ou hão de adorar.
IMPERATIVO.
N. S. Não tem. Não tera.
Béza Eié Adora tu.
U-béze Una Adore elle.
N. P. Tu-bez-éttu Adoremos nós.
Bez-énu Adorae vós.
A-béze Ana Adorem elles.
PRESENTE DO MODO OPTATIVO E CONJUNCTIVO.
N. S. Se Emmi Nf/u-beza Se eu adorasse ou que adore.
PRETÉRITO PERFEITO.
N. S. Se Emmi Ghi-a-béze Se eu adorara ou tivesse adorado.
FCTCHO PRIMEIRO
N. S. Se Em,mi Ngu-béza-yza .... Se eu adorar ou tiver adorado.
FUTCRO SEGDNDO.
N. S. Email Quínghi-btza Quando eu adorar. *
94 ORAMMATICA
Bundo. Portuguez.
N. S. Eié Qmú-béza Quando tu adorares.
Una Quiá-béza Quando elle adorar.
N. P. Ettu Quíttu-béza Quando nós adorarmos.
Enu Quínu-béza Quando vós adorardes.
Ana Quiá-béza Quando elles adorarem.
INFINITO PRESENTE IMPESSOAL.
Cubéza Adorar.
INFINITO PRESENTE PESSOAL.
N. S. Ngu-cubéza Emmi Adorar eu.
INFINITO PRETÉRITO.
Amu^-cubéza Ter adorado.
INFINITO FUTURO.
N. S. Emmi Quinghi-cubéza-yza. . Quando eu houver de adorar.
Eié Quiú-cubéza-yza Quando tu houveres de adorar.
Una Quiá-cubeza-yza Quando elle houver de adorar.
N. P. Ettií Quíttu-cubéza-yza Quando nós houvermos de adorar.
Enu Quinu-cubéza-yza Quando vós houverdes de adorar.
Ana Quiá-cubéza-yza Quando elles houverem de adorar.
PARTICIPIO INDECLINÁVEL.
Quínghi-béza Adorando,
PARTICIPIO DECLINAVEL.
Cubez-éssa O que adora ou tem adorado.
SIPPIEMENTO
AS
OBSERVAÇÕES GRAMxlIATICAES
DÁ
iiiM Bi'iâ 01) mmm.
SUPPLEMENTO
OBSERVAÇÕES GBAlItlIUTICAES
língua bunda
ADQUIRIDAS POR UM MAIS EXACTO ESTUDO QUE A'ELLE TEM FEITO SEU AUCTOR,
NÃO SÓ FELO USO DE LER OS DIÁLOGOS DO CATHECISMO ANGOLENSE,
ONDE TEM ACHADO VÁRIOS TERMOS ANTIGOS, DOS QUAES XÃO SE TIMIA MAIS LEM,
BRANCA, COMO ATÉ PELA CUIDADOSA APPLICAÇÃO QUE TEM
TIDO EM CONSULTAR ALGUNS DOS NACIONAES DE ANGOLA MAIS INSTRUÍDOS
E DE MAÍS CLAROS CONUECIMENTOS N'ESTA MATÉRIA.
PRIMEIRA OBSERVAÇÃO.
DA ETYMOLOGIA DAS PALAVRAS ABUNDAS.
Âsyllaba ou partícula bunda Bó, ferida do accento agudo, e posta no fim
de qualquer palavra, para com ella ser juntamente proferida, significa mas;
V. g., Zámbi-bó, mas Deus. Zámbi-bó imóchi íaquiri, mas um só Deus ver-
dadeiro. QidtúcJn-bó, mas peccado. Quitúchi-bó ocugíba muénhu, mas pec-
cado mortal. O cúria-bó, mas o manjar. O cúria-bó ciiaquíri, mas o man-
jar verdadeiro. Culénca-bó, mas fugir. Culénca-bó oculéngu-léngu, mas fugir
depressa.
Igualmente a partícula bunda Pé, em iguaes círcumstancias, ferida
do accento agudo, e posta no fim da palavra, para com ella ser juntamente
proferida, significa também; v. g., Zámbi-pé, também Deus. Fulla-pé,
lambem Francisco. O Quificua-pé, também o exemplo. O Quitúchi-pé ocu-
gíba muénhu, também o peccado mortal. Tuzuéla-pé ou Tuíla-pé, também
dizemos, Turiónda-pé a Zámbi Ngánna guéttu, também rogamos a Deus
?íosso Senhor. Quióquio-pé ou Quió-pé, assim também. Súca-pé, mas tam-
bém. Hánda-pé quiá cuzuéla, também antes de fallar. Ghiazúba-pé maca
máu, lambem acabei esta falia, ete.
15
98 SDPPLEMENTO ÁS OBSERVAÇÕES GRAMMATICAES
Emquauto á segunda observação, que trata de nomes que não são epi-
cenos, devem-se acrescentar os seguintes para maior intelligencia:
Muckino, o Rei Quiah'ela, a Rainha.
iAJ Tatammujji, o Padrinho Mamamúngua, a Madrinha.
Quiiála, o Rapaz Car/étlu, a Mulherzinha.
Caiála, o Rapazinho Caiiimba, a Rapariguinha.
^gúnsa, o Soldado Eonomi, o Genro.
\^j Tatamléngfij, o Padrasto Itlanhandénghi, a Madrasta.
Pelo que pertence a quinta observação, quando trata de nomes perten-
centes á primeira declinação, devem-se acrescentar os seguintes, com cujo
liso mais se facilita o conhecimento da lingua bunda.
O Maquina, o Raile .^.^-i^^ A' (^^ Aquina, os Bailes. ,- íti^í^tLé^-^
O Macónco, a Divida Cq Acónco, as Dividas.
(> 3íavúnzu, a Féz Cd Avúnzu, as Fezes.
h Mucáchi, o Cidadão Ca Acáchi, os Cidadãos.
& Malaúla, o Neto Cd Alaúla, òs Netos.
ò Massúnsu, o Resto C(| Assúnsu, os Restos.
ò Massuhúca, o Sobejo Cà^ Assnhúca, os Sobejos.
ô. Marihúado, o Formigão Ca Aribúndo, os Formigões.
6 Mabémbu, o Tacto Cá Abémbu, os Tacto?.
í Mabába, a Aza C^ Abába, as Azas.
O Mabataména, a Cilada Ce Abatamcna, as Ciladas.
O Mávii, o Barro Não tem.
Mais nomes ainda pertencentes á primeira declinação, e que se devem
unir aos que a granunatica aponta, que no número plural conservam a ini-
cial do singular, uiiiuaado unicamente a segunda letra.
0 Mutóa, o Atoleiro Co Mttóa, os Atoleiros.
0 Múvu, ou 3]ufu, o Anno Cp Mívu, ou. Mif.u., os An nos.
b Miibinho, o Manuhrio (% líJiblnhu, os Manubrics.
f) Mueneqiiéno, a Saudação ... . (jo Mienequéno, as Saudações.
p Muhindúri, o Successor Cp Miliindvri, os Successores.
'o Mulóa, o Lodo Op Jlilóa, os Lodos.
O Mutátii, o Barro amassado Co Mitólu, os Barros amasiados.
O Miiénhi, o Hospede Ch Miéniti, os Hospedes.
O Muquiuculncu, o Abysmo C^ Miquhiculúcu, os Âbysmos.
O Muénqui, a Cana de assucar. ... Cá Miéaqui, as Canas de assucar.
f) Múnha, o Espinho Cà Minha, os Espinhos.
d) Muzuéri, o Fallador Cq Mizuéri, os Falladores.
f> Múmbu, a Musica Cò Mimbu, as Musicas. . »
Muchínda, o Numero Cò Michinda, os Números, yf '«^'C^a
Mussúla, a Racha Cú Missúla, as Rachas.
Mucbo, o Sobrinho Co Miébu, os Sobrinhos.
MúWa, o Sopro Cp Milia, os Sopros.
3Iúg'a, o Fedor (À Mih'a, os Fedores.
Ó\Mussámbo, a Oração Ca Missámbo, as Orações.
DA LINGDA BONDA, 99
O Mutála, a Estatura Co Mitála, as Estaturas.
O Murialélo, a Esperança Co Mirialélo, as Esperanças.
O Miíssóncu, a Frecha .". Co Missóncu, as Frechas.
O Muínu, a Garganta Co Miinu, as Gargantas.
O Mussóma, a Grelha Co Missóma, as Grelhas.
O Mulúnda, a Ilha. Co MUúnda, as Ilhas.
O Muánca, a Lavareda Co Miánca, as Lavaredas.
O 3ÍUVÓ, a Felicidade Co Mim, as Felicidades.
O Muánhu, o Cuidado Co Miánhu, os Cuidados.
O Muriongéri, o Advogado Co 3Iiriongén, os Advogados.
O Muchino, o Rei Co 31ichino, os Reis.
O Midómbe, a Maldição Co 3Iilórnbe, as Maldições.
O Munvále, a Excellência Co Minvále, as Excel lencias.
Aos nomes da segunda declinação deveiii-se acrescentar os seguintes:
O Ngoléa, a Primicia Co Jingoléa, as Primícias.
O Nbámbi, o Frio {■■ Não tem.
O Nbánça, a Cidade. •, > ^ »/• •' .>^.i .-; Co Jinbánça, as Cidades.
O Naco, a Carga. . . . ; Co Jináco, as Cargas.
O Nbámba, a Carga '. . Co Jibámba, as Cargas.
O Ngúnza, o Soldado , . . Co Jingúnza, os Soldados.
O Nvúla, a Chuva Co Jinvúla, as Chuvas.
O Ngúbu, o Escudo .^ Co Jingúbu, os Escudos.
O Ngámba, o Portador. <<?./<. v^..;} '^Cb Jingámba, os Portadores.
O Ndómbondómbo, o Ramo . . .V; . . Co Jindómbondómbo, os Ramos.
O Nsóngi, o Sonho Co Jinsóngi, os Sonhos.
O Ndúnda, a Tarrafa Co Jindúnda, as Tarrafas.
O Nzác'i, o Trovão Co Jinzác'i, os Trovões.
O Mgubatéte, a Vespa. .. rf. . . . Co Jingubatéte, as Vespas.
O Nauánga, o Veneno .ife.vVU^-fc^- ^<^ Jinguánga, os Venenos.
O Nbánc'i, a Ilharga. . . '. v . . Co JinbáncH, as Ilhargas.
O Ndénghi, o Pequeno Co Jindénghi, os Pequenos.
O Ngónghi, a Juntura Co Jingónghi, as Junluras.
O Ngándu, o Lagarto Co Jingándu, os Lagartos.
O JSgánna Ojíchi, o Monarcha Co Jingánna Ojíchi, os Monarchas.
O Nsóngo, a Ânsia Co Jinsóngo, as Ânsias,
O Nséngi, o Risco, ou Perigo Co Jinséngi, os Riscos ou Perigos.
O Nbuánga, o Engano Co Jmbuánga, os Enganos.
Nomes que pertencem a esta mesma segunda declinação.
O Nonóxi, a Estrella Co Jinonóxi, as Estrellas.
O Lolóndo, o Arco Co Jilolóndo, os Arcos.
O H'óngolo, o Arco da velha Co Jih'óngolo, os Arcos da velha.
O H'óta, o Angulo Co Jih'óta, os Ângulos.
O Cúcu, o Avô . .•Ti A)^i,-^ Co Jicúcu, os Avós.
O Táta, o Pae , . . f Co Jitáta, os Paes.
O Mama, a Mãe Co Jimáma, as Mães.
O Páncli'i, o Irmão Co JipánchH, os Irmãos.
15 •
100 SUPPLEMENTO AS OBSERVAÇÕES GRAMMATICAES
O Gúiugúia, o Cugumello Co Jigúiugúia, os Cuguraellos.
O Imbua, o Cão Co Jímbiia, os Cães.
O Bínsa, a Camisa Co Jibinsa, as Camisas.
O H'uéri, o Cunhado Co JiJiuéri, os Cunhados.
O R'cte, a Curiosidade Co Jiliiiéte, as Curiosidades.
O H'ála, o Caranguejo Co Jiliála, os Caranguejos.
O Sábu, o Ditado Co Jisábu, os Ditados.
O Pámbu, a Derrota ou Caminho. . Co Jimpámbu, as Derrotas ou Cami-
nhos.
O Pámbú, o Passeio Co Jimpámbu, os Passeios.
O Anci, o Desejo Co Jiánc'i, os Desejos.
O Guénhi, a Dignidade Co Jirjuénlii, as Dignidades.
O Gachácha, o Espirro Co Jigachácha, os Espirros.
O Lóndo, o Metal Co Jilóndo, os Metaes.
O Vóngo, o Miolo Co Jivóngo, os Miolos.
O ílámua, o Mosquito Co Jiliámua, os Mosquitos.
O Gína, o Piolho Co Jigína, os Piolhos.
O H'uh'únhu, o Orphão Co Jiguliíuúu, os Orphãos.
O Báma, a Paragem Co Jibáma, as Paragens.
O IPába, a Patranha Co Jiliába, as Patranhas.
,\ , O Béttu, o Travesseiro Co Jibéltu, os Travesseiros.
^*"'* O Wáta, a Rodilha Co JiKúta, as Rodilhas.
O UKáta, o Sovaco Co JiuWáta, os Sovacos.
O Cliinhu, o Poro do corpo Co Jicliínhu, os Poros do corpo.
O Pómbe, o Internuncio Co Jipómbe, os Internuucios.
O Chímba, a Raposa Co Jichimba, as Raposas.
O Zúma, o Ronco Co Jizúma, os Roncos.
O Tiúuhusávn, o Rumor Co Jituhtbusávu, os Rumores.
O JI'áqiii, o Çumo Co Jiliúqui, os Çumos.
O UcoKaquime, o Sogro Co Jicoluiquíme, os Sogros.
O Pó, a Coroa Co Jipó, as Coroas.
O Ingi, a Mosca Co Jiingi, as Moscas.
Ò Bánqui, a Testemunha Co Jibánqni, as Testemuiihas.
O Pángo, a Virtude Co Jipángu, as Virtudes.
O Ngáncí, a Soberha Não tem.
Õ Bámbi, o Marco ou Confim Co Jibámbi, os Marcos ou Conlins.
,.. O i.^o.s.síf, a Faisca Co Jisóssu, as Faiscas.
V .* O Cliíngu, o Pescoço. ... Co Jichingu, os Pescoços.
O Búmbi, a Esphera. ;..'.. Co Jibúmbi, as Espheras.
O Guina, a Gruta Co Jiguina, as Grutas.
6' Ngingi, a Gula Cd Jingingi, Não tem.
O íTolómi, o Genro (7o Jiíiolómi, os Genros.
O Huéli, a Inspiração Co Jih'uéli, as Inspirações.
O Támbi, o Luto Co Citámbi, os Lutos.
O Xacóco, o Linguareiro Co Jixacóco, os Linguareiros.
O Taiuí, o Porlo Co Jitavú, os Portos.
O Uttóca, a Cinza Co Jittóca, as Cinzas.
O Butuilo, o Sacrificio Co Jibatuilo, os Sacrifícios.
O PdcAí, a Necessidade r Co Jipáchi, as Necessidades.
O Banca, a Cidade. . v\ii^?1^. U-íMtÔí^ ^^ Jibanra, as Ciuades.
DA L5NGUA BUNDA. 101
,. O Jnsu, a Casa . -^^^V^^i.' • • • Co Jinso, as Casas.
Igualmente se devem acrescentar os seguintes nomes cos da terceira
declinação.
O Quiáclti, a Cidade Co Jáchi, as Cidades.
O Qaibi, o Mal ou a Desgraça Co Ibi, os Males ou as Desgraças.
O Quissélu, o Aborto Co Isséh, os Abortos.
O Quiffii, o Aborto Co Iffu, os Abortos.
O Quilembcquéte, a Sombra Co Jlcmbequéte, as Sombras.
O Quichima, o Poço Co Icldma, os Poços.
O Quinghinína, a Consequência ... Co Inghinína, as Consequências.
O Quiarifangána, a Similhança ... Co larifangána, as Simiihanças.
O Quitúmba, a Morte Co Itúmba, as Mortes.
O Quigiríla, a Inclinação Co Igiríla, as iDclinações.
O Quimóquio, a Diligencia Co Imóquio, as Diligencias.
O Quicúnda, o Traidor Co Icúnda, os Traidores.
O Quittangána, o Intervallo Co Ittangána, os Intervallos.
O Quichinda, o Escarro Co Jchinda, os Escarros.
O Quilfúlu, a Escuma Co Iffúllu, as Escumas.
O Quiffiimbe, o Ladrão assassino. Co í/fúmbe, os Ladrões assassinos.
O Quita riá h'únJii, o Feixe de lenha. Co IlajájUiúnln, os Feixes de lenha.
O Quiluláma, a Planície Co Iluláma, as Planícies.
O Qiiiúnsu, o Mnho Co lánsu, os Ninhos.
O Quibíri, a Indigência Co íbiri, as Indigencias.
O Quichingi, a Ponte . Co Ichingi, as Pontes.
O Quitóte, o Ponto Co Ilóte, os Pontos.
O Quibubílv., a Praga Co fbubilu, as Pragas.
O Quinséndu, o Precipício Co ínscndu, os Precipícios.
O Quiquéla, o Procurador Co Iqiiéla, os Procuradores.
O Quiáncu, a Pallia Co láncu, as Palhas.
O Quibálu, a Queda ou Tombo. ... Co Ibálu, as Quedas ou Tombos.
O Qúísómba, a Rapaziada Co Isómbo, as Rapaziadas.
O Quíbánci, o Remendo Co Ibánci, os Rcrneudos.
O Quitetéle, o Retalho Co ítetéle, os Retalhos.
O Quiah'éla, a Rainha . . - Co laliéla, as Rainhas.
O Quilu, o Sorano jSão tem.
O Quilúlu, a Tempestade Co Ilúlu, as Tempestades.
O Quibucumúna, a Tentação Co Ibucumúna, as Tentações.
O Quibucánu, a Topada Co IbucánUy as Topadas.
O Quibúbe, o Tormento Co Ibúbe, os Tormentos.
O Quichómba, a Trama ou Machi- Co Ichómba, as Tramas ou Machí-
nação. nações.
O Quicc^inci, o Tronco Co Icc'inc'i^ os Troncos.
O Quixixi, o Mundo Não tem.
O Quiffa, a Espécie Co í/fa, as Espécies.
O Quilábu, o Vaso Co Itábu, os Vasos.
O Quiculági, o Velho Co Iculági, os Velhos.
O (luitcmbo, o Vento Co Itémbo, os Ventos.
O Quissiicliino, a Bexiga do ventre. Co Issuchino, as Bexigas do ventre.
102 ' SUPPLEME>'TO Ás OBSERVAÇÕES GKAMMATICAES
O Quissámbo, o Perdão Não tem.
O Qiiingóngo, a Doença de Bexigas. Co Inf/óngo, as Bexigas.
O Quiríguánu, a Visão Co Inujaánu, as Visões.
O Quicalacaló, a Obra Co Icaiacaló, as Obras.
O Quilóa, a Voragem Co Ilóa, as Voragens.
Ó Quidári, a Fecundidade Co Ivàri, as Fecundidades.
O Quiménga, a Frigideira. Co fménga, as Frigideiras.
O Quichíma, o Poro Co íchima, os Poços.
O Quiquiléngu, a Guela Co Jquiténgii, as Giielas.
O Quibúndv, o Golpe Ce Ibnndu, os Golpes.
O Quilaiigrílu, o Guarda Co Ilangrílu, os Guardas.
O Quiffufúnha, a Gengiva . Co Ijfufúnha, as Gengivas.
O Quichinganccó, o Pensamento ... Co Ichinganecó, os Pensamentos.
O Quiffúa, o Habito ou Costume. . . Co Iffúa, os Hábitos ou Costumes.
O Qiiitocaniéna, o Lamaçal Co Jtocaména, os Laraaçaes.
O Quiriri, o Logar Co Iriri, os Logares.
O Quitóto, a Mancha. Co Itófo, as Manchas.
^-,^„j^_„,^^ ^- O Qiiingúndu, o Mariola Co íngúndu, os Mariolas.
A-/ .■ ^ Quifflçiuila, o Conselho bom Co JffíquUa, os Conselhos bons.
í^>vv4,^ r* ' Q Q^icúlii, o Conselho mau Co Icútu, os Conseliios maus.
'VWít/V^^Ao*^'^ Q^i^iximbuéte, o Signal Co Iximbuéie, os Signaes.
fí O ^íímííáVí, o Vassaiio Co /^^wc/fí, os Vassaííos.
^ \ ^ O Quigi. o Penhor Co ígi, os Penhores.
^ / 6* Quítolólo, o Propósito ou Delibe- Co ítolólo, os Propósitos ou Delibe-
ração rações.
O Quirima, o Fructo , Co Irimn, os Fructos.
O Quiltda, a injuria Co Ilúla, as Injurias.
Õ Quifúchi, o "eino Co Ifúchi, os Reinos.
O Quizónga, a Congregação Co Izonga, as Congregações.
O Quimbamba, o Insecto Co Imbámba, os Insectos.
O Quifficua, a Comparação Co Ifficua, as Comparações.
O Quíaluválu, o Original Co laluváiu, os Originaes.
Da mesma maneira .-:e devem acrescentar aos nomes da quarta decli-
nação os seguintes:
O Ribáta, a Vilia ou ílabitação .... Co Mabála, as Villas ou Habitações.
O Ricúndu, o Circulo Co Macúndu, os Circules.
O Ricimba, o Cadeiado Co Macumba, os Cadeiados.
O ítisúmba, o Cheiro Co Masúniba, os Cheiros.
O Rissóla, o Escolhido Co Massóla, os Escolhidos.
O Richíta, a Fogueira Co Machita, as Fogueiras.
O Ríchi, o Fumo Co Marícln, os Fumos.
O Ri/fula, o Gosto Co Maffúla, os Gostos.
O Ritataména, a Lagarta Co Matataména, as Lagartas.
O Rimúne, o Orvalho Co Mamúne, os Orvalhos.
O Ribítu, a Porta Co Mahitu, as Portas.
O Riémbu, o Povo Co Mémbu, os Povos.
O Rinhánhu, o Rasto Co Manhánhu, os Rastos.
O Rinháncu, a Abóbora Co Manháncu, as Abóboras.
DA língua bonda. 103
o liinhúncu, a Aboborasinha Co Manhúncu, as Aboborasinhas.
O Miquénhi, o Rocbedo Co Maquénhí, os Rochedos.
O Riquénsa, a Traça Co 3Jaquénsa, as Traças.
O Rioúnda, a Trouxa Co Mabúnãa, as Trouxas.
O Ricussúca, a Côr vermelha Co Macussúca, as Gores vermelhas.
O Rigimbuluiló, a Declaração Co Magmbuluiló, as Declarações.
O Riláo, a Riqueza Co llalúo, as Riquezas.
O Rinséngi, o Perigo Co iWanséngi, os Perigos.
O Éigina, o Nome Co Magina, os Nomes.
O Rianéma, o Peso Co Manéma, os Pesos.
O Ricáo, o Cálix Co Maricáo, os Cálices.
O Rivéve, a Borbulha Co Mavcve, as Borbulhas.
O Ritóco, o Moço = . Co Matóco, os Moços.
Mais nomes que pertencem a esta mesma quarta declinação.
O Lubácu, o Tribute Co Mabácu, os Tributos.
O Luteíéle, a Canna brava Co Maietéle, as Cannas bravas.
O Lulúlu, a Amargura Co 3IahUu, as Amarguras.
Tratámos na sexta observação de uns certos adjectives a que chamá-
mos de qualidade, como pois produzimos poucos exemplos, apontamos aqui
os seguintes, por conhecermos quanto é proveitoso o conhecimento d'ellcs
para a boa intelligencia da lingua bunda.
Jíolómbe, o Negro Âlómbe, os Negros.
Muguáchi, o Natural da terra Aguáchi, os Naturaes da terra.
Mabéle, o Magro Abéle, os Magros.
Mabelequéte, o Molle ou Brando.. . Abelequéte, os Molles ou Brandos.
Muchihi, o Mouco Michilu, os Mov.cos.
FeUisúcu, o Verde Jifellisúcu, os Verdes.
Chiqiiiléla, o Preto Jiclnquiíéla, os Pretos.
Wóchi, o Tyranno ou Feroz Jilióchí, os Tyrannos ou Ferozes.
Lalúvi, o Goloso Jiíaiúoi, os Golosos.
Ciictima, o Tardio no fallar Jicucúma, os Tardios no faliar.
Ndénglii, o Peíjueiio Jindénglii, os Pequenos.
N(jánc'i, o Soberbo Jingchici, os Soberbos.
Tágua, o Mudo e Surdo Jilágua, os Mudos e Surdos.
Zangalála, o Rebelde Jizangalála, os Reiíoldcs.
Quitudma, o Principal Ituáma, os Principaes.
Quicúsa, o Gago Jcúsa, os Gagos.
Qnibánda, o impotente. ^ íbãnda, os ímpoícntes.
Quimnéma, o Risonho Imuéma, os Risonhos.
Quindandalacála , o Robusto liidundalacáta, os Robustos.
Quialidbu, o Vagabundo . . íafiábu, os Vagabundos.
Quissémbi, ne Ngdnc'i, o Vão e So- Issémbi, ne Jingánc'i, os Vãos c So-
berbo, berbos.
Quíchamanenu, o Inconstante ..... Tchamanémi, os Inconstantes.
Oiiianéte, o Gordo lanéte, os Gordos.
Qmo.gimbe, o- Grosso hgimbe, os Grossos.
aM<.
104 SUPPLEMENTO AS OBSERVAÇÕES GRAMMATICAES
Quiacucúta, o Secco lacucúfa, os Seccos.
Quitúa, o Innocents Ma, os Innoceiit.es.
Quiaquimiiánhu, o Vagaroso Jaquirmiánhu, os Vagarosos.
Quicfúmha, o Cândido Ichimha, os Cândidos.
Quinemésn, o Negligente Inemésa, os Negligentes.
QuicKjia, o Sábio lagia, os Sahios.
Quialóva, o Ignoranle lalóva, os Ignorantes.
Quibúngi, o Privado Ibúngi, os Privados.
Ijuialuttálu, o Original lalumlu, os Origioacs.
Jfituabéla, o Proveitoso. Matuabéla, os Proveitosos.
Iliciissúca, o Vermelho Macussúca, os Vermelhos.
àibúmbu, o Mudo 3Iabúmbu, os Mudos.
Também não é de menos interesse o conhecimento dos seguintes ad-
jectivos, que correspondem aos de numero ordinal.
Quiariángue, o Primeiro lariángne, os Primeiros.
Quingiiinína , o l'llinio . Inguinína, os Últimos.
■Quiasscri, c Outro íásseri, os Outros.
Uomucuá, o Outro Aciiá, os Outros.
Ouinha, lima certa Inha, Umas certas.
Qinóssu, Todo lóssu, Todos.
Quiliiáma, o Princi{jal ftitáma, os Princiçaes.
Quiss^iquirilu, o Intimo . Issitquirílu, os Inlimos.
Ricota, o .Maior 3Iacóla, os Maiores.
ydénglii, o Menor Jindénghi, os Menores.
Cazúli, o Ultimo da Família Acarii/í', os Últimos da Familig.
Tratámos oulrosim, na sexta observação, dos advérbios; como pois o
uso d'clles é muito íVequente cm todas as linguas, devemos por isso acres-
centar aos affirmativos os seguintes:
ínga. Assim oif Ou EcJdpé, Âindaque.
Eguc, Âmeií. Ocupe, Também.
Enéuque, Portanto Suca-pé, Mas lambem.
Quioquio-pé, Assim também Quióquio muéne. Assim mesmo.
Jnga-pé, Assim também Quíria-qidria, Verdadeiramente.
Inguéqui, Assim como Eneúqne, Assim que.
Eúe, Assim também Quiopé, Assim também.
AOS NEGATIVOS.
Inga-qué, ou Não Malúm, Porém.
Uca-úla, Mas como Súca, Porém, mas.
Ngóquio, em Vão, Debalde Que, Nao.
Suca-eclii-pé, Porém âindaque. Né, Nada.
AOS DEMONSTRATIVOS.
Bambe, Até Quióquio muéne, Assim também.
DA língua BUNDA. 105
Tundé, Desde . Quióqnio-pé, Assim também.
ínguéqui éqiii. Como quando Equi, Quando.
Cambechi, Por isso . Eneúque, Portanto.
Equi, Em que Coecála, Acerca.
AOS DE INTERROGAÇÃO.
huja-qué? Ou não? Eneúqué? Por onde?
Quióquio muéne? Do mesmo modo. . Ulá? Como?
Ene mgaqué? Sim ou não,?. ...... Ocupe? Também?
Equi? Quando? Nembiri? Ou?
Inga-pé? Também assim? Equi? Qual?
Quiéqui? Porque? Suca-quiéqui? Mas porque?
Ebé? Então? Bambe québi? Até onde?
Echi? Que? Né? Nada?
Jmé? Sá'? í/gwe? Agora?
Uriíi? Que? Rierino ? Uoie? • - ^
AOS DE COMPARAÇÃO.
higa. Assim, ou Eneúque, Por onde.
Ínguéqui, Assim como VJa, Como.
Ocupe, Também Ngambebú, Não somente.
Suca-pé, Mas também Quióquio muéne, Assim também.
Nembiri, Ainda, ou ínguéqui équi, Como quando.
Quióquio-pé, Assim também Enga, Assim como.
Inga-pé, Ou também Quio-pé, Assim também.
Quióquio muéne. Do mesmo modo.
i
ÃOS DE LOGAB.
Cuébi, Onde ;íí^ (^lóan, Debaixo. ""'-'^**^^^
Hánda, Desde. . .^ Riéri ou Equi, Em que. ^
Bambe, Até Bu-eáchi, Em médio. '':-^~
AOS DE TEMPO.
_ffe6d, Logo Bambe, Até.
Í7^w^, Agora Luá, Depressa.
Equi, Quando Eneúque, Finalmente.
Equihánda, Antes que Eneúque équi hánda, D'onde, em
quanto.
Hánda, Antes ou desde Abá, Depois.
Imé, Já Uque, No mesmo tempo.
Rierínu, Hoje, agora Comacúmbi, Continuadamente.
Ocupe, Juntamente Quiachimanéqui, Nomesmo instante.
ULTIMAMENTE AOS DE QUALIDADE.
Quíria-quíria, Verdadeiramente., Quiachimanéqui, Instantaneamente.
16
106
SUPPLEMENTO AS OBSEBVACOES GRAMMATICAES
Saculúle, Claramente. Comacúmbi, Continuadamente.
Quialuéhi ou Coluélu, Deliberada- Coquilúngi, Prudentemente.
mente.
Congóqiiio, Brutalmente. Quialuá ou Coluá, Facilmente.
roçMíWMán/íM, Vagarosamente. Quíaléngu ou CoquUéntjn, Veloz-
mente.
Qiiiacuffúle ou Comaffúla, Gostosa- Consóngo, Ânciosamente.
mente.
Quiaculiánhi ou. Coh'ánhi,TYraimdi- Qinangánc'i ou Congánci, Sober-
mente. bamente.
Quiacutuáma ou Coqiiitudma, Prin- Coquichamanénu, Incouslaiilemeule.
cipal mente.
Coquitúa ou Quiaquitúa, Innocente- Qniacuchimbe ou Coquichimba, Can-
mente. didamente.
Quiacunemésa ou Conemésa, Negli- Quiacugie ou Coegia, Sabiamente.
gentemente.
Comatuabéla, Proveitosamente. Coquinguinina, Ultimamente.
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DICCIOMRIO ABREVIADO
DA
língua congueza
A QUE ACRESCE UMA QUARTA COLUMNA
QUE CONTÉM OS
TERMOS DA LÍNGUA BUNDA
IDÊNTICOS OU SIMILHANTES Á LÍNGUA CONGUEZA
COLLIGIDO E ORDENADO
Fr. bernardo MARIA DE CANNECATIM
CAPUCHINHO irALIANO DA PROVÍNCIA DE PALERMO
MISSIONÁRIO APOSTÓLICO
ÍL EX-PItEPEITO DAS MISSOkS DE ANGOLA E CONCO.
16*
AO LEITOR.
irometti no prologo das Observações Grammaticaes da Lingua
Bunda dar ao publico este pequeno Diccionario da Lingua Congueza,
e no fim d'elle uma demonstração para mais individualmente fazer
ver ao curioso leitor a estreita affinidade que a lingua congueza tem
com a lingua bunda; promessa que fiz, no caso de me chegarem a
tempo as noticias e documentos que solicitava: porém estas noticias
até hoje me não tem chegado, e dos documentos só pude haver a
Doutrina Christã da Lingua Congueza, sendo inúteis as activas dili-
gencias que empreguei para descobrir uma breve grammatica da
mesma lingua, obstando esta carência de instrucções a satisfazer
como queria aos meus desejos e promessas. Comtudo, para de algu-
ma maneira corresponder á curiosidade do leitor, ajuntarei aqui va-
rias reflexões que deveriam fazer parte da promettida demonstração.
A referida Doutrina Christã foi a primeira obra que se imprimiu
na lingua congueza; ella é uma traducção da Doutrina Christã, que
compozera no idioma portuguez Fr. Marcos Jorge, da companhia de
Jesus, para uso dos meninos, e foi litteralmente traduzida pelos pre-
tos interpretes mais peritos da corte do Congo, auxiliados e assisti-
dos pelo padre Fr. Matheus Cardoso, da mesma companhia de Je-
sus; presumo seria estampada pela primeira vez em Lisboa, mas não
tenho descoberto exemplar algum d'esta primeira edição.
No anno de 1650 um ex-missionario da minha religião capu-
chinha, chamado Fr. Jacinto Brusciato de Vetralha, a tornou a im-
primir em Roma em quatro lingmis e distinctas columnas: a pri-
meira contém a lingua congueza, a segunda a portugueza, a terceira
a latina, a quarta a italiana. A grammatica de que fiz menção veiíi
a meu poder por alguns momentos, porém em tempo que eu não ne-
cessitava d'ella, e supponho ser o seu auctor o mesmo padre Vetralha.
i fO AO LEITOR.
A lingiia congueza tem vários dialectos. O que se falia no prin-
cipado de Sonho c seus contornos em algumas cousas parece avisi-
nhar-se mais á pronunciação da lingua bunda, segundo se colhe d'esle
pequeno diccionario; o que se falia na curte do Congo e outras pro-
vincias, á primeira vista parece ter alguma diíferença, como indica a
columna congueza da referida Doutrina Christa, especialmente entre
as duas letras D e /?, e também entre as duas Z e J.
Porquanto os de Sonho escrevem e pronunciam com a letra R
assim no principio como no meio da palavra, no que se conformam
com os abundos; os da corte do Congo, pelo contrario, era togar da
dita letra R servem-se da letra D; v. g,, o numero dois, aqueiles po-
vos escrevem Samhuári, e estes Samhuácli; e onde os primeiros es-
crevem a palavra com dois rr, os segundos a escrevera com dois
dd, como Riári, os segundos escrevem Diádi; e por isso vem estes
a fazer pouco ou nenhum uso da letra JR, e se a adoptam escrevendo
o Santissimo Nome de Maria e outros nomes, é de presumir fosse
por ensino dos europeus, e não porque elles assim a pronunciassem.
Mas parece que os ditos povos do Sonho têem um uso diverso, ser-
vindo-se pouco da letra D.
Porém examinando-se a fundo este negocio achar-se-ha que lo-
dos elles pronunciam uma mesma letra, que não é nem D rotundo,
nem R expresso, mas sim uma letra própria e particular dos de
Guiné, cuja pronunciação medeia entre o D e R, e que proferida
por um mesmo sujeito, parece umas vezes que pronuncia a letra D
e outras a letra R.
A letra que elles pronunciam entre D e R, os conguezes de So-
nho para a exprimir na escripta servem-se da letra R do mesmo modo
que os abundos de Angola, como se pôde ver no livro intitulado Gen-
tilis Angole, o qual usa da mesma letra R.
Eu que varias vezes examinei este particular, me tenho servido
da mesma letra R, porque parece que a pronunciação se approxima
mais à letra R do que a D, se bem não seja um R aberto e claro,
mas um R sumido e brando, proferido com a ponta da lingua junta
aos dentes no acto da pronunciação.
O auctor da sobredita Doutrina Christã para exprimir esta le-
tra usa de D, que posta no principio e meio das palavras as trans-
torna e desfigura, parecendo a quem não é pratico, que são outras
com differente pronunciação, quando na realidade são 09 mesmos
termos e igualmente pronunciados.
É constante que o reino de Congo foi descoberto no reinado do
Senhor Rei D. João II, no anno de 1490, quando elle mandou á
AO LEITOR. 11 1
corte do Congo embaixadores e missionários. Assim o refere Fr. Luiz
de Sousa, na segunda parte da Historia de S. Domingos, liv. vi,
cap. VIII.
N'aquelle tempo eram os conguezes bárbaros e rudes, não ti-
nham conhecimento distincto do verdadeiro Deus, porque todos eram
gentios e idolatras; ignoravam não só todo o género de escriptura-
ção, mas quaesquer outros meios ou industria para conservar a me-
moria dos factos e as tradições dos seus maiores.
Portanto, faltando os soccorros da historia, e sendo immemorial
o tempo que tem decorrido desde a fundação d'esta monarchia, não
é de admirar que nada se possa saber da sua origem, successão e
antiguidade; e que também nada se possa alcançar a respeito da lín-
gua que presentemente se falia, se nascera no mesmo reino, se é lín-
gua mãe ou filha de outra lingua do continente de Africa; tudo é
incerto, tudo envolvido em um cabos de trevas.
Só do conhecimento das linguas dos povos limitrophes do reino
do Congo se poderia conjecturar alguma cousa; mas quem é que pos-
sue este conhecimento? Onde estão as pessoas que teem viajado por
aquellas terras? Onde os livros, onde os mestres que ensinem tacs
idiomas? Tudo é incógnito, nem jamais houve europeu que possa ja-
ctar-se de trilhar aquelles paizes, e mesmo julgo quasi impossiveí
que os haja para o futuro.
A intrépida nação portugueza é a única que se tem avançado nos
sertões da Guiné; porém esta mesma nunca passou alem das serras
do reino do Congo, e no reino de Angola nunca passou adiante das
terras do potentado Cassanci. Somente ouvi contar como um facto
constante, mas singular e prodigioso, que dois soldados fugitivos de
Benguella atravessaram até á contracosta e foram dar a Moçambique.
Quanto ás mais nações europeas nunca perderam de vista as suas
feitorias das praias.
Portanto, as minhas reflexões não podem deixar de ser mui li-
mitadas, e guiando-me por aquillo que me representa este Diccioria-
rio, pelo que me subministrou a leitura da Doutrina Christã do padic
Vetralha, e pela própria experiência que tive na minha dilatada ha-
bitação em Angola, sou de parecer que as duas nações congueza e
bunda se derivariam de uma mesma origem e família, e que com o
andar do tempo se diífundiriam em ramos e formariam estas duas dií-
ferentes nações.
Assim o indicam os seus costumes e a uniformidade das suas cero
monias. O uso particular de cada família em ter o seu Quibúcco, isto
é, o seu ídolo; o supersticioso culto que lhe tributam, e a cerimo-
i 12 AO LEITOR.
r.ia que praticam de o pôr sobre o sepulchro do ultimo individuo
que morre d'aquella familia; tudo é igualmente observado pelas duas
nações, assim como também o culto que tributam aos deuses popu-
lares. As leis por que se governam as duas nações; o modo que guar-
dam na escolha e eleição dos seus maioraes; a forma dos seus go-
vernos; as superstições e juramentos gentilicos que usam; os ridicu-
!os e infames usos da nigromancia, e os bailes que chamam lundus,
halvques e outros menos abomináveis; a cura que fazem aos seus en-
fermos com a intervenção dos adivinhadores e chinghiladorcs ou má-
gicos; os funeraes e enterros, conduzindo o cadáver á sepultura com
uma turba de gente que vae dansando e cantando diante d'elle, e os
prantos a umas certas horas ao nascer e pôr do sol, ao meio dia, e
de noite ao cantar do gallo, ceremonial praticado em todo o tempo
do nojo, o que chamam támhi; a casa do uso ou onde a noiva é en-
cerrada por alguns dias, tingindo-se de vermelho com a raiz de um
pau chamado tacúla, a fim de ser fecunda, e as mais ceremonias que
precedem, acompanham e seguem os casamentos com outras festas
gentilicas, apenas em alguma cousa se differençam, sendo em tudo o
mais as diias nações conformes.
A mesma uniformidade se observa nos idiomas d'estes povos, A
base fundamental da lingua congueza é que as letras ou syllabas ini-
ciaes são as que governam e distinguem as palavras e não as termi-
nações, como dissemos da lingua bunda, o que é uma grande prova
de que ambas as nações tiveram a mesma origem.
Os principios e elementos das palavras de ambas as nações mui-
tos ou são idenlicos ou quasi idênticos; e uma grande quantidade de
\ocabulos vêem-se entre ellas igualmente adoptados, tendo as mesmas
svUabas iniciaes, as mesmas letras, o mesmo significado e o mesmo
numero. Outras palavras são quasi idênticas, e a diíFerença só con-
siste em alguma letra ue mais ou de menos, ou trocada. Finalmente
algumas são communs a ambas as nações, mas em cada uma d'ellas
tem diíferentes significados.
Os números são dois como na lingua bunda, e se distinguem
pelas suas iniciaes; pois a inicial do singular é diversa da do plural,
e a final de ambos os números em todos os casos é a mesma.
Todos ou a maior parte das declinações dos nomes da lingua con-
gueza são os mesmos que na lingua bunda, e debaixo das mesmas
regras e preceitos; os adjectivos da mesma sorte. O pronome de-
monstrativo da primeira pessoa, aindaque no singular é diíFerente, no
plural faz elu^ como na lingua bunda etlu, nós, e só tem uma letra
de meno;. O da segunda pessoa, tanto no singular como no plural,
AO LEITOR. 113
é O mesmo que se usa na lingua bunda. Mas o pronome de terceira
pessoa em ambos os números é diíferente: o que não obstante to-
dos estão regulados e toinprehendidos debaixo dos princípios gram-
maticaes da lingua bunda.
Os artigos alguns são os mesmos da lingua bunda, outros não.
Porém deve o leitor ter presente aquillo que dissemos a respeito das
duas letras D e Z conguezes, e Ra J abundos, pois os artigos d'es-
tes Rid e Ji, os da côrle do Congo os escrevem com a D e Z, Diá
e Zi, e para escreverem Jingánga, os sacerdotes escrevem Zingán-
ga. Assim o vejo praticado na referida Doutrina Christã do padre Ve-
tralha, não em uma parte só, mas em todas, onde os abundos fazem
entrar as letras R e J. Os conguezes da corte servcm-se das letras
D e Z quando parece que a pronunciação d'estas letras é a mesma
em uma e outra nação.
Têem igualmente os conguezes os mesmos pronomes dos verbos
de que se servem os abundos para distinctivo dos números e pes-
soas, excepto o da primeira pessoa do singular de qualquer verbo,
seja nos modos ou seja nos tempos, pois tanto n'este Diccionario,
como na citada Doutrina Chrisíà, tenho achado sempre as primeiras
pessoas do singular desacompanhadas do pronome. Na segunda pes-
soa do singular usara do pronome Gu ou U. Na terceira do singu-
lar umas vezes usam do pronome V, oulras do pronome A. Na pri-
meira pessoa do plural usara constantemente do pronome Tu como
na lingua bunda. Na segunda pessoa do plural do pronome Má. E
finalmente na terceira do plural servem-se de ordinário do pronome
A, e algumas vezes dos Luá e Mitá.
Os moradores da corte do Congo designam commummente o
verbo infinito com a sjliaba inicial Cu, ou seja esta o pronome ini-
cial do verbo infinito, como pratica invariavelmente a nação bunda.
Porém os moradores do Sonho raras \ezes escrevem o verbo infinito
com a referida syllaba inicial Cu, jwrque <írd;nariamonte a escrevem
nua sem acresceniar nada mais, regra qn*: a nação bunda observa
unicamente no modo imperativo de todos os vorbos.
Muitas proposições e advérbios da lingua congucza srt. -sados
uniformemente na lingua bunda; mas cada uma encerra tuaiL m as
suas proposições e advérbios |»ail!cu!ares
Quanto aos termos numciicos se se "'^ cham
dispersos na Doutrina Christà do referida ^ que
corre uma grande dilTerenr ^ ''ste> t nuito
mais porque os da corte c ,. com'. ;ii as
palavras cora a letra D em ioííar áe R; • o ar-
114 AO LEITOR,
tigo O, que serve aos números ordinaes differente, que é Didiá ou
Luluá, cujo artigo pronunciam e escrevem unido ao numero; v. g.,
Didiá-sambuádi, o sétimo, Luluá-samhuádi, o sétimo; e os abundos
não somente lêem o artigo dos números differente que é Qiiiamó-
chi, mas também escrevem o numero sete com a letra R, como Quia-
móchi-sambiiári, o sétimo.
Olhando pois para um e outro modo de escrever parece á pri-
meira vista que ha uma grande differença; porém se se reflecte no
que se tem dito das duas letras D e R usadas d'estas duas nações,
o numero sete sem o artigo o vem a ser o mesmo em ambas as lin-
guas, e ou se àiga Sambuádi ouSambiiári a pronunciação é a mesma.
Reflectindo nos números arithmeticos que se acham na tabuada
d'este Diccionario, conhecer-se-ha que elles são communs a ambas
as nações, á excepção do numero dois, quatro e nove, e uma pequena
differença do numero oito. Todos os mais números simples estão es-
criptos cora as m.esmas letras, e usados na mesma forma que na lin-
gua bunda; os números compostos até ao numero 100:000, também
quasi são os mesmos em ambos os idiomas.
Á vista pois d'esta grande uniformidade da lingua congueza com
a lingua bunda em tantos vocábulos idênticos, outros alterados e ad-
dicionados; o singular e plural dos nomes distinguidos pelas letras
e sjllabas iniciacs; os adjectivos regulados da mesma forma; prono-
mes unívocos; pessoas dos verbos com a nota distinctiva dos mesmos
pronomes, preposições e advérbios análogos; números arithmeticos
homogéneos; costumes concordes; à vista, digo, de tanta uniformidade
não se pôde duvidar que estas duas nações fossem derivadas de uma
mesma origem inaveriguavel na obscura antiguidade do tempo, em
silencio da historia; sem que obste a esta verosímil conjectura se-
rem agora estas nações tão dilatadas, e seus limites desviados por
um grande numero de léguas.
Não posso dar uma demonstração mais evidente do que tenho
ponderado do que aquella que offerece á vista do publico este Dic-
cionario da lingua congueza que dividi em quatro columnas; a pri-
meira contém a lingua portugueza, a segunda a latina, a terceira a
congueza, e a quarta, que serve de demonstração, contém todos os vo-
cábulos da lingua bunda, que são idênticos com os da lingua con-
gueza sem discrepância de letra alguma. Ha n'esta mesma coiumna
outros vocábulos com alguma pequena differença, que consiste em
alguma syllaba de mais ou de menos, ou em alguma letra trocada,
como poderá observar o curioso leitor, vindo assim no conhecimento
da estreita affinidade d'esJes dois idiomas.
AO LEITOR. 115
Algumas linhas da quarta columna ficam em branco, que ó si-
gnal de que a lingua bunda tem outros vocábulos particulares. Ha
outras linhas marcadas umas vezes com uma ^, e outras comgg^
que denota que aqueile vocábulo da columna congueza também o é
da lingua bunda, mas tem n'esia outro significado: e quando as
Qg^ são duas, significa que ambos os vocábulos da lingua congueza
são usados na lingua bunda debaixo de diversos significados.
Na mesma quarta columna ha outras linhas marcadas cora — ;
á primeira se segue immediatamente outra também marcada com a
mesma — , signal de que o primeiro termo conguez é o singular, e
o da segunda linha o plural. O leitor deve reparar em uma e outra
inicial que é o distinctivo do singular e plural dos nomes da lingua
congueza; advertência que fizemos nas Observações da Lingua Bunda,
onde se tratou dos nomes abundes.
De propósito puz a quarta columna da lingua bunda junto da
da lingua congueza para mais facilmente se combinarem, e se mos-
trar a affinidade de ambos os idiomas. Não me atrevo pois a chamar
á lingua congueza mãe da lingua bunda, ou esta da congueza: por-
que muitos vocábulos d'esta os acho mais addicionados do que na
lingua bunda; v. g., o nome Santo de Deus na lingua bunda é so-
mente Zámbi, e na congueza Zambi-ampúngii, como se pôde ob-
servar em muitas partes da sobredita Doutrina do padre Velralha.
Ao contrario também encontro bastantes vocábulos na lingua bunda
que são mais acrescentados do que na congueza: e se é verdadeira
a regra que a lingua mais addicionada é filha, segue-se que nenhuma
d'ellas é mãe, mas ambas irmãs, pois as rasòes e provas estão em
parallelo a respeito de uma e outra. Talvez no interior do sertão
ainda exista a lingua de que estes e outros dialectos trazem a sua
origem.
É quanto posso dizer da affinidade da lingua congueza com a
bunda, não mostrando aqui o logar em que esta se falia, nem a sua
similhança com outras linguas mais distantes, porque já tratei d'isto
no prologo das Observações da mesma lingua bunda.
17*
DICCIONARIO ABREVIADO
língua congueza.
0
AB
Portuguea.
Abaixar.
Latim.
Deprimo, is.
Conguez.
Culúla.
Bundo.
CiUtululúca
Abaixo.
Infra.
Culúli
Culuigi.
Abelha.
Apis, is.
Nhósci.
Nhúqui.
Abóbora.
Cucurbita, w.
Elénque.
Abortar.
Aborto, as.
Suiúla.
Abreviar.
Abbrevio, as.
Sámpula.
Abrir.
Aperio, is.
Jugula,
AC
Cugiucúla.
Acabar.
Absolvo, is.
Mana.
8B
Acção.
Adio, is.
Saiu.
Accender.
Succendo, is.
Cuíca, Lúnga.
Cucuíca, ^
Accidente.
Eventus, ús.
Tundangána.
Accoramodar.
Accommodo, as
Lúdica.
Acompanhar.
Comitor, aris.
Tuaména.
m
118
AC
\n^^
Portuguez
Acontecer.
Lalim.
Evenio, is.
Conguez.
Monéca.
Bundo
88
Acordar do soni-
110.
Expergiscor, eris
Sungúna.
Acostumar.
Assuefacio, is.
Culuquiána.
Accusar.
Accuso, as.
Cumaquéla.
Aceitar.
Itecipio, is.
Támbula.
Cutámbula.
Achar.
Inverno, is. .
Bulangáaa.
88
Açoutar.
Verbero, as.
Veta.
Cubéta.
Açoutes.
Verbera, rum.
Mi xinga.
Mixinga.
AD
Adem, ave aquá-
tica.
Anãs, atis.
Fadão.
Adiantar.
Prwcurro, is.
Yicíssa.
Adiante.
Ultra.
Cunántu.
Adivinhador.
Divinus, i.
Dianfiicu.
Adivinhar.
Divino, as.
Diànfúca,Taraán-
ga.
Admicistrar.
Administro, as.
Soilivila.
Cusciiivíla
Admittir.
Adscribo, is.
Uffana.
Adoecer.
Egroto, as.
léla.
Adorar.
Adoro, as. Colo,
is.
Sánba.
SB
Adornar.
Orno, as.
Chetúla.
Adquirir.
Consequor, eris.
Báca.
8B
Advertência.
Admonitio, nis.
Luquevúcu.
Advertir.
Admoneo, es.
Chebúla.
AD
119
Portuguez.
Advogado.
Latim.
Advocatus, i.
Conguez.
MubÍDgui.
Advogados.
Advocati, orum.
Mibíngui.
AF
Aífiar.
Acho, is.
Songóla.
Affirmar.
Affirmo, as.
Colosésa.
Bundo.
AG
Âgastar-se.
Eúcandesco, is.
Cuisaúla.
Agua.
Aqua, ce.
Mása.
Mása, Ménha.
Aguardente.
Vinum igne va-
por atum.
Guála.
^
Agora.
Modo,nunc,jam.
Unu.
Uque.
Agradecer.
Gratias referve.
Tónda.
m
Aggravo.
Injuria, w.
Elévu.
Águia.
Aquila, CB.
Goczúlu.
Agulha.
Açus, lis.
Ntúmbu.
Ntmibn, Guta
AI
Ainda.
Adhuc.
lávu.
AJ
Ajuda.
Auxilium, i.
Luvuquile, du.
Ajuntar.
fonjunyo, is.
Cucíca, Cuta-
quéssa.
AL
Alargar.
Dilato, as.
Tambúca.
Alcançar.
Obtineo, es.
Báca.
120
AL
Portuguez.
Alcatifa.
Latim.
Tapes, etis.
Conguez.
Tulúlu.
Bundo.
Alegria.
Gaudium, ii.
Luangalélu.
Alguus.
Aliquis, gua,
quod.
Onze, Amúchi.
Amóchi.
Ali.
Ibi, Illic.
Múna,bána-bána
Cima, Vana-va-
na.
Alimpar.
Abluo, is.
Sucúla.
Cussucúla.
Allivio.
Levamentum, i.
Lussalilu.
Alraa.
Anima, w.
Muónho.
Muénhu.
Almas.
Anim(B, aruni.
Miónho.
Miénho,Anha.—
Almoçar.
Jento, as.
Catuléte.
Alio.
Altus, a, nm.
Sangaméne.
Azangúca, Quis-
sáncá .
Alumiar.
Amanhã.
lllumino, as. Miníca.
AM
Crus, Crastino Bazaméne.
die.
Cumica.
Amar.
Amo, as.
Ngitlssa.
Amargoso.
Amarus, a, hȒ.
Liíla.
Lulu, Quilnla.
Amendoim,
fru-
AmfigdahimAfri
- Incuba.
Jingúba .
da.
ca num.
Amisade.
Benevolentia, w.
Ndícu.
Amor.
Amor, oris.
Nghébia.
AX
Anatomia.
Incisio, onis.
Luvátu.
Andar.
Ambulo, as.
Cuénda.
Cuenda, Cuia.
Anel.
Annulus, i.
Néla.
Nela.
AIV
121
Porti
Anno.
ifuez.
Latim.
Annus, i.
Conguez.
Núu.
Bundo.
Múfu, Múvu
Ante.
Coram.
Cunántu.
'
Antes.
Antea, prius.
Vatíantetés.
AdzoI.
Bamiis, i.
Eli.
Ao menos.
Aos.
AO
Saltem.
Bis.
Quialélo.
Muna.
AP
Apartar.
Separo, as.
Setúca, Valúca.
Apontar.
Noto, as.
Sanghéla.
Apparelhar.
Molior, iris.
Sonséca.
Aprender.
Disco, iscis.
Tanga.
SB
Aprendo.
Ego disco.
Tanghíli.
8B
Aproveitar.
Prosum, des.
Tambuluila.
SB
AQ
Aquelle,
les.
aquel-
lUe, Hla,'iUud.
landiíina, Anna,
Au.
Una, Ana, Agua.
Aquentar
Calefacio, is.
Quandúla,quán-
diu.
Aqui.
Hic, Hiic.
Báva, Cuácu.
AR
Boba, Cúcu, Mú-
mu.
Ar.
Aer, aeris.
Gambuíla.
Aranha.
Araneus, i.
Ebúba.
Arco.
Arcus, ús.
Tá.
18
AR
Portugueí.
Arco Íris. '
Latim.
Arcus Calestis.
Conguez.
Ncóngolo.
Bundo.
Hongólo.
Arder.
Ardeo, es.
Lema, Viça.
Armar.
Arcum tendere.
Cancalacána.
Arma.
Tehim, i.
Mucancalacáno.
Arrastar.
Rapto, as.
Coca.
Cucóca.
Arrepender-se.
Pcenitentiamaoe-
re.
Luiéla.
Acurieléla.
Arrependimento.
Animi dolor.
Luélo.
Murielélo.
Arrependido.
Pwnitens, tis.
Muluélu.
Amurieléla.
Arrotar.
Mudo, as.
Bióca.
Arruinar.
Arte.
DemoUor, iris.
Ars, artis.
Bangúla.
Nquéte.
Ciibanyúala , Cu-
cuaquissa .
Artigo.
Articulus, i.
Luéca.
Arvore.
Arbor, oris.
Múti.
Múcci,quisássa
AS
Assar.
Asso, as. Torreo,
es.
Fúna.
Assentar-se.
Sedeo, es.
Vanda. Tessána.
SB, Cuchicáma.
Assento.
Sedes, is. Sedile,
is.
Quiándu.
Q\úálu.
Assim.
Ita. Hoc modo.
Aúna.
Assoprar.
Spiro, as. Fio,
as.
Moela.
Astúcia.
CaUiditas, atis.
Gángu.
AT
Atar.
Ligo, as.
Canga.
m
AT
Portuguez.
Até.
Latim.
Usque.
Conguez,
Asúnma.
Âtraz.
Retro, retro et^a
terçjo.
Cuníma.
Âttenção.
Attentio, anis.
Npítu
Altrição.
Attritio, onis.
Lucotáma.
123
Bundo.
Curíma.
AV
Aver.
Aviso.
Consequor, eris. Támbula, Avua. Cutámbula. gg-
Notitia, (e. Lusaísu.
AZ
Aza.
Ala, (2.
Eua.
—
Azas.
Ale, alarum.
Maua.
—
BA
Bacia, Uilónga
Bacia.
Pelvis, is.
Bassía.
Baço.
Lien, is.
Lubúla.
Bailar.
Tripudio, as.
Quinina.
Cuquina.
Bainha de faca.
CuUris Vagina
Quútu quiá
li.
nbé- Quisu quiá pócu
Baixar.
Deprimo, is.
Culúla.
Cuttululúca.
Balança.
Trutina, w.
loughéle.
Baleia.
Cetus, i.
Etéle.
Balsaminho.
Balsamum, i.
Mabumbilu.
Banco.
Scamnum, i.
Quiándu.
Q'uiálu.
Bandeira.
Vexíllum, i.
Dínbu.
Banquete.
Conviviíim, ii.
Esse.
18»
124
Portuguez.
BaptisDio, aquel-
le que o rece-
be.
Barba.
Barbeiro.
Barrete.
Barriga.
Barriga de ani-
maes.
Barro.
Bastão.
Bastar.
Bater.
Baú.
BA
Latim.
Coníruez.
Bundo.
Qui accedit ad Moána-múnga. Móna-móng(p. i /, i
sacrum baptis
mi f ontem.
Barba, w.
Tonsor, oris.
PU eus, i.
Venter, tris.
Animalium ven-
ter.
Argilla, ce.
Bacuhm, i.
Sufficio, is.
Percutio, is.
Arca, m.
Zéflu.
Nsumúqui.
Banda.
Vúiiiu.
Lucútu.
Mutóto, Túma.
Nuála.
Fuána, Fanána.
Blinda, Bumba.
Lucáta.
c^.
J\ banda,
^immu, Mala.
m
Mutótu, gg.
Bangála.
Cubúnda.
BE
Beber.
Bibo, is.
Núa.
Cumia.
Beiços.
Lábia, orum.
Bófi quiá núa.
\\m^^
Beijar.
Osculor, aris.
Muquína.
Cum^uina.
Beijo.
Osculum, Sua-
vium, ii.
Nuquíni.
Muquino.
Bemaventurado.
Beatus, Fortu-
natus, a, um.
Àuta-auóle.
Beneficio.
Múnus, eris.
Eóte.
Benzer.
Benedico, is.
Candaluíla.
mv^
Bicho.
Yermis, is.
BI
Nuíli.
Ml^vvvMhí^wyi^
BO
125
Portuguez.
Boca.
Latim.
Os, oris.
Congiiez.
Munúa.
Bundo.
-SB •
-%L
Bocas.
Ora, orum.
Miriúa.
— © 'ywô^ c <
: ■-V>^^t..A
Bom.
Bónus, a, um.
Eóte.
0'uinmb(jt.
Bordão.
Bacillus, Bacu-
lus, i.
Nbássa, Nuála.
Bangála.
Botão.
Globulus, i.
Imbi.
Botar.
Ejicio, is.
Nungúna.
Cuniuujúna, Cu
te chi.
Bolar fora.
Expello, is.
Cúla.
Cutacúla bucfi
ca.
BR
Braça, medida.
Mensura, ce.
Lutáraa.
Braços do
corpo.
Br acida, orum.
Cócu.
Mácu.
Branco.
Alhus, a, um.
Viléle, Npéuhi.
Mundéle.
Brear.
Pice linere.
Bannacána.
Buraco.
Foramen, is.
BÍI
Evúndu.
Micúngu.
Burro.
Asinus, i.
Bisàc'i, Bisanfú
tu.
-
Buscar.
Cabeça.
Cabellos.
Cabrito.
Cada vez.
Cadeia, prisão.
Cadeia de ferro.
Investigo, as. Tómma.
CA
Caput, itis.
Capilli, orum.
Hmdus, i.
Ntú.
Nsúqui.
Ncómbo.
?
Quotiescumque . Cada cúmba.
Vincula, orum. Sáuma.
Caiena, w. Lubárabu.
H'omho.
Libamhu.
120
CA
oMa^
Portiiíriíez.
Cadeira.
Latim.
Sedile, is.
Conguez.
Quinsólu,Qiiián-
du.
Bundo.
Q^uiúlu.
Cagar.
Caco, as.
Néma, Yámola.
Cunéna.
Caida.
Lapsus, lis.
Nbúa.
Cair.
Cado, is.
Búa.
Caixa.
Capsa, Arca, ae.
Lu cá ta.
1 1
Calar-se.
Linguam conti-
nere.
Buéna. (tU^ C^^Hít-Ê..
Caldo.
Jusculum, i.
Musónghi.
Musónghi, Nsón-
ghi.
Callos.
Calla, orum.
Esuéla.
Calor.
Ardor, oris.
Mocóssa.
Caraa.
Lectulus, i.
Quiándu.
—
Camas.
Leduli, orum.
lándu.
—
Camará.
Cella, ce.
Nzó.
Inso.
Caminhar.
Ambulo, as.
Diáta.
Caminho.
Via, ce.
Ngilla, Vacála.
^gilla.
Campo.
Ager, agri.
Eúia, Nsézte.
/
Cannadeassucar.
Arundoex qiiafit
Saccharmn.
Mússi.
Muènqui.
Cannas ditas.
Arimdines, um.
Missi .
Miéngui.
Cantar.
Cano, is.
Cuinbila.
m "
Cantiga.
Versus, ús.
Macónga, Tóm-
Canto.
Cantus, ús.
bu.
Nbiri.
® <4l^
Cão.
Canis, is.
Bonde.
7 .ph^4h/u<-
Cão pequeno.
Catulus, i.
Imboúa.
Caimbua.
Capar.
Emasciúo, as.
Vucóla,
CA
127
Portuguez.
Capella do olho.
Lalim.
Cilium, ii.
Conjruez.
Dãu.
Bundo.
Cara.
Vultus, ús. Fá-
cies, ei.
Mata.
88 #i^iH^o
Cárcere.
Carcer, eris.
Sánma.
Carga.
Carne.
Sarcina, ce.
Caro, carnis.
Mutéte.
Bisiaménga.
Mutéte.
Carpinteiro.
Materiarius, ii.
Nquuéte.
Carrapato, bicho.
Ricinus, i.
Manháta.
Carregar,
Onero, as.
Ncita.
Carvão.
Carbo, onis.
Macála.
Macála.
Casca.
Córtex, icis.
Ecássu, Biéi.
Casta, espécie.
Genus, eris.
Nzá.
Castigo.
Pena, os.
Júmbu.
Cauda, rabo de
(jallinha.
GallincB cauda.
Súca xe Nsússo.
88, Muquila riá
Bioi.
Cauda, rabo de
peixe.
Cauda piseis.
Sala, Nquila xe
Bíc'i.
Causa.
Causa, w.
Etúcu.
Cavador.
Fossor, oris.
Vánc'i.
Cavallo.
Equus, i.
Bisácc'i.
Cavallo marinho.
Hippocampus, i.
Ngándo.
m
CE
Cedo.
Cito, Propediem.
Assásu.
Cento, cem.
Centum.
Ncáma.
Rama.
Cl!
Chaga.
IJUus, eris.
Nuá.
128
GH
Portiiguez.
Latim.
Congwez.
Bundo.
Chegar.
Advenio, is,
Sunsúca.
Cheirar mal.
31 ale olere.
Fimma.
Chorar.
Pioro, as.
Dila.
Chover.
Pluo, is,
Nóca.
Cunóca.
Chrislão.
Christianus,
um.
a, Muncuíci.
Cl
Cinco.
Quinque.
Tánu.
Tánu, Quitánu
Cinto.
Cingulum, i.
Ebúnda.
CL
Claramente.
Clare, Lucide.
Vónzu.
Claro.
Clarus, a, «m.
Quibénzu.
—
Claros.
Clari, CB, a.
Ibénzu.
—
Clemência.
Clementia, ce.
Ch'iári.
Ch'iári.
CO
Cobertor.
Coberta, tampa.
Cobrir.
Coçar.
Coh, castanha do
Congo.
Colérico.
Colher fructos.
Colher de comer.
Cólica.
Stragulum, i.
Tegumen, inis.
Cobeletóle.
Fuquilílu.
Tego,is. Operio, FuquíUa.
is.
Scabo, is. Coánga.
Castanea Congi. Macásu.
Biliosus, a, um. Cásci ou Cáchi.
Carpo, is. Conga.
Cochlear, is. Luto.
Jntestinimorbiis. Npíchi.
Cobeletólo.
Cuása.
Miquesu, Maqui^
su.
H'óchi.
CO
129
Portuguea.
Começar.
Latim.
Incipio, is.
Conguez.
Âccíca, Vaitlíca
Bundo.
Comeslivel.
Edulis, e.
Ndía.
Comraodamente.
Commodo.
Fanána.
Commungar.
Corpus Christi
accipere.
Támbula Zámbi,
Cutámhula Zcm
bi.
Como.
Tanquam, velut.
Caciúna.
Companheiro.
Socius, ii.
Abala. —
Companhia.
Conventus, ús.
Locangélo,Luin-
gálu.
Comprar.
Ema, is.
Súnraa.
Cussúmba.
Comprazer.
Comprido.
Complaceo, es.
Longus, a, wm.
Fióca.
Curidídi. — '
(U<iJ^^<^''^
Comtudo.
Tamen, [tametsi.
Cádie.
Conceder.
Concedo, is.
Canbuíssa.
Cmurissa.
Concertar.
Compono, is.
Lúdica.
Concubina.
Focaria, ce.
Palacáni.
Conde.
Comes, ifis.
Cucúllu.
Caccúlv, Cacúlla.
Condição.
Conditio, onis.
Icónco.
Confessar.
Confiteor, eris.
Fungúna.
Confessor.
Confessarius, ii.
Muífunguisse.
—
Confessores.
Confessara,
orum.
Miífunguisse.
—
Congregação.
Congregatio,
onis.
Locutacáno, [Cu-
tazeúsa.
Congregar.
Congrego, as.
Cucíca.
Conhecer.
Agnosco, is.
Zá.
m
Conquistar.
Nalionesdomare.
Báca.
m
VJ
130
CÚ
Portuguei.
Latim.
Conguez.
Bundo.
Conselho.
Consilium, ii.
Milónqui.
m
Consentiicento.
Consensus, ús.
Viciquíli.
Consentir.
Acquiesco, seis.
Yicíca.
Considerar.
Pondero, as.
Banc'iquéssa.
Contar.
Numero, as.
Tanga.
Cutánga.
Contumácia.
Permeada, cp.
Scitamáto.
Conversação.
Colloquium, ii.
Luquanbílu.
Oeuanbéla,Maca.
Conversar.
Conversor, ar is.
Quanbíla.
Cuambéla, Cuta-
Cor.
Color, oris.
Túse.
máca.
Coração.
Cor, ordis.
Muc'íma.
Muccima.
Corda.
Funis, nis.
Misínga.
Corno.
Cor nu, u.
Npáca.
Coroa.
Diadema, aí is.
Npú.
Pó, Npó.
Coroar.
Coronamimpone-
re.
Vica-npú.
Cubáca pó.
Corpo.
Corpus, oris.
Eginítu.
Corpo morto.
Cadáver, eris.
Evímbu.
Correr.
Curro. is.
Sárapula.
Cussámpulu, Cu-
lénga.
Cm^íAxú-
f Corrigir.
Corrige, is.
Longa.
gg Culónga.
Corrupção.
Corruptio, onis.
Ola.
f\ i k f\
Cortar.
Seco, as. Scindo,
is.
Sénga. .— —
M-Mi
Cortezia.
Urbanitas, atis.
Fúca.
Corvo, ave.
Corvus, i.
Gongolóngo.
Quilómhe-lómhe .
Coser.
Suo, is. Consuo,
is.
Suíça.
CO
131
Portuguez.
Costas.
Latim.
Tergum, Dor-
sum, i.
Congue2.
NpáccM.
Bundo,
Nbángi.
Costumar-se.
Assuesco, is.
Culuquiána.
Cova.
Fovea, Fossa, w.
Evúla.
Coxa da perna.
Coxa, w. Fémur,
oris.
Búcc'i.
Coxear.
Claudico, as.
Tirínga.
Coxo, Manco.
Claudus, a, um.
Nzuóli.Nzúdi.
Cozer ao lume.
Coquo,'is.
Láraba.
Culámba.
Cozinha.
Colina, (B.
Eólia.
CR
^íiC
.Creado que serve.
Famulus, i.
Mubúngi.
Quibúngi, Mubi
ca.
Crear do nada.
Creo, as.
Coéma.
Crer.
Credo, is.
Cuiquína.
Cachiquina.
Crista de galli-
nha.
Gallinae crista.
Maláffu{ma Nsús-
su.
Crista do gallo.
Galli crista.
MaláffumaCócu.
Cruelmente.
Crudeliter.
Bangúla.
Quiabangúla.
CU
Cunhado.
Mariti, vel uxo- Nzáci.
ris frater.
m
Curar.
Sanitatem redde- Vúca, Lelúca.
re.
Culúea
Cuspir,
Sputo, as. Távula.
DA
Da.
A, ah, abs, ex. Muna.
19
132
DA
Portuguea.
Dádiva.
Latim.
Donum, i,
Conjuez.
Sondo, Sónmo
D'ali.
Illinc.
Esumborína.
Dansar.
Tripudio, as.
Quinina.
Da outra parte.
Mine.
Esumborína.
Dar.
Do, as. Largior,
iris.
Yána."
Dar de mamar.
Lacto, as.
Cuéma.
Bundo.
Cuquina.
Cubana.
Cumuamuéssa,
Curissa.
DE
De.
Uiijus.
Cúna.
SB
Debulhar.
Fruges terere.
Sócca.
Declaração.
Dedaratio, anis.
Lutatiíla.
0 cutat ulula, 0 cu
gimbulúlo.
Declarar.
Declaro, as.
Talúla,Gigulúlu.
Cutatulúla, Cu-
gimbulúla.
Dedos.
Digiti, toriim.
Milémo.
Milémhu.
Defensa.
Propugnatio,
onis.
Luaniquícu.
De graça.
Grátis.
Malóndo.
Deitar abaixo.
Dejicio, is.
Lósa, Culósa.
SB
Delicado.
Delicatus, a, um.
Lembéma.
Dentes.
Dens, vel tes,
tium.
Menu.
Máchu.
Dentro.
Intra, intus.
ISéne.
m
Depois.
Post, postea.
Cunausaquila.
Depositar.
Depono, is.
Vaca.
Cubáca,Culúnda
Derradeiro.
Ultimus, a, um.
Nsuquinílu.
Quissucurilu.
Derramar.
S pargo, is.
Muamúna.
Cuchamiina.
DE
133
Portuguez.
Derreter.
Latim.
Liquefacio, is.
Consuez.
Qiiándula.
Bundu.
Desacreditar.
AlicKJus aiictori-
íatem immi-
nuere.
Cúbua cuiquína.
m
Desaforo.
Petiilantia, w.
Nfalúngi.
Desamparar.
Desiderium, ii.
Zoléle.
m
Desapparecer.
Eoanesco, seis.
Avisúca.
Desatar.
Solvo, is.
Cutúla.
Cuqiutúla.
Descer.
Descobrir.
Descendo, is.
Patê fado, is.
Culiimúca.
Fucúla.
Culumúca, Cutu-
lúca.
Desconcertar.
Perturbo, as.
Vingóla.
Desconfiar.
Dijfido, is.
Catúla-luíiátu.
Desejar.
Opto, as. Cupio,
is.
Zóla.
m
Desejo.
Berelinquo, is.
Cuíca.
Desfazer.
Destruo, is.
Bangúia, Que-
bra vt.'.
Deshonesto.
Fcedus, a, um.
Ussáfu.
Desmaiar.
De fido, is.
Lunonpócu.
Desobrigar.
Ohliqationem
dissolver e.
Catúla lutúmu.
Cucatúla lutúmu
Despedir.
Dimitto, is.
Canina.
m
Despir.
Exuo, is.
Yúla.
Cuzúla.
Despregar.
Clavum evelle-
re.
Catúla Sonso.
Cucatúla Nsónso
Desprezo.
Aspernalio, onis.
Linghelequéle.
Desquite.
Divortium, ii.
Tovóca, tulúca.
D 'esta maneira.
Hujusccmodi.
Mánui.
m
13Í
DE
Porluguez.
D'esta parle.
Lalim.
Bine.
Conguez.
Esumbuéri.
Bundo.
Destruir.
Destruo, is.
Bangúia.
Cubangúla.
Determinação.
Fixum consi-
lium.
Lucánu.
M-^'-
Deus.
Deus, i.
Zambi-ampúngu.
' Zambi.
Deus um só.
Unus Deus.
Zánbi ampúngu.,
^Zámbiimóchi.
Devoção.
Pieías, (is.
Querotíma.
Dez.
Decem .
Cúmi.
Cúnhi.
é
Dl
Dia.
Dies, ei.
Quilúmbii.
-8B
Dias.
Dies, erum.
Ilúmbu.
-88
Diabo.
Diabolus, i.
Calianpénti.
Cariapémba.
Diarrhéa.
Diarrhéa, ce.
Yalumóna.
^^^'■- i-iAnv<M/
DiíEculdade.
DifíicuUas, atis.
Vatalalálu.
Digo.
Ego dico.
Voiile.
Dilatar.
Dilato, as. Ex-
tendo, is.
Tambúca.
Diligencia.
Sedíditas, atis.
Quiacása.
m
Direito.
Mquum, i.
Scingáma.
•
Disciplina.
Flagellum, i.
Mussínga.
Muchinga.
Discórdia.
Dissentia, nis.
Lassónsu.Sónsu.
Dispensar.
Concedo is. Do,
Vána, Cana.
Cubana, Cucuá-
as.
na.
Distancia.
Spatium, ii.
Vala, Tominíco.
■
Diverso.
Dispq,r, aris.
Sosuálu.
Dividir.
Distribuo, is.
Cana.
Cueuána.
Portuguez.
Divorcio.
Dizer.
Dobrar.
Doce.
Doença.
Dormir.
Duque.
Duro.
Duvida.
Eclipse.
Edifício.
EÍIicacia.
Elefante.
Embaixador.
BI
Latim. Conguez. Bundo.
Discessio, onis. Tovóca, Tulúca. Qg
135
Dico, is.
Yoúa.
DO
Duplico, as. Bundíca.
Dulcis, Suavis, e. Tome.
Morhus, i, Bevu.
Dormio, is. Léca.
DU
Dux, vcis. Cucúllu.
Solidus, a, um. Dita.
Ambi(juitas,atis. Filinpáca.
EC
Solis et LuncB de- Lombóca.
fectio.
ED
JEdificium, ii. Túngu.
£F
Efjicacitas, atis. Cángu.
EL
Elepbans, antis. Nzáu.
EM
Legatus, i. Tumuatumíni.
(ÍM^à/VvwC^
Cubungica.
Cuséca, Cuzéca.
Cacúllu,CaccáU(.
Nlúngu, Ocutún-
na.
Zámba.
Catuminissa.
136
EM
Porti!juez.
Embarcar.
Embebedar-se.
Emendar.
Em pé.
Em pés.
Emprestar.
Em um instante.
Latim. Conguez.
In navem impo- Vuculúla.
nere.
Ebriítm fieri. Cóllua.
Corrigo, is. Cuéia.
Emendo, as.
In uno pede sta- Quililénte.
re.
Inpedibus stare. Mantilénte.
Commodo, as. Sómpa.
In pundo tempo- Tándu fióJe.
ris.
EIV
Bundo.
B'óllua amtff^-
txt7-
Cussóha.
Encarnação.
Incarnaiio, anis.
Luemítu.
Ocuimita.
Encher^
Impleo, es.
Cadíssa .
Encontrar.
Obvio, as.
Vaculúla.
Enfermidade.
Morhus, i.
Musóngo.
83
Enfiar.
Trajicere filum.
Soma.
Enforcar.
In furcam sus-
pendere.
Chetéca.
Enganar.
Decipio, is.
Lucúnu.
Engulir.
Glutio, is. Devo-
ro, as.
Mina.
Minha, Cuminha.
Ensinar.
Doceo, es.
Longa.
Culónga.
Então.
Tunc.
Vútu.
Entendimento.
Intelledus, ús.
Quilúnzi.
Qnihtngi. —
Entendimentos.
InteUedus, num.
liúnzi.
Ilúngi. —
Enterrar.
Humo, as.
Gica.
Cugicíiboéêi, Cuf-
fúnda.
EX
137
Pjrluguex.
Entranhas.
Litim.
Víscera, erum.
Coliguei.
Ndía, Molía.
Bundo.
Míddia.
Entrar.
Ingredior, eris.
Cota.
88 ^r
Entre.
Inter.
VanacaciáncM.
Entregar.
Trado, is.
Tambica, Tamí-
ca.
Entreter.
Detineo, es.
Sála.
88
Enxada.
Ligo, onis.
Nséngu.
88
ES
Escama de peixe.
Squama, m.
Macuá.
Escândalo.
Exemphm pra-
vum.
Nganeámbi.
Escaravelho.
Scarabeus, i.
Tutu.
Escolher.
Eligo, is.
Sola.
Cussóla.
Esconder.
Occulto, as.
Sueca.
Cussuéca,
Escravo.
Servus, i.
Moái.
M/vVV^C^
Escrever.
Scribo, is. Exa-
ro, as.
Soneca.
Cussonéca.
Escrúpulo.
Scrupulus, i.
Quituónga.
Escudo.
Clypeus, i.
Ncúbo.
Égúbu.
Escuro.
Tenebrosus, a,
um. ,
Tómmc.
Escusar.
Excuso, as.
Vána mocálu-cá-
lu.
Espelho.
Speculum, i.
Talilúa.
Esperar.
Excepto, as.
Vinga.
Cuquinga.
Esperto.
Âlacer, cris, et
Quenbúca.
Ufimúca. ttí,
cre.
Espia.
Spccukdor, oris, Ncénque.
20
138
ES
Porluguea.
Espingarda.
Espinho.
Espirro.
Latim.
Sclopus, i.
Conguea.
TampútQ.
Spina.oe. Tribur Nzénne, Nzáco.
lus, i.
Sternutamentum, Nquéssa.
fiundo.
Esplendor.
Splendor, oris.
Luminícu.
Esposa.
Sponsa, (B.
Esúmma.
Esquecer.
In oblivionem ve-
nire.
Aíruádia.
Estar, existir.
Existo, is.
Cuicála.
Cuicála, [cucála
Estatura.
Statura, cb.
Ncúlla.
Este, esta.
Bic, h(BC, hoc. Is,
ea, id.
Oyó.
Yó, yogó.
Estender em ter-
ra.
Extendo, is.
Lavála,Lavalála.
Estender-se.
Se conjicere.
Quicáta.
m
Estéril.
Sterilis, e.
Seita.
Estimar.
estimo, as.
Senseméca.
Estreito.
Angustus, a, um.
Fitaquéne.
Estrella.
Stella, (B. As-
trum, i.
Nbatéte.
Tetembúea.
Estudar.
Studeo, es.
Bánça.
Cúbança .
Estúpido.
Stupidus, a, um.
Lávu.
ET
Eternamente. Mernum.
Coco ja coco. Coco nt eóeo.
EU
Eu.
Ego, mei.
Mónu.
EV
139
Português.
Evitar.
Latiiu.
Caveo, es.
Conguea.
Quenga.
Bundo.
Exemplo.
Exercício.
EX
Exemplam, i. Ngáne, lossánu.
Exercitatio, Sála-sála.
onis.
Exhalação. Exhalalio, onis. Onfénsu.
Exhortar. Adhortor, aris. Conga.
Expirar, morrer. Animam efflare. AlTua.
Exprimir.
Exprimo, is.
Miníca, Miniqui-
na.
FA
Quicalacalélo.
Cúffntí.
Fabrica.
Fabrica, ce.
Túngu.
Ocutúnga.
Fabricar.
Fabricor, aris.
Túnga.
Ciitúnga,.
Faca .
Ctdíer, tri.
Nbéli.
Facilidade.
Facilitas, atis.
Enángu.
Fallar.
Loqnor, eri.%
Voúa.
Falso.
Falsvs, a, nm.
Luvónu.
Faltar.
Vesum, es.
Cánbua.
Cucámbi.
Fantasia.
Phantasia, ce.
Sueffe.
Fava.
Faba, ce.
Ncánza.
Favor.
Gr alia, ar.
Luaquilílu,
gu-
Nuín-
Favorecer.
Favco, CS.
Quaqiiilila,
quíla.
qua-
Fazer.
Facto, is.
Ván^a.
Cubánga, cnhán-
ca.
líO
FE
ruilugiiez.
Latim.
Filies, ei.
Coiiguez.
Cánca.
Bundo.
Fedor.
Fcptor, oris.
Nzúndi.
Feijão.
Phascolus, i.
Ncãssa.
Feira, mercado.
Nundinw, arum.
Telamutéte.
Fel.
Fel, ellis.
Diiiunliisu.
Ferir.
Vulnero, as.
Luéca.
Ferreiro.
Ferrariíis fabcr.
Gangúla.
d^gangúla.
Ferro.
Ferrum, i.
Tâdi.
Quitári. ^
Fervente.
Fervens, tis.
lia.
Ferver.
Ferveo, es.
Nicúna.
FI
Ficar.
Maneo, es. Se-
deo, es.
Sala.
Cuchála.
Fidalgo.
Vir nobilis.
Moána-muéne,
Nfúmu.
Muáne-miiéne.
Figado.
Jecur, oris.
Ncánza, dína.
Filho.
Filius, ii. Na-
tus, i.
Moána.
Mona. —
Filhos.
Filii, orum.
Ana.
Ana.
Finalmente.
Denique.
Nsuxílu.
Fingir.
Florecer.
Flores.
Fogão.
VUÀ
Fingo, is. Simu- Vixica.
lo, as.
FL
Flóreo, es. Ver- Tangúta.
7W, as.
Flores, um.
Focus, i.
Vúm.
FO
Maíúcu.
SB
FO
líl
Pwrtuguez.
Fogo.
La li 111 ■
i(jms, i.
Coiiyuez.
Tiíbia.
Bundo.
Tubi a.
Folgar.
Exulto, as. Lm-
tor, ar is.
Fióca.
Folhas.
Frondes, ium.
Maca ia.
Naffn.
Fome.
Fames, is. Esu-
ries, ei.
Nzála.
^zála.
Fonte.
Fons, ontis.
Scima.
Scima ou Chima.
Formiga.
For mi ca, ce.
Nfúla.
SB
Fornicar.
Fornicor, aris.
Quinsúsa, la-
quiosúsa.
Forte.
Forlis, e. Volens^
tis.
Gólo,
Quicólo.
Fll
Fraco.
Debilis, e. ímbel-
lis, e.
TóntoJo.
Frecha.
Sayitta, w.
Mochcle.
Frigir.
Frigo, is.
Canga.
Cucánga.
Frio.
Frigus, oris. Al-
gor, oris.
Chióxi.
/V^VVÍM.
FU
Fugir.
Fugio, is.
Cína.
Fumegar.
Fumo, as.
Niia-fúnui.
Cunúa mace
Fumoso.
Fumosiis, a, um.
Múcu.
Fundo.
Fundus,i.1muin,
i.
Vangibéne, ván-
gi-
Funil.
Infundibulum, i.
Loquelélo.
Furar.
Per foro, as.
Zécca.
Furioso.
Furiosus, a um.
Gánghi, ngánc'i.
«
142
FU
Portuy
;uez.
Latim.
Cong
Furtar.
Furor, aris. Sur-
ripio, is.
Quía.
Furlo.
Furtum, i.
Vídi.
Fuzil.
Igniarium, ii.
Bindúa.
Bundo.
GA
Gado grosso.
Armentum, i.
Tnaléxi.
Gago.
Jialbus, a, um.
Cucúma.
Galantaria.
Urbanitas, atts.
Chembéssa.
Galante.
Elegans, arais.
Chánmu.
Gallinha.
Gallina, w.
Nsússii.
Gallo.
Gallui (jallina-
ceus.
Coco.
Gallo da índia.
Gallus Tndus.
Npílio.
Ganhar.
Lucror, aris.
Bácca.
Garfo.
Uncus, i.
Musóraa.
Garganta.
Guttur, is.-
Eláca, eriláca
Gastar.
Consumo, expen-
do, is.
Lalíssa.
Galo.
Fe lis, is.
Búdi.
GE
Gente, povos.
Gens, tis. Natio,
onis.
Musa.
Gentilidade.
Gentilitas, atis.
Sungúngu.
Gentios.
Cultores Jdolo-
rum.
Nuídi.
Quicúma.
eg
Geração.
Venerado, onis. Enucílu.
GE
143
Ptrtuguez.
Latim.
Cuiifíuea.
Gerar.
Género, as.
gno, is.
Gi-
Yúla, túnga
Bundo.
8B
GL
Gloria bemaven- BeatUudo, ims. Muquémbo.
turada.
Glorias.
Gloria.', arum. Miquémbo.
GO
Gordo.
Pinguis, e. Opi-
mus, a, um.
Avúnga, vánga.
Gordura.
Adeps, is. Pin-
guedo, inis.
Másci . Másci ou Máchi
Gosar.
Fruor, eris. Po-
tior, iris.
Nhequéta.
Gostar.
Deledor, ar is.
Coeléca. gg
Governador.
Giibernator, oris.
Nánga;
Governar.
Gnherno, as.
Lúdica.
GR
Graça.
Grande.
Gritar.
Grito.
Lepor, oris. Muvínglii. gg
Magnus, a, um. Anpuéna.
Clamo, as. Boca.
Clamor , oris. Boqueie. gg
GU
Guarda-roupa. Vestispicus, i. Nimaléca.
Guerra. Belhm, i. Víta.
Jtu.
U4
Purtuguez.
Habitação.
Habitar.
IIA
Lalini. Conguez.
ITabitatio, onis. Ntúngu.
Habito, as.
Cuilála.
Blinda.
Mtúnyii, iiibála,i^L
Cuicála, cucáUi.
IIC
Herança.
Herdar.
Herva.
Jleredilas, atis. Vingána.
fíeredUalem adi- Yingãna.
re.
fíerba, (p.
Búndu.
ni
Historia.
Historia, (t. Mussámu.
• lio
Mussámu,
Hoje, n'estc dia. fíodie, hodierno Uno.
die.
Horabros.
Humeri, orum. Mabémbua.
Si^iála
Homem.
Homo, inis. Eiacála.
Honrar.
Honoro, as. Co- Gitissa.
lo, is.
Honlem.
Heri. Esóno.
Hora.
Hora, (P. Cúrabu.
ilU
Cúmbi
Humildade.
Httmilitas, [atis. Lenúii.
JA
Janella.
Fenestra, te. Janélla.
Jane 11
Jantar.
Prandium, i. Dia, ria.
Qi édJi.
^::aj-\
ID
Portuguez. Latim. Coaguez.
ídolo. Simulacrum fal- Itéque, téque.
si miminis.
JE
im
Bundo.
Quitéque.
Jejuar.
Jejuno, as. Jejuar.
Jejuar.
IG
Igreja.
Templum, i. Nzoóxi.
IL
Ilha. ínsula, w. Nzádi.
Illuminar. lllunúno, as. Miníca.
Cumica.
Imagem.
Imago, inis.
lelequesóa.
Imitação.
Exemplum, i.
Landa.
Imitar.
Imitor, aris.
Landa.
Immortal.
Immortalis, e.
Coco ja coco.
Coco ia coco, ca-
fa rínqui.
Immundicia.
Sordes, ium.
Spurcilies, ei.
Víndu.
Víndu.
Impedimento.
Impedmentum,i.
Lovungílu.
Ocubungica.
Impedir.
Impedio, is.
Vungíla.
Cubungíca.
Impotente.
Dehilis, e.
Canbua-lêndu.
Quinbánda.
Imprimir.
Imprimo, is.
Túla.
IN
m
Inchar.
Tumeo, es.
Vinba.
Cugimbe,
i46
IN
Portupuez.
Incrédulo.
Infamar.
Infâmia.
Infiel.
Infinito.
Ingratidão.
Inimigo.
Injuriar.
Instancia.
Instruir.
Intelligencia.
Intenção.
Interessar.
Interpretar.
Intimar.
Invenção.
Invocar.
Latim. Conguea. Bundo.
Incredulus, a, Cánbua cuiqui- Ocucámpe o ea-
tim. na. cliiquína.
Infamo, as. Leucúia, Levúla. Culébúla.
Dedecus, oris. Nfalúngi.
Infidus, a, um. Cánbua-cánca. Ocucám^iofé.
Infinitus, a, um. Quequissúqui.
Beneãcii accepti Ntocósci.
oblivio.
Inimicus, i.
Convicior, aris.
Contentio, onis.
Nbéní.
Levúla.
Taminicu.
Instruo. Erudio, Longa.
is.
Intelligentia, ce. Súnga-súnga.
Animus, i. Mens, Npitu.
tis.
Suis honis consu- Yicilíla.
lere.
Explano, as.
Intimo, as.
Inventum, i.
Bánça.
Zaíssa.
Conga.
Invoco. Imploro, Sánba.
as.
JO
Culébúla
Culónga.
8B
Joelhos.
Genna, uum.
Maungúnu
Jogar.
Ludo, is.
Tauári.
Jogo.
Ludus, i. .
Oádi. .
Portuguei.
Irmão.
IR
Latim.
Frater, tris.
Conjuez.
Npánghi.
147
Bundo.
Pánià^^Pán^m.
Irreverência. Lrreverentia, a. Cámbua gilu. Ocucámbi-Ugítu,
JU
Juízo. Mens, tis. Judi- Lúngi. Quilúngi.
cium, ii.
Julgar. Jiidico, as. Cen- Taíla.
seo, es.
Jurisdicção Jiirisdictio, nis. Luléndu.
Justamente. Juste, Jure, Me- Ludi.
rito.
Justo, igual. Justus, fl, um. Fanána.
Par, aris.
LA
Ladrão. Latro. Prcedo, Moiui. MuiL
onis.
Lagrimas. LacrymcB, arum. Mazánga.
Lagrimejar. Lacrymo, as. Dila, vaca, ma-
zánga.
Lamcntar-se. Conqueror, eris. Yána-sánba.
Lançar fora. £jicio,is. Lósa.
Largo. Latus, a, um. Tambúca.
Lastima. Commiseratio, Sucamóio.
onis.
Lavar. Lavo, as. Abluo, Succúla. Cussucúla.
is.
LE
LeSo. Leo, onis. Ncósci. H'óg'i.
Legitimo. Legitimus,a,um. Oalúdi.
21 ♦
148
LE
PoTtuguez.
Lei, ordenação.
Latim.
Lex, legis.
Conguez.
Milónghi.
Bundo.
Leite.
Lac, adis.
Meúma.
Muámua.
Lenço.
Linteohm, i.
Lenço.
7^-1 4«'enço.
Lenho, madeiro.
Lignum, i.
Lucúni.
—
Lenhos, madei-
Ligna, orum.
Ncúni.
—
ros.
Ler.
Lego, is.
Tanga.
Cutánga.
Levanta r-se.
Erigere se.
Teléma.
LI
Liherdade.
Libertas, atis.
Luisadidu.
Licença.
Licentia, vénia,
(B.
Msuá.
Licitamente.
Limão.
Honeste. Juste.
Malum citreum.
Fanéne.
Marimão.
JJ^lãimãy, marx- " '^
Limpo.
Mundus, a, um.
Cussúca.
. 8S
Lingua.
Lingua, w.
Ludimi.
<^ yjfifimi. 1t K
Litigar.
Litigo, as. Con-
tendo, is.
Sónza.
Livrar.
Libero, as.
Ganga.
LO
Lobo.
Lúpus, i.
Luigúnbiia.
Quámngu. í orv
m
Logar.
Locus, i.
Nfúlu.
Longe.
Longe. Procul.
• Vóla.
Louvar.
Laudo, as. Cele-
bro, as.
Tónda.
Cutónda.
Louvor.
Laus, dis.
Massaquílilu.
LU
U9
Porluguea.
Lua.
Latim.
Luna, (B.
Conguês.
Gónde.
Bund
Lume.
Liitnen, inis.
Luminícu.
Ocumica.
.Luxuria.
Luxuria, ce. Li-
bido, inis.
Quinsúsa.
Luxurioso.
Libidinosus , a,
um.
Nsúsu.
•
Luzente.
Lucidus, a, um.
Luminícu.
Química
MA
Machado.
Securis, is.
Luáchi.
Magro.
Macilentus,a,
um.
Tánna.
Maior.
Major, oris.
Rivirdisangáma.
Mais.
Magis,plus, am-
plius.
Diáca.
Mais ou menos.
Plus minusve.
Cuatuchícha
cataléto.
tu-
Maltratar.
Lwdo, is. Maio
afficere.
Vangavúi.
Mama.
Mamma,(B.Uber,
eris.
Iene.
r:^hÉiéle. —
Mamas.
Mammce, arum.
Maiéne.
Mele. —
Maneira, modo.
Modus, i.
Muánu.
m
Manifestar.
Manifesto, as.
Sónga.
m
Manifesto.
Evidens, tis.
Songhéle.
8B
Manto.
Palia, w.
Canpa.
Mão.
Manus, ús.
Cuáco.
Lu(hco.
Mar.
Maré, is.
Mú.
Marido.
Maritus, i.
Lúmi.
Munúmi
150
Portuguez.
Mas, porém.
Mala, bosque.
Matar.
Latim.
Se d. Ver um.
Saltus, ús.
IA
Conguez.
Cángi.
Nfínda.
Occido,is. Neco, Vónda, lósa.
as.
Bundoi
Culósa.
Medicina.
Medicina, ce.
Longbiána.
Medida.
Mensura, w.
Musóngo.
Musónga.
Meio.
Medius, a, um.
Caciánc'i.
Cachd&, cáchi.
Mel.
Mel, ellis..
Uíqui.
Uíqui, guíqui.
Melancolia.
Atra bilis, me-
lancholia, <b.
Cachi, cásci.
m
Melhor.
Prcestantior ,ius ,
oris.
Ânbóte.
^Ânbóte.
Memoria.
Memoria, w.
Súnga-súnga.
89
Menino.
Jnfans, tis.
Muléque.
Muléque. —
Meninos.
Infantes, ium.
Aléque.
Aléque. —
Menos.
Minus.
Luélu.
m
Mcnlira.
Mendacium, ».
Lucúnc'i, Lucú
nu.
-
Mercador.
Mercator, oris.
Tamúte.
Mercar.
Mercar, aris.
Súmma.
Cussúmba.
Mesmo.
Idem, eadem,
Béne.
Mestre.
Mil.
Magister, i. Ndónghi. Jfdonguixi.
MI
Mille. Luculági. Wulucági..
MI
151
Portuguez. Bundo. Conguez.
Milho, género de Milium, ii. Midi.
grão.
Minha, minhas. Meus, a, um. Miáme, mame.
Minimo. Minimus, a, um. Leclée.
Ministro. Magistralus,i\s. Nciluilu.
Miolo. Medulla, ce. Ce- Onguánlu.
rehruWy i.
Latim.
Massa.
Q'uiám4, iámi.
MO
Mó de moinho.
Molaris, is.
Lebéna.
.' ;
Moça.
Puella, ce.
Molccca.
Molécca. 7
Mocidade.
Adolescentia, ce.
Ncúla.
Moço, rapaz.
Adoleseentuhis,i.
Moleque.
Moleque. -
Modo, maneira.
Ratio, nis. Mo-
dus, i.
Muánii.
es
Moeda.
Maneia, ce.
Nzímmu , zim-
bu.
Zimbu, qiiitáp
Mofar.
Derideo, es.
Yingacéce, nu-
cánzue.
Moléstia.
Moléstia, íb.
Mafuquéssa.
Molhar.
Madefacio, is.
Bondáma.
Momento.
Temporismomen-
Tánno.
tum, i.
Monte.
Mons, ontis.
Móngo.
Mortal.
Mortalis, e.
Riampóndi.
—
Morlaes.
Mortales, ium.
Mampóndi,
M
Morte.
Mors, ortis.
Mafúa, Fúa.
1
Mosca.
Musca, íB.
Nsúmi.
i. i%
!•
152
MU
Portuguez.
Muito.
Latim.
Multum. pluri-
mum.
Congnez.
Âínghi.
, Bundo.
Mulher.
Mulier, eris.
Quéntu.
fH^-U^MZ
Mundo.
Mundus, i.
Nzá.
Musica.
Musica, m.
Mutunga-túnga.
8B
IVA.
Na, nas.
In, de.
Muna, cúna.
Mú, cú, bú.
Nadar.
Nato, as.
Ngúnga.
8B
Nascer.
Nascor, eris.
Vúta.
Nascer as semen-
tes.
Orior, eris. Amàna.
NE
m
Necessidade.
Necessitas, atis.
Mumpáci.
—
Necessidades.
Necessitates,um.
Mimpáci.
—
Negar.
Nego, as. Infi-
eior, aris.
Manga.
Neta.
Neptis, is.
Tecúlu.
Malaúli0(^^
Neto.
Nepos, otis.
Tecúlu.
Malaúlu.
NO
No, nos.
In, sub.
Muna, cúna.
Mú, cú, bú.
Nomear.
1
Nomino, as. Vo-
co, as.
Sungúla.
Nós.
Nos, nos t rum.
léta.
Ipuétta, jiéttu.^
Noticia.
Noiitia, CB. Co-
gniíio, anis.
Nsángu.
OB
Obedecer. Obedio, is. Pa~ Lendóca.
reo, es.
OB
m
Portuguez.
Obedeço.
Latim.
Ego obeclio.
Conguez.
Lenduquíli.
Bundo.
Obediência.
Obedientia, w.
Lulendúcu.
Obra.
Opus, eris.
Mofúnu.
Quifúnu.
Obras.
Opera, um.
Mifúnu.
^
Obrigação.
Obligatio, onis.
Lutúmu.
Lutúmu, qmtúmu
mubíca.
Obrigar.
Obligo, as.
Camíca.
Obstinação. _.
- Obstinatio, onis.
Nangaméso.
oc
Occasião.
Occulto.
Occasio,onis.An- Etúcu.
Sã, CB.
Occultus, a, um. Nfúndu.
OD
Ódio.
Odium,n. Nguémi, Mun- Ngúma, lúma.
quente. '
OF
Offender a Deus. Deum offendcre. Sumúca zámbi. Culebúla zámbi.
Offerecer.
Offero, ers. Ex- Vána.
hibeo, es.
Cubana, culum-
bíla.
OL
Olhar, ver.
Aspício, is. Vi- Mona,
deo, es.
tala.
j Cumóna, cutála
j4\^;^ÍSSU.
Olho.
Oculus, i. Díssu.
Olhos.
Oculi, orum. Méssu.
Méssu.
154
<JN
Portuguez.
Onde.
Latim.
Ubi.
Coiiguez.
Cuévi,
Bundo.
Cuévi f cuébi
Onde vás?
Quo abis?
Cu cuévi.
ttt^, "jK cuéti.
Ontem.
Ileri . Hcsierno
die.
Esóno.
Orvalho.
OR
Oração.
Precatio, onis.
Sánba.
Ordenação.
Edidum, i.
Liidicu.
Ordenar.
Ordino, as. Im-
pero, as.
Lúdica.
Orelha.
Aurícula, CB.
Cútu.
Orelhas.
Aimculw, arum.
Wátu.
Ornar.
Orno, as. Illus-
tro, as.
Quetúla
jRoí, orís.
Elóva.
Mtissámbo.
^UhiituiL
OS
Ossos.
Os, ossis.
um.
Ossa, Visei.
ov
Ovelha.
Ovis, is.
Eiiiéme.
Ouço.
Ego audio
Unguíri.
Outro, outra.
Alter, era,
erum. Oaca.
OX
Uomucá ou Uo-
muquá.
Oxalá.
Utinam.
Engua.
PA
\^
Paciência.
Patienlia, cb.
Luviríiu.
PA
Vòli
PorUiguez,
Padecente.
Latim.
Patiens, entis.
Sons, tis.
Conguea.
Luidirílu.
Bundo.
Pae.
Pater, tris.
Es.se.
—
Paes.
Paires, íriím.
Másse.
Pagar.
Solvo, is.
Fila, fúta.
Cuffúla
Palavra.
Verbum, i. Voca-
bulum, i.
Diánbii.
Palha.
Slipula.Palea,(e.
Nhánga.
Qiuànp.
Palmatoada.
Fenúce ictus.
Báva.
Palmeira.
Palma, (e.
Eia.
M^ié.
Palmeiras.
Palmw, arum.
Maia.
Máie. —
Palmo.
Palmus, i.
Liitáma.
Pálpebra, capei-
la do olho.
Cilium, li.
Dáu.
Pão de milho( )
Panis miliariíis.
Nfúndi.
fjúnaí, ffúngi.
Papel.
Papyriím, i.
Papel.
J^ãpj^,mttcanda.
Papo.
Guttur, uris.
Nfínghi.
Papodegallinha.
GaJlina' guttur.
Nfínghi ansúsu. ,
Paraiso.
Beatorum sedes.
Muquénhu.
Páreas de mulher
parida.
Secundce, arum.
Quénda.
m
Parede.
Partes, etis.
láca.
Parente.
Consanguineus,
a, um.
Vútu.
Parir.
Pario, is. Par-
tum edere.
Uta.
SJ^r^:
Passar.
Transeo, is.
Tióca, ita.
Cubita.
Passar o rio.
Flumentransire.
Sáuca, luta.
22
136
PA
Portuguez.
Pássaro.
Latim.
Avis, is.
Cong
Núni.
Passear.
Ambulo, as. Spa-
tior, aris.
Cangóla
Pau.
Lignum, i.
TÚDga.
Paz.
Pax, acis.
Ongo.
Bundo.
ftúnga.
PE
Pé.
Pes, edis.
Cúlu.
Pés.
Pedes, um.
Málu.
Peça de artilhe-
ria.
Tormenlum belli-
ciim.
Maténda.
Peccado.
Peccatum,i. Cul-
pa, (B.
Risiimu.
Peccados.
Peccata, orum.
Masúrau.
Peccador.
Peccator, oris.
Musuraúqui,
Peccadores.
Pcccatores, um.
Misumúqui.
Peccar.
Delinquo,is.Pec-
co, as.
Sumúca.
Pedaço, trapo.
Par ti cuia, w.
Pars, tis
Témme.
Pedir.
Postulo, as. Pe-
to, is.
Vinga.
Pedra.
Lápis, idis.
Etádi.
Pedras.
Lapides, dum.
Matádi.
Peito.
Pedus, oris.
Mucúma.
Pelejar.
Pugno, as.
Tána.
Pelle.
Cútis, is. Co-
rium, ii.
Mucánda.
5
$iténda, matén-
' da.
Cubinc
Ritáp. P «^
MatáJi. m.
SB
PE
157
Portuguez.
Pellos.
Latim.
Pili, orum.
Conguea.
Mica.
Bundo, l
Pelo contrario.
Secus. Aliter.
Sassusuánu.
Penna dos passa-
Pluma, (B.
Lussála.
Quisála.
saros.
Pena, castigo.
Pena, w. Suppli-
cium, ii^
Tiínbu.
Pensar.
Cogito, as.
Banciquéssa.
Pente.
Pecten, inis.
Sánu.
Perdão.
Perder.
Remissio, onis.
Perdo, is. Amit-
to, is.
Lulóco.
Scínbacána,A.uí-
la.
Oculolóca, quis-
sambo.
Perdoar.
Parco, is.
Lolóca.
Culolóca.
Perfeição.
Absohdio. Perfe-
dio, nis.
Luscinpúcu.
Perguntar.
Interrogo, as.
Cuivíla.
Cuibúla.
Perigo.
Pericidum, i.
Lúngu.
m
Perna.
Crus, uris.
Nfiangómine.
Perseverança.
Perseverantia,w.
Diquicíla.
Perseverar.
Persevero, as.
Quicíla.
Perto.
Prope.
Vacúífi.
Pescador.
Piscator, oris.
Mloúi.
Pescar.
Piscor, aris.
Lóa.
Culóa.
Pescoço.
Collum, i.
Gíngu.
Chingu.
Péssimo.
Nequissimus, a,
um.
Vi.
Petição.
Petitio. Postula-
tio, onis.
Mubíogu.
Mubinga. —
Petições.
Petitiones, um.
Mibíngu.
Mibtnga.
158
Portuguez.
Petitório.
Pez.
PE
Latim.
Postulatum, i.
Pix, icis.
Conguez.
Quinbénbo.
Cocóto.
Bundo.
PI
Picar.
Piedoso.
Pilão.
Pintura.
Piolho.
Plantar.
Pó.
Pobre.
Poder.
Poderoso.
Poderosos.
Podre.
Ponte.
Pôr.
Porco.
Porém.
Porque.
Pungo, is.
Nsúca.
Pius.ReWjiosus,
, Ch'iári.
a, um.
PistiUum, i.
Msú.
Pictura, (B.
Nsóno.
Pediculus, i.
Ná.
PL
Planto, as. Inse-
- Tuica.
ro, is.
PO
Piihis, eris.
Mutóto.
Pauper, eris.
, Npútu.
Inops, is.
Potestas, atis.
Lenda.
Potens, tis.
Muléndi.
Potentes, iim.
Miléndi.
Putris, e.
Âóla.
Pons, ontis.
Musónza
Po7io, is. Collo- Vácca.
CO, as.
Porcus, i.Sus, is. Ngúlu.
Cceteriim. Sed. Cángi.
Cur? Quare? Anquívo.
Quia.
Ch'iári, múcêi,\jX.
Iiénda.
•Ã^tr^^Ç,
pna.
Mutóto.
Cuháca.
fígúlu.
PO
159
Portuguez.
Porta.
•Latim.
Poria, tje.Janua,
(B.
Coniíuez. (^^ Bundo.
Evítu. -^fiiéítu.
Porta aberta.
Janua rescrata .
Evitu moáu. jJJ^ Aiéituurjicúla.
Porto.
Portus, ns.
Ezenzélo, lúa. gg
Possível.
Possibilis, e.
Vatalálu.
Pouco.
Paiicus, a, um.
Luélu. gB
PR
Praça.
Fórum, i.
Nbásci.
Praticar.
Fabulor, aris.
Xuluquíána.
Preceito.
ProBceptum, i.
Lutúmu. Quitúmu, quigil
la.
Pregar.
Pregar.
Concionor, aris.
Pregar com pre-
gos.
Figo, is. Afpfjo,
ÍS.
Coma.
Prego.
Clavus, i.
Sónzo.
Preguiça.
Pigriíia, w.
Viúze.
Premio.
Premium, ii.
Sónmo.
Prender.
Capio, is.
Vúca.
Presença.
Pr e sentia, íf,
Cúlusse, lússe. gg
Presente, dadi-
va.
Donum, i. Mú-
nus, eris.
Sondo, sónmo.
Primo.
Patruelis frater.
tf
Moancásci.
Principalmente.
Maxime. Preci-
piie.
lavasavéle.
Principio. Principium. Ini- Eiándu.
ti um, ii.
Privar. Orbo. Privo, as. Tumraúca.
Procurar. Quwro, is. Quacáma.
X
160
PR
Portuguez.
Prompto.
Latim.
Celer, eris.
Conguez.
Sungúngu,
Suúngu.
Provar.
Probo, as.
Coeléca.
Proveito.
Lucrum, i.
Nsúcu.
Provisão.
Penus,'ús.
Ncútu.
^Ci
Prudente.
Prudens, tis'.
Lungalálu.
Publicamente.
Palam:\PubUce.
Ntumuilu.
Publicar.
Divulgo, as.
lamúna.
Pulga.
Pulex, icis.
Nciímu.
Pureza.
Munditia, w.
Cucussúcu.
m
Purgar.
Purgo, as.
Cussúca.
^
Bundo.
Ncútu, H'útu.
QUA
Qual.
Quando.
Quanto.
Ouis,ve\qui,qu(B, Náhi.
quod.
Quando. Cum. Quiatánnu,
Quo, quanto, Iquá.
quam.
QUE
Náhi.^.
Que.
Quebrar.
Queimar.
Queixa.
Queixar-se.
Qui, quce, quod. Q'uiáma, gg
Frango, is. Nhocóta, búdica. Cubufíca. '-^
Cremo, as. In- Viça. Léraa.
cendo, is.
Conquestio, onis. Lusánba.
De aliquo con- Sánba.
queri.
QUE
Portuguez. Latim. Congiiez.
Querer. Volo, vis. Amo, Zóla.
as.
Quero. Ego volo, amo. Zoléle.
QUI
161
Bundo.
©, Cuzóla.
Ngazúla, úgan-
dála. ^
Quintal.
Sej)lu m,i. Septa , L ú n bn .
w.
RA
Culúmbu.
Rabo.
Bâinba.
Raio.
Raiz.
Cauda, m.
Regina, cb.
Fulmen, inis.
liadix, icis.
Baizes. Radiccs, cum.
Ramo de arvore. Ramus, i.
Rapar a cabeça. Abrado, is.
Rasão. Ratio, onis.
Rato, animal. Mus, uris.
Nquíla. Mnquila.
M u c h i n ú a
Nquéntu.
Losseraóozu.
Miiichi, muán- Tjdánci.
c'i.
Miánci.
Lulála,
TúIa.
Queléia.
Ecrúi.
Jindánci.
8B
RE
Receber. Rccipio, is. Támbula.
Reclamar. Reclamo, as. Boca.
Recoir.mcndar. Commendo, as. Coequéca.
Recusar, negar. Recuso, as. Manga.
Culámbula.
Redo.
Rete, is.
Ecúnde, ericún-
do.
ís
1C2
Portuguez.
Redondo.
Referir.
Reformado.
Rego.
Regra.
Rei.
Relatar.
Remar.
Remendar.
Renda annual.
Repicar.
Repouso.
Representar.
Resgate.
Resistir.
Resolução.
Respeito.
Responder.
Restituir.
Resurgir.
RE
Latim. Conguez.
Rotundiis, a, um. Scingalaquéssa.
Narro, as. Re- Sciogúla, laísa.
censeo, es.
JEmendatus,a, Tummúqui.
um.
Bundo.
Sulcus, i.
Mocála.
Regula. Norma, DÓDghi, cóngo.
(B.
Remigo, as.
Resarcio, is.
Vúna.
Dima.
Reditus. Proven- Ngénda, iala-
tus, f(S. quémba.
Cymbala pulsare. Sósa .
Requies, etis. Lupuámu.
Depingo, is. Ex- Sónga.
primo, is.
Redemptio, onis. Bonda.
Resisto, is. Chiquíla.
Comilium. Pro- Lugadícu.
positum, i.
Cultus, ih. Ho- Ebifii.
nor, is.
Respondeo, es. Vuliíca.
Reddo. Repono, Vutiica.
is.
Resurgo. Revi- Catumúca.
visco, is.
Dúnghi,
Rex, gis. Muchíno, muc'i- Muchína.
nu.
Narro, as. Re fe- Laísa, scingúla.
ro, ers.
m
Cuvulúca.
u
Portujuez.
Reverencia.
Rezar.
RE
Latim.
Reverentia, ce.
Recito, as.
Conguez.
Egitáma.
Sánba.
163
Bundo.
Cussámba.
RI
Rico.
Dives, itis.
Vuáma.
Ricos.
Divites, tum.
Nuáma.
Rio.
Fluvius, i. Flu-
men, inis.
Mucóco.
Riqueza.
Divitice. Copiw,
ar um.
Vuáma.
Rir.
Rideo, es.
Seva.
RO
Rogar.
Obsecro, as.
Gundeléla.
Roncar
do.
dormin-
S ter to, is.
Cunacóna.
Rosto.
Vnltiis, ús. Fá-
cies, ei.
■ Lússu.
RU
Rua.
Via, (e.
Mubacála.
Ruas.
Vice, arum.
Mibacála.
Rumor.
Fama, w. Ru-
mor, is.
■ Ciissu.
Rústico.
Rusticus, a, um.
Nuáta.
SA
Sacramento.
Sacramentum, i.
, Rióte.
Sacramentos.
Sacra men ta,
Maóte.
orum.
Sacco,
Saccus, i.
Ncútu, díla.
iZ *
16i
SA
Português.
Sair.
Latim.
Egredior, eris.
Exeo, is.
Conguez,
Vaíca.
Salvar.
Saluto, as.
Lúnda.
Sangrar.
Venam incidere.
Siimúca.
Sangue.
Sangiiis, nis.
Ménga.
Sarar.
Sano, as.
lelóca.
Sarna, doença.
Scabies, ei.
Zimpélle.
Saudar.
Saluto, as.
Lúnda.
Bundo.
m
Manhínga ou
Manhínça.
Culúca.
m
Scicncia.
SC
Scientia. Doctri- Nzáie.
na, w.
SE
Seccar.
Sicco, as. Are fa-
do, is.
Gína.
Secco.
Siccus. Aridus,
a, um.
lóma.
Secreto.
Secretus, a, um.
Nfúndu.
Sede.
Sitis, is.
Foíla.
Seguir.
Sequor, eris.
Landa.
Semana.
JTebdomas, adis.
Mocandícu.
Semear.
Sero, is. Semino,
as.
Cúna.
Sempre.
Semper. Perpe-
tuo.
Meneamene
Senhor de terras.
Dominus, i.
Nfiímu.
Sentença.
Sententia, w.
Ntaílu.
Sentenciar.
Judico, as.
Taíla.
m
Cucúna.
Portuguez.
Sepultura.
Serea.
Serra.
Latim.
Sepultura, w.
Siren, is.
Mons, tis.
Serra, instru- Seira, ce.
mento.
SE
Conguez.
Mocála, evólu.
Chínibi.
Sangaméne.
Quacássa.
SI
165
Bundo.
Signaes.
Signa, orum.
Icínsu.
Signal.
Signum, i.
Quicínsu.
—
Significar.
Significo, as.
Sinsaquéssa.
—
Similhante.
Similis. Consi-
milis, e.
Fanána.
Quififfangána.
Singular.
Singiilaris, e.
Npandóla.
Soberbo.
Sobrancelha.
Sobre.
Sobrinho.
SoíTrer.
Sogro.
Sol.
Solemnidade.
Solicitar.
SO
Superbus, a, um. Ganc'i .
Supercilium, ii. Nséssa Méssu.
Tolero, as.
Viríla.
Socerus, i. So- Có.
crus, lis.
Sol, is. Nlángua, nioíni.
Solemnitas, atis. Moquínga.
Solicito. Incito, Zampóla.
as.
í^gáni^.
Malolóndo ma
Méssu.
Supra. Super. Lucivídi, van- Cuttándu.
tánnu.
Filius fratris vq\ Guriancác'i, en-
sororis. caca.
ÍSê
latÕB.
Chicúla.
Bnd*.
Soiún.
{7n»ro, c.
Qami.
SÓBCBte.
Sohm. Tmatmm.
Caca, tóna.
Sopnr os Asso-
prar.
Sfiro,ms.
Moela.
ia.
Tmrfitmio, imis.
lídinda.
Tinia.
Sndido.
Soriiãu^a^mm.
NúBia.
Sotto.
Soriaio,mi$.
licédi.
S13
S.i-
5Uo,«.
74rílla.
^ . ! . - "-iú.
6Uc»,«.
Morala.
- - • :
SaJor^is.
Ecnflla.
Sspídicar-
SKpptieo. Ckte-
en,ãs.
Tinga.
CMnea. ^
TA
TUnco.
TÊtaam, i.
Tabaco, fama.
Eémt^ maeáaia.
Táboa.
TãkÊU^m.
Tabala, dibaia.
pháia. JrL
----_..
T«Ma,0nm.
Hafaáia.
MAái*.
" -r '- '
Oedmdo, ú. Oè-
tmro, as.
Caca, caqaíáa.
Tardar.
Moror, arís.
ChiDghfla.
^
T^iele.
Tãpes^ ttis. Ta- Tvlólo.
petmm, i.
Teapo.
TeMÊpus,9ni,
Tándo.
Ter.
Habeo,e$.TeÊto,
ff.
ÁTÚa.
^
TE
167
Portnguei.
Terra.
Testemunha.
Teta.
Tetas.
Terra, ce. Tellus, Nc'i.
uris.
Testis, is.
NbáDqoi.
Mamma,(B.Cber, íéne.
is.
Mamma, arum. Maiéne.
2'c
khi.
Jfhanau
Méléi
Tl
Tia.
Tigre.
Tingir.
Tinta de escre-
ver.
Tio.
Tirar.
Amita, (e.
Neúa.
Tigris, is, vel Ngó, nco.
idis.
Coloro, as. Lúmba.
Atramenlum. i. Eritéque.
Patrvelis, e. Guriancásci.
Evello, is. Catúla.
Inio.
Cucatula.
TO
Tocar instrumen-
to.
Sono, as.
Cbicca.
Tomar.
Accijno, is.
Vúca.
Torcer.
Torqueo, es.
Tecãma.
Tosse.
Tussis, is.
Nquuòla.
TR
Trabalhar.
Laboro, as.
Sala.
Trabalho.
Labor, is.
Sálu.
Traducção.
Interpretai
nis.
io, Fúmbi.
Cuckica.
gB
1G8
TR
Portuguez
Trave.
l^U li 111.
Trabs, is.
rongiiez.
]Vlúc'i.
Bundo.
Muç^.
Travesseiro.
Puhinar, aris.
Nfilálu.
Tristeza.
Tristilia, (B.Mm-
ror, oriò'.
Coláma.
Triumphar.
Triumpho, as.
Bínga.
Trocar.
Commuto, as.
Somaquéssa.
Tromba de
faute.
ele-
Prohoscis, idis.
Macácc'i.
Trombeta de
tos.
prc-
Nigrorum hucci-
na.
Npiinghi.
/ípúnghi.
Trovão.
Tonitrus, ús.
Nbúmu.
Trovejar.
Tono, as.
Séraa.
TU
Tu.
Tu, tui, tibi, te.
Enghéie.
Eié.
UM
Ura.
Unus, a, um.
Móchi.
Móchi.
Uma vez.
Semel.
Cúmbu móchi.
Húmbu mockt
VA
Vacca.
Vacca, oí. Bos fe-
mina.
Ngúmbe.
ligómb^
Vagem dos I
mes.
egu-
Vagina, w. Vál-
vulas, i.
Minbólo.
Vasio.
Vacuus, a, um.
Npavála.
Vassallo.
Cliens, tis.
Aváta.
\E
Veia.
Vena, a;. Arle- Mor.nc'i.
ria, w.
#
VE
169
Portuguez.
Vela de cera.
Latim.
Cereus, i.
Conguez.
Ncánia.
Bundo.
Velho.
Senex, is.
Muquulúntu.
«B
Vender.
Vendo, is. Yenun-
do, as.
Zu missa.
Cussumbisa
Venial.
Peccatum levius.
Rialuélo.
—
Veniaes.
Peccata levia.
Maluélo.
—
Vento.
Ventus, i.
Tembóua.
Qiiitémbo .
Ventre.
Venter, tris.
Quivúmu.
—
Ventres.
Ventres, itm.
Ivúmu,
—
Ver.
Video, es. Cerno,
is.
Mona.
Cximóna.
Verdade.
Verum, i.
Queléca.
Verde.
Viridis, e.
Ânbísii.
Vermelho.
Rube r, b r a,
brum.
Tucúla.
S8
Vestir.
Vestio,is.Induo,
is.
Ouáta.
Cazuáta.
Vez.
Vicis, vici, vi- Qúurau,cúrabu. íí'úmbu.
cem, vice.
VI
Via.
Vibora.
Vida.
Vigilância.
Vinda.
Vinho.
Via, (B. Núlla.
Vipera, ce. Nhóca.
Vita, ce. Egíngu.
Vigilantia, ce. Luscicámu.
Adventus. Ácces- Loísu.
sus, ús.
Vinum, i.
Malúíla.
l^giUa.
Nhóca.
Malúvu.
170 VI
I'v;rtU!,'u.ez. Lutim. Conguc-z. Blindo.
Violência. Violeníia, w. Vis, Cángu.
vis.
Virgem, Vir(jo,inis. Inie- Mosúndi.
gra filia.
Virgens.
Virgines, um.
Misúndi
Virtude.
Virtus, utis.
Riláu.
Virtudes.
Virtutes, um.
Maláu.
Viuva,
Vidua., CE.
Nfuánfa.
UL
Ullinio Ultimus.Infimus, Nzochic'ílu. •
o, nm.
Ultrajar. Offendo, is. Sochéca.
UM
Um Unus, a, um. Móchi. Mócki.
Uma vez. Semel. Cúmbu móclii. B' umbu móchi.
Umbral de porta. Limen, inis. Sompuc'í.
UX
Ungir ou untar. Ungo, is. Lino, Zússa.
is.
YO
Voar.
Volver.
Vontade.
as. Vurnúca,
Volo,
Verto, is. Eru- Lúcca.
do, as.
Voluntas, atis. Nzamóio,
m
VO 17L
Portuguee. Latim. Con?iiez. Bundo.
VÓS. Vos,vestrum,ve\ Enu. Enu.
vesfri.
Voz. Vox, ocis. Dinga.
ZE
Zelo. Zelus, i. Quimbála.
ZO
Zombar. Irriãco, es. V^angacccc.
f-t»
TABOÁDA DE NÚMEROS.
Português
e latim.
1
Congueí.
Móchi.
Blindo.
Móchi.
2
Sólle.
Yáfi. %
3
Tatu.
Tatu.
4
Maia.
Uána.
5
Tánu.
Tánu.
6
Samáuu.
Samánnu.
7
Samboári.
Sambuáji. ^K.
8 .
Nane.
Náqui.
9
Eôua.
Ivvua.
10
Cúmi.
Cimlii. c
20
Mácu-inólle.
31i^iinhi-maiá^i. í.
K
30
Mácu-matátu.
JlaeúJnJii-matátu. t
40
Mácu-máia.
MacMii-mauâna. l-
50
I\lácu-raalánu.
Macúfnhi-matánu. i.
60
Mácu-masamánu.
iMacúÁihi-masamánnu.
u
70
Loe Saraboári-loencáraa.
3Jacúhhi-ma&àmbuári.
. C
80
Lo-náne-lancáma.
Macijnhi-náqui . i.
90
Lo-eóua lancáma.
JUacúnhi-ívvua. l.
100
Ncáma.
Wáma.
174
Porliiguez
e latim.
200
CoDguea.
Ncáma-sólle.
Bunflo.
Wàma-lmàfi. dt(^ J^Ck^t^í^
300
Ncáma-látu.
V — .^
H'áma-lutálu. >^ liiU»^
400 '
500
Neánia-lánu.
H'áma-luána. ja^ (t^Wtow^
B'áma-lutánu. vtr A^i^-^M^
600
Ncáraa-samánu.
]I'áma-samánnu.
700
Lusambuári-quiancull
lági.
irdma-sambuáj^iJÁ,
800
Lunáne-quiancullági.
Ií'áma-náqui.
900
Locór.a-quiancullãgi.
H'áma-ívvua.
1:000
Luncuilági.
H\lucági.
2:000
NciVlia-só!Ie.
H'ulwAgi-aiáfi. Th.
3:000
Ncúlla-táíu.
Jl'ulucági-atátu.
4:000
Nci^lla-máia.
Hhúucági-auána.
5:000
Ncúlla-tánu.
U'vlucági-atánu.
6:000
Ncúlla sáraanu.
H^ulucági samánnu. /
H'ulucági-sambuáfi. vK
7:000
Lusamboári-quiá lunl
■úcu.
8:000
Lunáne-quiá-lunfúcu.
H'nlucági-náqui.
9:000
Liieóua-quiá-lunfúcu.
íJ'ulucági-ivma.
10:000
Lunfúcu.
í/t
0 ^fúcu.
20:000
Unfúcu-sólle.
pfúcu aiàéijj\^
100:000
Lonpéve.
(X jÒWuèm.
200:000
Npéve-sóHe.
Wuéve-aiáfi. r^
300:000
Npéve-tátii.
n'uéve-alátu.
400:000
Npéve-máia.
II'u€ve-auána.
500:000
Npéve-tánu.
H'uéve-atánu.
índice.
COLLECÇÃO DE OBSERVAÇÕES GRAMMATICAES. ''*°-
Dedicatória III
Ao LEITOR , . ^ V
PrOEMIO das OBSERVAÇÕES GRAMMATICAES DA LIXGfA BL.NDA OU AXGO-
LENSE 1
Primeira observação 1
Segunda observação :
Do artigo, nome e suas dififereneas 'i
Terceira observação:
Da declinação dos artigos dos abundos 4
Quarta observação :
Da terminação dos nomes abundos 6
Quinta observação :
Do numero das declinações c das vozes dos nomes abundos íi
Sexta observação :
Dos nomes adjectivos abundos 12
Sétima observação :
Do pronome e suas differcnças 14
Oitava observação :
Da natureza do verbo bundo c sua divisão 16
Nona observação:
Do numero da conjugação dos verbos abundos 18
Decima observação :
Dos modos e tempos dos verbos abundos 21
Decima primeira observação :
Da preposição 36
Decima segunda observação :
Do adverbio 36
Decima terceira observação :
Da conjuncção 38
Decima quarta observação:
Da interjeição 39
Diversas conjugações de verbos abundos 40
SUPPLEAIENTO ÁS OBSERVAÇÕES GRAMMATÍCAES DA LLNGL A
BUNDA OU ANGOLENSE 95
DICCIONARIO ABREVIADO DA LÍNGUA CONGUEZA 107
Ao leitor 109
Diccionario abreviado 117
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Cannecattim, BerriErdo Maria de yf^
Colleccso de observações ^ >
,1 c^'rariimaticaes sobre a lingua
C3 bianda
1359
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